quarta-feira, agosto 27

pode ser?


Como todos os utilizadores do Google Analytics acabam por fazer semelhante post mais dia menos dia, para quê adiar para amanhã o que posso fazer já hoje? Ainda por cima com matéria-prima tão doce e esquizofrénica? Passo então a enumerar o Top Ten (segundo a minha preferência) de expressões-chave que remetem os pesquisadores do Google para este blog. Blog este, perdido no meio de muitos blogues de outros portugueses, que não encontrando melhor coisa para fazer (era para colocar exemplos de actividades divertidas dentro deste parênteses mas sinto-me pudica hoje), correm o sério risco de ver os seus escritos descobertos pelos pais, amigos, inimigos, colegas e pior, pelos altos representantes da sua entidade patronal.

Portanto, e se isto é “diz-me com que expressões vão parar ao teu blog e dir-te-ei quem és” eu sinto-me enxovalhada.

Preparem as vossas cassetes para gravar o Top Ten por cima da Whigfield (Cidaaadji istá dji deiz!)

1. acabar com as remelas
2. como fazer escuta telefónica
3. cuecas dog
4. melhor sabor dos gelados pingo doce
5. não sei se hei de rir se hei de chorar
6. oração para calo no pé
7. vaca louca afrodisíaco
8. venda de frango assado bom negocio
9. violada por dogs
10. crescimento espiritual

Juro que não inventei nada e nem corrigi os erros. Sobre isto e numa palavra – enfim.
Abstenho-me de colocar aqui outras palavras-chave que não faço a mínima ideia de como surgiram (sim porque destas faço!) e até tenho mesmo muito medo da sua ligação a este blog, nomeadamente o nome de pessoas que eu conheço, nomeadamente o nome da minha chefe que tem todo o poder do mundo para mandar a quem compete escrever uma carta de despedimento:

“Olhe, aquela é um bocado esquisita, mande-a embora se faz favor. Escreva o costume para estes casos em que não há um motivo concreto. E traga-me um café.”

(Mas como é que o nome da minha chefe, metido no Google, vem dar a isto? Xi Carapau.)

Chefe, se por acaso digitou o seu nome no Google (o que é uma atitude reveladora de um egocentrismo e de uma idiotice fora de série e é coisa que eu jamais fiz, faço ou farei excepto determinadas alturas em que a minha sede de autoconhecimento se sobrepõe a tudo. E nesse caso, que será também certamente o seu, é desculpável.)

e veio aqui parar, apresento a minha defesa:

a) eu nunca escrevi mal da Senhora por quem, aliás, nutro especial simpatia. Aliás, admiro-a imenso. Aliás, eu só não caso consigo porque já me sinto casada com a empresa. (agora sim, afundei-me.)

b) isto é tudo na brincadeira. Eu não sou parva. Como sabe (aquela terça-feira à tarde que lhe pedi, lembra-se? Para ir à consulta?) eu faço psicoterapia. E a minha adorada e fantástica psicoterapeuta lançou-me um desafio, para que pudesse crescer espiritualmente (lá está). Esse desafio está materializado precisamente neste blog. Explico: como sou na realidade uma pessoa extremamente inteligente, culta, afável, elegante, diplomática e com uma capacidade de trabalho extraordinária e que usa um 36 copa C, a minha psicoterapeuta, que sempre me achou bastante exigente comigo própria e demasiado ambiciosa e com medo de falhar, e um ser humano que praticamente roça a perfeição, disse-me assim um dia:

(atenção, ler com sotaque brasileiro)

“Minha querida, você tem de arrumar um tubo de escape para tanta cobrança. Que tal você arrumar um blogue onde possa ser simplesmente o que lhe apetecer mas sobretudo, tendo a preocupação de se dedicar à exploração do seu lado mais besta, idiota e até humorístico…Não tenha medo não…ninguém vai achar graça alguma, mas é isso mesmo o que você tem de enfrentar – o medo de ninguém gostar de você, o medo de não ter graça nenhuma…Estamos combinadas querida?”

Eu anui e contive as lágrimas. Cumpridora que sou de ordens superiores, cá estou num esforço terrível devido à incompatibilidade que existe entre a pessoa que a Senhora conhece e esta Lady que nasce do meu lado mais feiinho. Eu nem queria nada disto. O que eu queria mesmo era ganhar mais.

terça-feira, agosto 26

não há má publicidade


Senhor responsável pela imagem de campanha que está aqui em cima,

Eu não sou formada em marketing ou publicidade, também não sou designer nem exerço qualquer outra profissão ligada a essas áreas. Mas, e acredite se quiser, tenho dois olhos que são uma maravilha. Eu ouvir oiço mal, e os restantes sentidos não estão assim muito apurados (talvez o paladar até não esteja mal), mas a visão meu amigo, está afinada e treinada depois de muitas horas a praticar actividades estimulantes aos meus olhos – revisões minuciosas de textos, jogos de “descubra as 7 diferenças”, extensas saídas nocturnas em sitos esconsos e de fraca visibilidade e sobretudo, comparações frequentes às medidas do meu perímetro de cintura com as demais concorrentes nesta selva de fêmeas. Tudo a olho nu.

