domingo, novembro 30
sos
la la la laaaa!
la la la la la la la la la la la laaaaa!
(musica do Toy's R Us)
por favor, alguém me ajude a tirar isto da cabeça.
quinta-feira, novembro 27
para já...
Gritei-lhe assim:
SE ME VOLTAS A MORDER FAÇO UM PORTA-CHAVES COM O TEU RABO, OUVISTES?
terça-feira, novembro 25
pretérito perfeito

E há muito mais a dizer sobre o meu futuro risonho contudo, e lamento se alguém ainda não se deu conta, estamos a entrar na época dos balanços. O melhor a fazer nestas alturas é bater a bolinha baixa e cumprir as regras sazonais de convivência humana. (até eu fiquei atordoada, não se preocupem)
Findo o momento de cogitação, conclui que este ano foi uma montanha russa sempre a aviar grandes subidas e grandes descidas. E entre semanas de intenso festim e outras de completo marasmo, até que me safei. Como uma Lady.
...visitei 11 casas sozinha, endividei-me e comprei uma delas.
...apresentei a casa aos meus pais no dia da escritura, depois de assinada.
...lidei com pressões e responsabilidades quase maiores do que eu.
...quis ser designer, cabeleireira e massagista mas senti-me como peixe na água onde trabalhei.
...conheci pessoas incríveis, que admiro e adoro.
...houve quem me fizesse sentir uma grande merda.
...desejei e planeei umas férias de sol e descanso.
...não tive um dia de férias.
...vi-me obrigada a procurar trabalho e chorei dias a fio.
...cortei o cabelo do meu pai todos os meses.
...decidi que daqui por uns meses viajo até ao Hemisfério Sul.
...senti muitas saudades dos meus amigos.
...contra todas as previsões adoptei uma gata.
...anotei ao pormenor 6 sonhos e tive conversas extraordinárias em torno dos mesmos.
...redescobri que adoro fazer colagens.
...tive um início de ano muito negro e estou a ter um final de ano cinzento clarinho.
...andei com a cabeça muito mais ocupada com o futuro do que com o presente.
domingo, novembro 23
o responsável pelo Natal devia ser crucificado
Devo informar, sobretudo para limpar a minha imagem diante do Jesus e do Pai Natal, que eu fico mesmo feliz com esta quadra e como não sou epiléptica, também acho muita piada à iluminação de Lisboa deste ano.
sábado, novembro 22
sexta-feira, novembro 21
quarta-feira, novembro 19
sai um desafio fresquinho
Diz que as regras são “colocar uma foto individual; escolher uma banda/artista de eleição; responder às perguntas com títulos de canções da banda/artista escolhido; e desafiar 4 bloguistas para passarem a outro e não ao mesmo”.
Eu é...
tchan! tchan! tchan! tchan: Arcade Fire.
1) és homem ou mulher? Laïka
2) descreve-te: My Heart Is an Apple
3) o que as pessoas acham de ti? Ocean of Noise
4) como descreves o teu último relacionamento: Wake Up
5) descreve o estado actual da tua relação: I'm Sleeping in a Submarine
6) onde querias estar agora? Haiti
7) o que pensas a respeito do amor? Headlights Look Like Diamonds
8) como é a tua vida? Une année sans lumière
9) o que pedirias se pudesses ter só um desejo? Crown of Love
10) escreve uma frase sábia: Keep the Car Running
E agora ordeno que o desafio seja cumprido pelos seguintes queridos:
Greatest Dancer
segunda-feira, novembro 17
quanto mais me bates menos eu gosto de ti
sexta-feira, novembro 14
a cantar desde 1983
No âmbito da Quadra Natalícia, qual ou quais as situações que deixam a Lady oh my Dog! algo atormentada?a) o delírio popular dos pais natais pendurados nas janelas
b) a alta probabilidade de receber presentes de merda: mon chéries, bijutaria de fimo ou perfumes da Avon
c) o encontro familiar da noite de 24, quando a casa fica um pandemónio e o nível de décibeis ultrapassa os 120
d) as questões que se levantam à mesa nessa noite:
– Então minha linda? Quando é que ele vem cá?
