quarta-feira, dezembro 30

estou a usar uma pulseira que tem vários penduricalhos. a saber:

um pompom verde

um pompom preto

um coração dourado

um coração prateado

uma pequena pena lilás

uma conta de vidro redonda vermelha

uma conta de vidro cilindrica azul

uma conta feita em crochet com um guizo minusculo todo tlim-tlim

Eu não era assim, a sério. Podem proceder ao internamento

da vossa sempre,

tia-freak

camorristas numa cave qualquer em casal di principe a jogar uma suecada, tão divertidos que eles estão



é que até os santos parecem suspeitos.
Já encontrei alguns empresários no facebook (cujos amigos são, por exemplo, Silvio Berlusconi e páginas associadas, por exemplo Mozzarella di Bufala).
Ando a conter por todos os lados a vontade de enviar uns friend requests. A culpa é do Roberto Saviano (o que escreveu isto e que agora está fodido para todo o sempre) (leiam lá o livro antes de verem o filme) que conta tim-tim por tim-tim, quantos são, quantos são e nomes, idades, localidades, nomes de rua, números de porta and so on. É maravilhoso isto tudo.

E que grande foto.
(quem não se deliciar com estas merdas é um ovo podre)

quinta-feira, dezembro 24

eu sei, eu sei

este blogue está mesmo uma merda, têm razão, não preciso de mais advertências e quero desde já tranquilizar-vos:
há enormes possibilidades de isto acabar de um momento para o outro, daqui a nada ele há-de ficar encantado por outra qualquer ou eu ainda me enjoo primeiro, não sei, e depois onde é que vou chorar todas as mágoas e regurgitar a acidez e etc., onde? onde?
pois, exactamente.
e depois já se sabe, até que me interesse por outra pessoa assim como deve de ser, há-de passar pelo menos um ano de posts cheios de pinta.
este natal (amigos do peito e desconhecidos), fiquem aí a torcer pela minha miserabilidade e frigidez emocional e outras coisas maravilhosas que me entreguem às drogas duras como gente grande e, claro, que alimentem este blogue como vocês mais desejam.
agora se me dão licença,
um abençoado natal para todos.

terça-feira, dezembro 22

breve apontamento

Com tanto mimo até apetece continuar constipada. Ele é sopas ao jantar, ele é xaropes em aviõezinhos (exactamente, leram bem, não tenho vergonha nenhuma na puta da cara), ele é leite quente com mel a meio da noite...Deus, Deus. Tu bem sabes que eu mereço tudo isto e muito mais (o Justin Kirk dar-me uvas à boca numa praia da Califórnia - fica a dica).

segunda-feira, dezembro 21

dias 24 e 25: as cenas do costume

- conto aproximar-me da minha progenitora e relembrá-la que “Tens uma filha que é um encanto, não anda metida na droga nem nada, já viste o Natal triste que poderia ser? Eu sem dentes, sem equilíbrio, a roubar-te as pratas da casa, a bater no meu irmão que com pena de mim não me devolveria os pontapés…” (costumo desenvolver estas ideias até ao “CALA-TE! ESTÁS A ENERVAR-ME!);

- conto oferecer as massagens mais interesseiras às costas do meu pai: “Já viste a rica filha que tu tens? Podias ter perdido esta filha para a droga, mas não, tenho uma vida tão organizadinha, nunca chumbei na faculdade, não sou como esses indecisos falhados que mudam de curso já a meio e sempre fui tão poupadinha não fui? A minha casa está a ficar linda…só estou a precisar de comprar um sofá….”

- e continuarei a ronda com um: “Olá Avó!! É a sua neta! A MAIS VELHA! AQUELA QUE A AVÓ GOSTA MAIS!!” (nesta altura tenho de me afastar rapidamente para não levar na cara e não me estourarem os ouvidos com o “CALA-TE PARVA! ESTOU BEM MELHOR QUE TU!”;

- e o meu irmão merecerá para sempre o eterno clássico “Ambrósio…apetecia-me algo bom…já sei! Um Ferrero Rocher. Rápido. E dos teus, que os meus são para um projecto que tenho em mãos chamado “Reciclagem de Presentes”. Vá, andor violeta!

sábado, dezembro 19

xukebox

Pede-se aos proprietários dos veículos 55-20-DT; 71-11-KC e 42-18-VF o favor de comparecerem junto ao balcão de informações. Obrigada.