De modos que, assim que recebi o seu e-mail, foi-me fácil reconhecer a besta que há no criador desta campanha. É de facto notável a capacidade lata do ser humano – conseguimos ser extraordinários (para lá do ordinário, repare na semântica do vocábulo senhor doutor) e conseguimos ser – como é por demais visível neste caso – mestres em produzir cagalhões patéticos que só estorvam a visão dos mais apurados e turvam esta faculdade aos que estão ainda em desenvolvimento.

É impressionante. Estas cinco pessoas causam um enjoo e um repúdio que não queira saber. A atitude desgovernada, os sorrisos histéricos, as roupas em desuso, o modo como parecem interagir entre si, a tensão sexual entre os dois elementos que compõem os extremos do grupo e também entre os outros dois homens, o prognatismo vincado do quarto elemento a contar da esquerda, o tom azul desprovido de conteúdo, o mar, o vento…enfim, todo o décor (feito no Paint suponho) vinca a convicção de que o mundo é instável e bizarro.

Se a sua intenção era passar uma imagem de segurança, confiança, fiabilidade, responsabilidade, protecção e inteligência, lamento. Eu não entendo como chegou a isto para atingir o seu target. Isto é uma daquelas nódoas que fazem com que este país seja tão pouco. E não estou a exagerar. A par da corrupção é a falta de brio profissional que seca este jardim. Ou como preferirá, este Garden.

O presente post destina-se única e exclusivamente a libertar más energias e não pode ser considerado SPAM.

domingo, agosto 24

quinta-feira, agosto 21

milk pussy (estratégia patética para tentar angariar leitores e que toda a gente faz pelo menos num post)


Garanto-vos que resisti muito. Tive os meus momentos de fraqueza, alturas de vai-não-vai, dúvidas e angústias diversas. Deixar de morar sozinha? Uma das grandes descobertas maravilhosas dos meus últimos meses de vida? Tenham dó. Sempre fui tendo dois dedos de testa para dizer - NÃO!

De vez em quando lá vinha alguém com vontade de me massacrar a mioleira – “e ai que é tão lindo e acho que devias pensar e tem tão bom feitio, etc.”. Propostas que nunca me deram grandes comichões porque o objecto do meu desejo não estava à vista. E como se costuma dizer “Dores que não se vêem não se sentem”.

Mas desta vez… Atentem: 1 semana de vida, cinzenta com manchas brancas e uma barriga redonda de teletubbie. Cabrona da felina. Faz parte de uma ninhada de quatro e não se faz rogada em dar porrada aos irmãos para conseguir a melhor mama.

Ainda com os olhos fechados suscita aquela ternura que se tem pelos cegos (tirando o Rapper do metro de Lisboa e a Rockeira de uma certa e determinada cantina).

(Esta cantina merece aqui um reparo. Certa vez, numa mui atribulada e alcoólica Queima das Fitas, parece que tive uma grande discussão que ia sendo um fight com uma gaja que, tal como eu, não devia bater muito bem da cabeça. Acontece que eu fui aplaudida pelos cerca de 67 espectadores em semi-circulo. E mais não conto. O grande desentendimento entre nós tinha a ver com o arroz com feijão. Agora é que não conto mais.)

Retomando. Desta vez não consegui resistir ainda que seja a mais devota das devotas aos encantos caninos. E agora? Meus amores eu estou desesperada como uma mãe-solteira!
- que nome é que eu lhe dou? (Sylvia Plath é muito deprimente, Adília Lopes é demasiado weird. Macau? Otite? Maddie? Oh que caneco.)

- e a trabalheira dos cocós? E carregar ração e areia sozinha?

- e se o homem da minha vida é alérgico a gatos e levo a maior das negas só porque tenho uns pelitos de nada no casaco?

- devo permitir que ele durma comigo (o animal) (o animal irracional) (ok, a gata)?

- será que eu vou ser uma boa mãe?

- será que alguma vez poderei levá-la a comer àquelas cantinas onde fui tão feliz?


Pá. Que chatice.

quarta-feira, agosto 20

esta minha incontinência

Qual é a parva, qual é ela
que diz que esta porcaria acabou,
que está de rastos e que nunca mais dá trabalho a um pixel sequer,
e depois aparece assim sem-mais-nem-menos só porque sim?
(É preciso ser muito incoerentezinha. Louvadosejadeus.)
Companheiros e companheiras que me devolveram comentários não só amistosos mas também fofinhos: tenho pra mim que vós sois muito boas pessoas. Um xi-coração.
Aos que queriam muito comentar porque me adoram e acham que eu sou mesmo brilhante mas que se viram obrigados a ceder à preguiça e/ou regras do seu local de trabalho, fiquem a saber que também devem ser bastante engraçados.
Aos que não me acham assim tão merecedora de carinho e atenção e/ou vieram aqui parar acidentalmente, ide tomar ar e voltai outra vez porque tem dias que isto chega a ser alegre.