- Ele? Quem? (eu já a ver o filme, cerca de 48 olhos postos em mim, as couves que custam a descer o esófago, tento agarrar o copo de água mas ele foge-me por entre as mãos e assim se molha uma travessa de bacalhau e meia broa)
- O teu namoradinho, caneco!
- A…eu…a…NÃO HÁ GUARDANAPOS NESTA PUTA DESTA MESA?! Eh pá, óh Tia já há bocado lhe respondi, quando até estávamos no sofá a roer cajus, que eu NÃO TENHO NAMORADO! QUALQUER DIA TENHO DE INVENTAR QUE SOU LÉSBICA PARA VER SE ACABAM COM ESTA CONVERSA! Só tenho medo que dê um fanico ao Papi, que isto ANDA TUDO DOIDO PARA TER DESCÊNDÊNCIA! Mas eu tenho ar de parideira por acaso? OLHEM-ME BEM PARA ESTAS ANCAS. Tenho 25 anos, ok? Daqui a 1 década voltamos a falar no assunto, pode ser?
...
Passas-me o azeite mami?
(é nesta altura que o meu irmão faz a piadinha de cócó – “Mas com o azeites estás tu! HEHEHEHE”)
quarta-feira, novembro 12
tire o cavalinho da chuva
Tenho sonhos, regra geral, muito bons.O de hoje foi assim:
Estava eu em plena situação laboral, sozinha num escritório algo claustrofóbico com um sujeito.
Esse indivíduo maniento estava a assediar-me e ia já com a mão numa trajectória lançadíssima para se alapar a uma mama. Que estou em crer tratar-se da esquerda, a mais perfeita.
Ele – Eu acho que demorámos muito tempo a chegar a um entendimento.
Eu – É verdade. Eu demorei muito tempo a entender que o senhor é um cabrão e o senhor demorou muito tempo a entender que eu não sou uma puta.
segunda-feira, novembro 10
agora sinto-me um rapaz a mudar de voz
Agradeço a vossa ternura mas não se inquietem porque o pior já lá vai.
Houve uns quantos que bem me tentaram matar, mas sem sucesso.
Na sexta-feira às 21h30, o meu universo era mais ou menos este:
Outfit:
1 par de calças sportzone da colecção de 2001, cor azul, com um estampado na zona do traseiro em Arial Black - “Sporty & Sexy”
1 t-shirt que diz Rock à frente e Roll atrás
1 cardigan cinzento
1 robe polar (muito fofinho que ele é)
2 pares de meias (umas da Betty Boop, outras do meu pai)
Local:
1 Sofá
4 almofadas
1 cobertor
1 animal felino
1 chávena de chá no chão
3 lenços ranhosos dispostos aleatoriamente
2 telemóveis
Situação:
Enquanto via muito a propósito um certo filme, um telemóvel toca.
– Então pá? Onde é que tu estás? Está tudo à tua espera…!
– Oh chèrie…desculpa, estou tão doente…cof, cof, cof, sniiif, não vai dar…tenho tantas saudades vossas! Dá beijinhos à malta.
– Pois. Não sejas parva.
– Estou a falar a sério…estou quase,cof, cof, snif, quase a morrer. Quer dizer, é só uma gripe…mas tenho de descansar…entendes, não entendes?
– Oh que caralho. bip bip bip bip bip bip
Cheia de febre e tensa com os maus modos, opto por ir tomar um banho enquanto deliro com o meu descanso. Estava no processo pós-chuveiro – pentear o cabelo, tónico em spray neste rosto catita, creme hidratante, desodorizante e a maravilha do secador (já aprendi a fazer ronron), quando o telemóvel toca:
– Estou à tua porta. Queres descer ou é preciso subir?
A última vez que o G. (inicial fictícia) me disse isto, não foi muito agradável.
– Eu não vou! Mas se quiseres sobe! Quero lá saber..!
Nesse dia o G. pegou em mim como se eu fosse um saco de batatas e pendurou-me ao ombro, apanhou as pantufas, tirou a chave da porta e desceu escada abaixo. E não vale a pena resistir. Se antes tínhamos um G. escuteiro, agora temos um militar que pode muito bem com os meus 58 kg.
Portanto na sexta-feira optei por descer as escadas.
12 horas depois o cenário era este:
Outfit:
Who cares?
Local:
Estacionamento do Lux.