(senti um apelo enorme para escrever isto mas é pena que não tenha nada a ver com o que tenho a informar: hoje estou no Xukebox, mais concretamente na Guest Box. Ora vede.)

sexta-feira, dezembro 18

vá lá, vá lá, vá lá, vá lá

o melhor presente de natal, aquele que me faria dar trinta e dois pulinhos histéricos e que me levaria às lágrimas, era exactamente isto



se alguém estiver interessado em ofertar, é enviar um e-mail e eu juro que ofereço contrapartidas (se és um blogger infeliz e solitário, farei de ti um ser social, em rondas várias pela noite de Lisboa – mas cada um paga as suas cervejas)

quarta-feira, dezembro 16

como sobreviver neste mundo cão

Não liguem ao post aí em baixo não. Depois venham-se cá queixar. Só para terem uma ideia, ontem apliquei tantas regras de fêmea-alfa, que hoje quando cheguei a casa tinha o lixo no lixo, a cama feita, a roupa mais ou menos dobrada em cima de uma cadeira e a cozinha num mimo.

Vamos ao exercício prático:

Estava ele a contar quando é que tinha reparado que eu era a gaja podre de boa que sou e eu, com toda a filha da putice que me caracteriza, abri muito os olhos e disse

A sério?!

Seguido de

Eu nem me lembro de ti nessa altura...

Atenção a isto minha gente, a mentira está ao serviço da felicidade conjugal:

O macho fica com a feliz sensação de que é um caçador de fêmeas difíceis e indiferentes (isto é importante).

E eu fico com a loiça lavada (isto é ainda mais importante).

é pecar ou largar

A mentira, quando usada para nos tornar mais sexy, não é apenas válida – é obrigatória.

terça-feira, dezembro 15

ofereço-me para festas

Está bem, pronto, não falo mais da minha felicidade.

Onde é que vai ser a vossa passagem do ano?

Estamos a quinze dias da festa e eu não tenho nada pensado, nem um convite em cima da mesa, nem nenhuma ideia que me anime.

Ninguém me quer adoptar por uma noite e encher-me de acepipes e champanhe do bom?

me…you…the termoventilador…let’s make it happen.

Estou cá com uns olhos de lontra muito húmidos de fazer impressão a qualquer tratador do zoomarine e hoje já dei por mim a mostrar os dentes e a descair a língua involuntariamente umas três vezes, à conta das sucessões de memórias ridículas. Estou porreiramente leda e até estou a considerar trabalhar um bocadinho menos só para me dedicar a isto como deve ser. Fora de brincadeiras: estava capaz de passar um dia inteirinho na cama, que deus me perdoe.

segunda-feira, dezembro 14

ufff

Foi preciso o Berlusconi levar nas fuças para voltar a ter pesadelos horríveis. Um deles consistia no seguinte: eu e a minha linda família morávamos num bonito condomínio familiar, que, numa igualmente bonita tarde de domingo foi tomada de assalto por um gang qualquer que estava ali para um sangrento ajuste de contas (não consegui por mais adjectivos, lamento). O momento mais hediondo deste sonho foi quando me vi descalça e sozinha, a querer fugir dali, mas antes de me meter num táxi pensei “espera lá filha, vamos arranjar qualquer coisa para estes pés” e não é que, a única coisa que estava disponível por perto, à porta de uma vizinha, eram umas socas crocs num verde bélico muito feio e eu tive de me servir daquela merda? Preciso de um abraço e que alguém me diga “pronto, pronto, já passou”.

segunda-feira, dezembro 7

ainda agora estava ali espalhada à porta do trumps mas agora já estou cá

tive uma noite de sexta-feira com este rapaz aqui e com este rapaz acolá, como vocês nunca terão na vida (e eu própria já não posso reviver tudo nas exactas medidas em que foi acontecendo – vejam, vejam, eu a escarrapachar aqui a efemeridade da existência).

