sábado, abril 26

25 de Abril - mas sempre?


Ontem, não houve canal que nos poupasse ao momento televisivo "sabes o que aconteceu a 25 de Abril de milnovecentosesetentaequatro?"

Porque é que a cada 25 de Abril a cena se repete? Os broncos escolhidos para os depoimentos são, a meu ver, uma minoria. Acho que há uma cambada de directores e editores de redacção e jornalistas que querem mostrar um flagelo de ignorância que não existe dessa forma tão horrível.

A maior parte do pessoal sabe do que se trata, não é? Podem não fixar nomes de Capitães de Abril, podem não saber os passos dessa madrugada e desse dia em pormenor, podem até errar no ano vá (é grave, é grave). Mas ontem, o que deram a entender a todo o Portugal, é que a maioria duvida se o 25 de Abril é o aniversário daquele rei cheio de power que fundou esta merda toda, o Henriques Man; ou se afinal é uma data de homenagem àquele zarolho, o Luis, o que escreveu aquela cena bué importante e isso.

sexta-feira, abril 25

iu-up hurray!


Voltei, voltei,
voltei de lá,
ainda agora estava em França,
mas agora estou cá.

Depois deste belo poiesis motiv (creio que esta expressão não existe, mas a partir de agora passa a existir com todo o rigor e carisma cientifico que lhe convém) tenho a declarar que não estive em França. Estive muito ocupada com a mudança pois já me encontro no meu poiso. Não vou fazer uma part II do último post, quero por um ponto final no assunto da compra de casa, processo e respectivas dores de cabeça e movimentos/saldos de conta. Já passou, doeu um bocadinho mas doeu mais desvitalizar um molar. Peço desculpa se confundi ou demovi alguém a fazer o mesmo, mas afinal a coisa compensa.

Ainda estou em processo de descoberta, nunca tinha morado sozinha. Morei com os meus pais até à vida universitária. Durante esses anos e até então sempre tinha partilhado tecto com outros seres humanos. Uns mais normais que outros. Foi bom enquanto durou mas sempre tive presente a fantasia de morar sozinha, abrir as portadas de par em par, adiantar o rosto para a rua e gritar (interiormente) "aqui vou ser feliz".

E arrotar à vontade, deixar a loiça por lavar às vezes. Outras vezes limpar o fogão com afinco às 2 da manhã. Adormecer no sofá; ir nua do wc para o quarto à vontadinha e parar na cozinha para beber um copo de água enquanto me sinto livre e desmaquilhada como uma Eva; saber exactamente quantas minis e iogurtes tenho no frigorifico ou escolher sem dramas o cheiro do brise tok&fresh.

Tem sido muito bom. Ainda não senti a prestação a ceifar-me a conta e ainda não recebi correspondência EDP, EPAL, etc. Talvez isso me tire um bocadinho esta sensação de encantamento.

Por isso, vou aproveitar o mais que puder estes primeiros momentos. Já volto!