Situações a granel ou algumas recordações resistentes a muita medicação, alguma febre e muito pouco álcool:
somos os únicos malucos ali, às 9h30 da manhã
discutimos cenas idiotas com uma seriedade muito estranha
um chora de coração partido
confidenciam-se umas quantas coisas
eu tenho um ataque de riso
dois deles tiram a roupa e ficam completamente nus
beijinhos e até já meus porcos safados.
sexta-feira, novembro 7
em princípio não vou morrer, mas
Dificuldades respiratórias bastante graves impedem-me de quase tudo, como fazer entender à Lady Cat que não convém ferrar um dente na minha carótida (com o esforço que tenho feito para respirar, está bastante apetecível para uma assassina).
Dói-me tanto a cabeça que acho que vai explodir a qualquer momento.
Estou tão sensível que já chorei com a miragem da minha mãe a fazer-me chá e torradas.
Não dormi nada e estou tão rabugenta que nem me consigo aturar.
Constato mais uma vez que, mesmo tendo 25 anos, quando estou rabugenta regrido até aos 5 ou 6 anos de idade. Choro, fico de trombas, dou pontapés, se a asa da caneca do chá me queima de repente, verto o chá no lavatório e parto a caneca de seguida contra a parede (já estou a inventar).
quarta-feira, novembro 5
terapia karaoke #1
"Viva Forever"
Do you still remember
How we used to be
Feeling together, believe in whatever
My love has said to me
Both of us were dreamers
Young love in the sun
Felt like my saviour, my spirit I gave ya
We'd only just begun
Hasta Manana,
Always be mine
[Chorus]
Viva forever, I'll be waiting
Everlasting, like the sun
Live forever,
For the moment
Ever searching for the one
Yes I still remember,
Every whispered word
The touch of your skin, giving life from within
Like a love song that I'd heard
Slipping through our fingers,
Like the sands of time
Promises made, every memory saved
Has reflections in my mind
Hasta Manana,
Always be mine
[Chorus]
Back where I belong now,
Was it just a dream
Feelings unfold, they will never be sold
And the secret's safe with me
Hasta Manana,
Always be mine
[Chorus x2]
terça-feira, novembro 4
acho que vem a propósito

(agora que já me passou a neura típica do início de semana)
posso afiançar-vos que não sou assim tão boa como a expressão “bem boa!” faz crer. Acho que seria bastante feio da minha parte induzir-vos em erro e por isso quero esclarecer que sou uma gaja normalíssima, apesar de ter uma pele invulgarmente suave.
Mas nada como entrarmos em comparações. Para terem uma ideia do quão longe estou do estatuto de “bem boa!”, confesso-vos que quando vi a foto da Sarah Palin em bikini, não interroguei “será verdade ou montagem?”. Nem tão pouco afirmei “mas que bimba, man!”
Mas exclamei com a voz agoniada: “está-me a parecer que esta cabrona está melhor que eu!”.
domingo, novembro 2
aceitam-se abraços
(de manhã estou a dormir)
À tarde
instalo-me no sofá, vou dar uma volta, vou ao supermercado, entrego-me às arrumações e limpezas, espreito as movimentações clandestinas da minha rua, invento uma tradução para as discussões dos chineses do andar de baixo, falo com amigos no msn, tenho longas conversas com a minha mãe, pinto as unhas das mãos e dos pés da mesma cor, ponho roupa a lavar, experimento uma receita (desta vez crunchy granola), vejo um filme (desta vez Control), vou tomar café com alguém, certifico-me que na tv passam os mesmos filmes (desta vez já não me lembro), troco sms’s, tento ler qualquer coisa mas não me concentro, recorto revistas, jornais, flyers, páginas brancas e amarelas, convites e bilhetes e recorto e colo, recorto, colo porque meti na cabeça que seria terapêutico tentar compor algo novo a partir de fragmentos e escondo tudo bem escondido numa gaveta, não interessa.
Aliás, nada interessa.
ou a rir histericamente numa montanha-russa
ou numa praia brasileira munida de água de coco
ou a provar escorpiões panados no Tibete.
E acho que merecia tudo isto com uma OST de luxo.
Sinto um sufoco anormal com o meio-gás, o morno, o suficiente ou o quase.