E foi realmente uma noite muito linda até à parte em que passei a comunicar exclusivamente por gestos lentos e sofridos, enquanto a minha bochechinha esquerda avaliava a temperatura da calçada. (dez, doze graus, mas como devem calcular é impossível dar-vos o número correcto)

sexta-feira, dezembro 4

pelize

Agora a sério, fora de brincadeiras: o que eu queria com todo o meu coração este natal não tem nada a ver com a paz no mundo. Não há por aí ninguém um pouco mais abastado ou que sinta uma espécie de ternura paternal por mim e que me queira oferecer isto? De que me adianta ter um blogue se ninguém me oferece nada? (Estou cheia de inveja dos tupperwares da Pipoca Mais Doce.)


quinta-feira, dezembro 3

promessas

Ora viva pessoas,

Cá estou, mais um dia bonito, por aqui não chove nem nada, está frio mas aquecedores existem, o meu verniz novo é lindo (risqué azul hortênsia) e recebi um e-mail da Super Bock a dar conta do Superblog Awards. Não sei o que é o prémio mas sinceramente, espero que tenham a bondade de oferecer ao vencedor oito Super Bocks por dia durante um ano, isso sim era ter visão e estimular a vidinha dos bloggers que, como sabem, são pessoas que têm o cu quadrado e a vida social resumida numa caixa de comentários, excepto eu, claro, que sou aquela tipa sempre porreira para ir para os copos (beber Super Bock).

Acho que me vou inscrever, porque o que o que mais gosto na vida é de Super Bock e mesmo o meu vídeo preferido do youtube é o do cromo da Super Bock e se ganhasse o concurso da Super Bock ia-me sentir para todo o sempre na obrigação de fazer uma campanha anti-sagres e até começava já a inventar mitos urbanos credíveis tipo “olha lá, já ouviste dizer que anda por aí um gang que chega ao pé de uma pessoa e pergunta “queres morrer, ser violada ou sorrir para sempre?” e quando a pessoa responde “sorrir para sempre” rasgam-te a boca com uma garrafa de cerveja sagres e é horrível”. E isto é só uma amostra do que poderia fazer a favor da venda de Super Bocks.


Número de vezes em que a Super Bock foi mencionada neste pequeno post? Oito.

O exacto número de cervejas diárias que preciso para entrar definitivamente nesse alegre mundo do alcoolismo, que tanto me atrai.


(percebi agora no fim disto tudo que o prémio são 1000 euros – se ganhar, comprometo-me desde já a estourar esse montante em Super Bocks (e vão nove!) numa festa onde reunirei o meu eleitorado, leitores e simpatizantes em geral e onde também estarei, devidamente não-identificada – ou não, mas só e só se arranjar um fato de garrafa Super Bock (dez! ding-ding-ding!!) que me assente muito bem.)

segunda-feira, novembro 30

programa de festas do feriado

Ora bem: conto entrar em festa hoje já pelas zero horas, com grandiosos festejos em honra da minha libido que continua a vingar-se de horrorosos meses de celibato. Pequena pausa para beber água e/ou Isostar, fogo de artificio a cargo da Pirotecnia Marte (vocês é que não têm os elementos necessários, mas garanto-vos que a escolha deste nome é genial), conjunto musical da responsabilidade do iTunes em modo aleatório (tal qual esta cabeça tonta).
Encerramento da primeira parte antes das 3h, desocupação do espaço e encaminhamento do público presente para o olho da rua, que a cama é enorme e extra confortável mas é toda minha.
De manhã há esfoliações várias e uma pequena arrumação do quarto-closet (não é extraordinário? Só por causa das merdas vou repetir: quarto-closet, quarto-closet, quarto-closet…ah a vida é espectacular).
E depois de um almoço ligeiro vou seguir com o meu cartão bancário (já vos disse que os meus pais anteciparam a prenda de Natal? Só por causa das merdas vou repetir: prenda de Natal, prenda de Natal, prenda de Natal…bolas, realmente, que vida incrível) e hei-de-me dirigir a diversos espaços comerciais que vendam tipo roupa tipo sapatos tipo botas tipo bolsas tipo acessórios tipo artigos diversos que me fazem falta e quando voltar a casa às tantas vou experimentar tudo o que foi já experimentado nos provadores, só para me armar em big shot e confirmar pela quinquagésima terceira vez do dia que a vida é mesmo grande cena.
Em chegando à noite sou pessoa para tentar ultrapassar o nono nível do pacman (está difícil) e, ah! tenho o sims 3 a descarregar, portanto posso mas é começar a construir a casa dos meus sonhos com a batota do dinheiro.
À noite acho que acabo um texto que comecei ontem, oiço umas musiquinhas, revejo Weeds na 2 e se tudo correr bem, sonho com o meu patrão furioso a pedir-me pontos de situação e relatórios, mas como a vida é extraordinária (pelo menos na minha cabeça), seja cega, surda e muda se não me hei-de virar para o outro lado e esquecer-me de todas as merdas que tenho para fazer.
Dúvidas?

quarta-feira, novembro 25

bom descanso

Na próxima terça é feriado mas acho que na segunda não fazem ponte em Entre-os Rios.

queria apontar isto num lugar onde não me esquecesse

A ONG que faz falta: recolher tudo o que é desperdício de supermercado, bolos que não se venderam no dia, embalagens com mossas que não fazem mossa, os ferrero rocher no verão, os iogurtes cujo prazo acabou (mas que toda a gente sabe que ainda se comem 15 dias depois, eu própria já mandei um bem bom passado um mês), e distribuir pela malta que não tendo pão comeria brioches.


Isto existe cá ou ainda é trabalho por fazer?

segunda-feira, novembro 23

só ando a tomar vitamina c

Ai meu deus, tenho um milhão de merdas para fazer.

Quero, se faz favor, uma equipa de power rangers com luvas que fazem paurww! paurww! e luzinhas que complicam o sistema nervoso dos epilépticos (pessoas que gostam de chamar a atenção e espumar pela boca) mas que a mim muito me encantam.

quinta-feira, novembro 19

analisando o extracto bancário:

pagamentos na Oysho, Woman’s Secret, Intimissi, Alberto Silva Garrafeiras e diversas Farmácias Portuguesas.

Eu não me importo mas o segundo titular desta conta bancária pode não achar graça. Para todos os efeitos isto foram tudo meias e cêgripes. Ah e comprei uma garrafinha de vinho para te oferecer pai! Foi só isso.



quarta-feira, novembro 18

já que anda tudo a falar de livros para o natal eu não quero ficar atrás

A Elisabeth foi-se embora
(com algumas coisas de Anne Sexton)

Eu que já fui do pequeno-almoço à loucura
eu que já adoeci a estudar morse
e a beber café com leite
não posso passar sem a Elisabeth
porque é que a despediu senhora doutora?
que mal me fazia a Elisabeth?
eu só gosto que seja a Elisabeth
a lavar-me a cabeça
não suporto que a senhora doutora me toque na cabeça
eu só venho cá senhora doutora
para a Elisabeth me lavar a cabeça
só ela sabe as cores os cheiros a viscosidade
de que eu gosto nos shampoos
só ela sabe como eu gosto da água quase fria
a escorrer-me pela cabeça abaixo
eu não posso passar sem a Elisabeth
não me venha dizer que o tempo cura tudo
contava com ela para o resto da vida
a Elisabeth era a princesa das raposas
precisava das mãos dela na minha cabeça
ah não haver facas que lhe cortem o
pescoço senhora doutora eu não volto
ao seu anti-séptico túnel
já fui bela uma vez agora sou eu
não quero ser barulhenta e sozinha
outra vez no túnel o que fez à Elisabeth?
a Elisabeth foi-se embora
é só o que tem para me dizer senhora doutora
com uma frase dessas na cabeça
eu não quero voltar à minha vida


terça-feira, novembro 17

xi na pá man, havia de me conter mas não consigo

Não ponho as minhas mãos no fogo (ou ponho mas tiro logo) mas quase que aposto que me tornei na gaja mais cool do mundo. É que nem uma birra, nem uma preocupação, nem merdinhas, nem inseguranças, nem nervos miudinhos, nem maus-tratos, nem uma situaçãozinha para amostra que revele traços de carácter menos positivos ou angústias diversas. Caramba, como é que me tornei uma mulher tão extraordinária?

(EGO ALERT: SPACE LIMIT EXCEEDED)

hey santa, topa-me estas babes




compram-se aqui e a Luna também é capaz de querer uma.

domingo, novembro 15

quantos somos?

Só quero deixar bem claro que nunca, NUNCA, lavei as mãos com um gel asséptico, desses que estão aí em qualquer lugar por causa da gripe A.

Obrigada por estarem aí desse lado, sempre atentos às minhas intervenções de grande valor.

sexta-feira, novembro 13

so cool

Hoje, dia 13 de Novembro de 2009, a minha vida mudou. Falei com um anão verdadeiro, ao telefone.

quinta-feira, novembro 12

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

E no dia em que este blogue atinge as 100.000 visitas, a sua autora atinge outras cenas. Ainda assim, a sua autora, que hoje não fez mais que falar na terceira pessoa e tentar manter um semblante que se coadunasse com as diversas tarefas e responsabilidades a cumprir, não podia deixar a ocasião em branco. A autora agradece imenso todo o carinho e ternura, mas adianta que o que prefere mesmo são putas e vinho verde. Putas talvez seja exagero, mas vinho verde é mesmo bom nas alturas certas. A autora vai então proceder ao repouso, não sem antes enviar os seus bons cumprimentos aos 100.000 bandidos e bonecas que por aqui andaram.

não sei quê, uma grande seara de trigo, e puff! fez-se chocapic

estou cheiinha de sono.

terça-feira, novembro 10

é que não consigo pensar noutra coisa, escrever sobre outras merdas, falar sobre outras cenas

e a perspectiva de não serem necessários lençóis polares é espectacular. É que demoram muito mais a secar no estendal, não estão bem a ver.

Pá, estou insuportável.

segunda-feira, novembro 9

lady doce chamada à recepção, por favor, lady doce chamada à recepção

No dia em que eu deixar de me armar em viúva negra,

(leia-se: no dia em que eu deixar um homem entrar na teia sem o atingir com uma bigorna na cabeça, esmagando-lhe o cérebro e sujando o meu vestido com uma mioleira salpicada por todo o lado),

o mundo será meu e aí sempre quero ver como se safarão as restantes fêmeas alpha deste mundo.

sexta-feira, novembro 6

na playboy perfeita

"...o que dizem dos pretinhos é mesmo verdade, mas a minha mana vende óptimas fragrâncias da yves rocher."

Luciana Abreu falou-nos sobre Djaló (que depois do coelho e do gato, foi o animal escolhido para tapar as partes que costumamos tapar)


[numa edição pensada por Lady oh my Dog! e pelo engenheiro Renato Carreira (Engenharia Têxtil, Instituto Politécnico do Alvo Vouga, 1991-1994)]

quinta-feira, novembro 5

precisa-se empregada doméstica para estágio não remunerado

A casa é pequena mas eu desarrumo-a com facilidade e embora não esteja a fazer quimioterapia, o meu cabelo cai que é uma beleza pelo que o aspirador tem serviço diário, pode aprender a usar o aparelho que disponibilizo (bem como os respectivos sacos, tudo por conta da entidade que sou eu). É um aparelho amarelo da Indesit, espectacular, funciona em várias velocidades, com um poder de sucção eficaz e várias peças para adaptar consoante a necessidade.

A minha roupa ultimamente anda aos montes pelas cadeiras e pelos móveis, há imensos cabides vazios, tenho uma tábua de passar a ferro por estrear mas terá de trazer o seu próprio equipamento de engomar que eu nunca tive.

Há loiça por lavar, com vários graus de ressequimento, que se acumula de pequeno-almoço para pequeno-almoço. Luvas e detergente com aloé vera é por conta da casa.

Os lençóis devem ser mudados todas as semanas, tolhas sempre limpas no toalheiro e os tapetes gosto deles num mimo. Não se importe se a vizinha de baixo resmungar quando os sacudir à janela, eu própria não lhe ligo nada.

O meu sonho é ter a casa sempre muito aprumadinha, mas eu não sou capaz e adoro jantar no sofá (ainda por cima). Os sapatos e o roupeiro se tivesse organizado ajudava-me imenso e eu assim sempre evitava a aquela fúria matinal que tanto mal me faz à pele (e sempre são uns trocos que às tantas poupava em antioxidantes e que nunca se sabe se findo um ano de estágio, não reverteriam a seu favor).

Para já não tenho qualquer euro para lhe pagar, ando a gastar tudo em perfumes e refeições fora, mas isso é o menos. Sou simpática e afável e se tiver filhos não me importo de lhe ceder os brinquedos da gata que me abandonou, que esses ainda andam a rebolar pelo chão.

A vida custa a todos e imagine a minha – ando a trabalhar umas 12 horas por dia, fora as horas em que não estou a fazer nada mas que estou ocupada a pensar no que tenho para fazer.

Acrescento ainda que tenho um rádio a pilhas, muito bom e à prova de água, o que dará imenso jeito quando estiver a remover as manchas de humidade entre os espacinhos dos azulejos do poliban.

Não imagina como sou bonita e repare – não seria uma honra servir-me? Podia até dizer que somos grandes amigas e no natal trocaríamos presentes.

Mande a sua candidatura ainda hoje!

terça-feira, novembro 3

mas foi dito com muita graça e ternura, foda-se

mas bom, só por causa das merdas não escrevo nem mais uma linha sobre isto.
só em words que gravarei numa pasta chamada "my secret diary".

segunda-feira, novembro 2

i like to move it, move it

Estou capaz de me deitar na cama e desmaiar num instante. Dizem que quem corre por gosto não cansa, mas isso são mentiras, tudo mentiras. A diferença deste cansaço é que uma pessoa põe-se debaixo do chuveiro de água quente e não pensa em merda. E não só não pensa em merda como pensa em coisas muito boas, como na próxima estratégia, na próxima reunião ou na próxima outra coisa qualquer que hei-de me há-de vir.

E agora vejam estas gajas podres de boas (puta que as pariu). E atire a primeira pedra quem passou o verão sem bater uma única vez o pezinho à conta disto que passou em tudo quanto é Berska.


posso apagar a luz

hoje estou aqui

terça-feira, outubro 27

caralho pá, estava aqui a curtir um momento tão bonito e depois apareceu o david fonseca na televisão.

é isto

mon amour, mon ami



Um dos meus melhores amigos de todo o sempre mora em Coimbra e é espectacular. É das pessoas que mais adoro em todo o mundo (e olhem que nasci nos States, já fui ao Brasil, Praia e Bissau – mentira, estes – Espanha, França, Marrocos duas vezes, Algarve, etc.).

Conheci-o nas primeiras semanas de Faculdade. Eu não me lembro de quando é que o achei um gajo fixe, mas diz ele que se lembra de reparar em mim no primeiro jantar de curso. Achou-me uma campónia um bocado parva e com um riso histérico, o que não deixa de ser uma apreciação justíssima – na altura eu achava que usar cabelos pelo meio das costas, risco ao meio e corte direito era bonito. Isso e ceninhas hippie, guizos e ponchos. Mas nada disso foi suficiente para impedir uma bonita amizade.

Atenção que também estou em condições de afirmar o meu amor incondicional. Sabem aquela coisa que o Tintim tem no cabelo? Aquela pala que se usava há 6 ou 7 anos atrás e que muito contribuiu para a expansão da cosmética capilar? Pois é, estamos a falar de um indivíduo que gastou rios de dinheiro em géis e lacas para lutar contra a gravidade e manter aquela cena firme e hirta como a franja da Cameron Diaz em Doidos por Mary. Como eu tenho um coração de ouro, ultrapassei com relativa facilidade essa vicissitude que se apresentava todos os dias à comunidade universitária.
Ora tudo isto começou em 2002 e desde então a vida apresenta-se-nos cada vez mais impressionante e cheia de cenas. Não nos livramos de ter um problema ou outro que nos mace o juízo, o que nunca é totalmente mau, porque gostamos de abrir os sapos nas aulas de dissecação (quase sempre por telefone), examinar as peças e brincar com a merda. Acho isto raro e cada vez mais difícil - uma amizade desinteressada que chafurde em várias frentes e em que se partilhe receitas de pataniscas , quando ainda há pouco o assunto era qualquer coisa como a solidão dos jarros numa cabeceira de hospital. Ou a escatologia anunciada na moda das botas de plataforma – ora aí está, mais um bom título para um novo livro de,

adoro o meu amigo de Coimbra.
(e é uma chatice as palavras nunca serem suficientes)

domingo, outubro 25

thank you india

Estou tão contente com o meu macbook! É lindo, é espectacular, é leve, a bateria dura horas e horas, é rápido, é divertido e vai tão bem com a minha casa.

Nunca tinha trabalhado mais de 30 segundos num Macintosh e confesso que estava com medinho – será que os vídeos porno corriam com uma maçã a tapar o que era realmente importante? Mas não tinha razões, isto é clean and easy, muito agradável à vista e intuitivo.

(tu, representante da Apple Portugal, que me estás a ler – não estarão interessados numa pareceria comigo? Vocês fornecem-me todo o equipamento necessário e eu, como contrapartida, usufruo. Posso até considerar vestir uma t-shirt – obviamente molhada – a dizer “Mac Lover”. Uso o 36 copa B e às vezes C, consoante as marcas e o meu ciclo menstrual.)

Obrigada a todos os iluminados que me aconselharam a fazer isto. Obrigada Santander, por me ajudares a cavar o meu próprio buraco financeiro. Obrigada Fnac pelo marketing eficaz. Obrigada personalidade influenciável, sempre à procura de produtos que me mantenham o status e a qualidade de vida.

quinta-feira, outubro 22

he's so fine

Agora que o meu coração anda a brincar comigo aos electrochoques não sei se hei-de achar graça a tudo isto. Sou ridícula e sempre a primeira a desviar o olhar estremunhado de tanta tensão, desculpa-me. Mas por outro lado estou cheia de boas ideias.

Em suma, o que eu acho que deveríamos fazer:

encontrarmo-nos por acidente num lugar sossegado mas com cerveja à disposição. Por exemplo, o meu quarto. Cabemos lá os dois à vontade, a lotação é limitada, há os lugares da grande cama e uma cadeira ao canto (quase sempre cheia de roupa) mas há poucas probabilidades de entrar alguém que incomode e pode-se fumar em dias excepcionais (como este, seria espantoso encontrarmo-nos por acidente no meu quarto, eu fazia um oh! de pin-up em três tempos). O bar tem pouca mas boa oferta, há uns copos novos que são uma classe e embora possam faltar outros luxos, o saca-rolhas nunca falha.

Depois, sempre me podías falar mais dessas tuas coisas, o que é que tu fazes afinal? ah isso, tão fixe, eu adoro, sim, claro, pois, é engraçado, já tinha pensado nisso, que interessante, mostra-me mais que eu quero mesmo ver o que há exactamente debaixo de isso tudo tão imensamente, assim, um bocado

bom

faltam-me as palavras, sempre que me quero explicar melhor tenho de recorrer a uma onomatopeia seguido de um gesto quase sempre idiota e uma ou outra expressão pouco clara.

Oh.
Esquece.
Talvez não seja assim tão importante, afinal eu só ando a acordar e a adormecer a pensar em ti e no intervalo disso ocupas-me a cabeça. Preferia que não e pelos vistos ainda não é amanhã que tudo isto acaba pois se me andas a combinar perguntas, respostas e outras coisas que eu ainda não sei bem, preciso de algumas horas para aquelas interpretações complexas que as mulheres fazem, dissecar todas as palavras e tempos de respiração.

E é como te digo, preciso de alguns dias, nunca se sabe se semanas, para te estudar e tirar conclusões. E já se sabe que um estudo nunca está completo sem a introdução e análise de outros pontos de vista, por falar nisso, tenho de combinar um café com duas ou três amigas para lhes perguntar umas coisas e ver se sempre bate certo com a tese que elaborarei e que intitulo desde já "o ego escancarado",

não aguento mais, está a dar uma música vou ali respirarepensaremti.

segunda-feira, outubro 19

sorriso idiota

Ou as coisas entre nós começam a correr mal ou recuso-me a tirar o cartão do cidadão.

olá deus

Apenas para relembrar que só passo a acreditar em ti se ganhar o primeiro prémio do euromilhões.

Não te esqueças que isso é muito mais importante do que encontrar o amor da minha vida.


Obrigada.


(olha que mando logo fazer um templo com colunas gregas, daquelas mesmo boas.)

domingo, outubro 18

a minha relação amor-ódio

ora aqui estou eu a tentar:

e aqui já com um sorriso de alívio que não dá para ver bem na foto:



sexta-feira, outubro 16

radio killed the video star

portanto, amanhã, façam o favor de sintonizar os vossos aparelhos aí em casa na Rádio Comercial, pois este blog vai dar um programa de rádio!

*confetis* *confetis* *confetis*

Não é espectacular?!

Se amanhã às 21h não puderem, não chorem.

No domingo repete às 9h, para ouvirem enquanto comem os chocapic.

quarta-feira, outubro 14

so sweet

Estou há cinco dias (consecutivos) interessada no mesmo homem.

Mais: ainda não lhe demonstrei profundo desprezo nem lhe perguntei “e esse penteado – o que é que pretendes dizer com isso?”


E isto, meus amigos, tem um nome: maturidade.

terça-feira, outubro 13

conversa futura

Ele tem um aspecto que impõe algum respeito. É… digamos que…parece o presidente do clube de fãs dos Mão Morta. Tenho algum receio que ele se passe de repente, saque da navalha e me diga:
“o que é que tu queres, beta do caralho??”

De todo o modo, se isso acontecer, já tenho preparada a resposta na ponta da língua:

“Ora bem, vamos ter muita calma e concentremo-nos exactamente na última palavra que disseste.”

sexta-feira, outubro 9

up-to-date

Hoje fui eu que disse bom dia, da forma mais descontraída e cool que consegui.
Eu não sei se ele respondeu ou não, porque continuei a caminhar e ouço mal. Anyway, ele fez-me um olhar um bocadinho vampiresco – não sei se devo ter medo ou se foi só um excêntrico sinal de receptividade.
No último upgrade que fiz, no mundo do engate, meramente teórico, claro (tenho amigos que têm o mestrado nesta merda), a moda era enviar sms ou e-mails por engano, depois pedir desculpa, depois aguardar pela resposta “não faz mal, td bem” e responder com um smiley mais uma parvoíce qualquer e assim se iniciava uma bonita troca de coisas sem jeito nenhum.

Isto ainda funciona?
E o que é que ainda não saiu de moda no mundo da sedução?
O que é que uma gaja deve fazer/ não deve fazer?
Como é que podemos presumir que ele está interessado?

Eu, desde que entrei na idade adulta só tenho feito merda à conta da minha muita falta de paciência para paneleirices (e depois, eu sou como o Macintosh – muuuito mais intuitiva: a primeira piada geek da minha vida, ok, respira fundo, estou definitivamente no bom caminho).

quinta-feira, outubro 8

mac

O meu estado de felicidade e euforia tem em parte a ver com as aulas de hidroginástica à primeira hora da manhã, isto é indiscutível. Mas, há duas coisas muito boas:
1 – vou comprar um macbook
2 – temos homem no pedaço. Clarificando: conheci um gajo que não sendo absolutamente giro é absolutamente giro. Até agora, a nossa conversa mais longa foi “bom dia” e acho que ele tem namorada (se calhar até moram juntos, o que é horrível). Mas quem é que ela pensa que é para se colocar entre nós? Há pessoas que simplesmente estão destinadas a viver uma paixão muito tórrida e de acordo com o timbre e a entoação do “bom dia” de hoje, não posso ter grandes dúvidas disso. Além disso – e esta é a confirmação das confirmações - os nossos signos astrológicos têm total compatibilidade. Sem contar que os nossos números são da mesma rede.

Mas voltando ao importante – o macbook é lindo, não?

quarta-feira, outubro 7

eleétãoestiloso

estoudoidaachoquevouquinarquinarpinarquinarsehouveraquialgumlapsosoueuqueestouaescreveràpressaenemtenhotempoparaporespaços

terça-feira, outubro 6

aquaparque

Estou a adorar as minhas aulas de hidroginástica. Sinto-me mais firme e depilada que nunca. E atingi um nível de maturidade muito importante para mim – ou as turmas são de senhoras dos sessenta para cima ou então falto.

sábado, outubro 3

leitor, preciso de ajuda

O meu amado portátil pediu a reforma antecipada (era de 2003, isto agora é assim? duram só isto? onde estão os aparelhos e electrodomésticos do meu tempo que duravam décadas?).
E agora a dúvida - quem tem pouco dinheiro e quer uma coisa boa, faz o quê? (pensem, além das cervejas...)
Portátil ou desktop? E marcas? E quais são os mínimos a requerer na loja? Eu estou muito desactualizada. Eu fiquei lá atrás na cena dos Pentium III e 20 GB de espaço livre...
Vá lá gente informada. Não me deixem sem resposta.

quarta-feira, setembro 30

minhas ricas prendas

meus leitores mais amorosos do mundo, minhas riquezas das arábias, minhas fofuras descongestionantes, minhas princesas jeitosas, meus cavalheiros manhosos, meus companheiros de jornada, meus pimpolhos do caneco, razões do meu blogue, minhas avestruzes bebés, meus piolhos que não fazem comichão, enfim

já telefonaram para o número abaixo indicado? Vá lá minhas ternuras avulso, minhas tostas mistas com queijo queimadinho na côdea (não querem que eu continue, pois não?)

Hoje é o meu último dia de emprego! Yeaaaah!!
Amanhã começo a trabalhar!! Yeaaaaah!!

meus copos de limonada ao sol, minhas andorinhas primaveris, minhas bochechinhas gordas, meus pestanudos de um raio, meus rebuçados de cafeína, minhas bonecas docinhas
(ó pá tenho mesmo de parar)

terça-feira, setembro 29

não é por mim, é por ele

mogli

A Casa Velha ficava exactamente ao lado da casa dos meus avós. No rés-do-chão, há muito tempo atrás, havia uma taberna, uma adega, uma mercearia. No primeiro andar a casa onde a minha avó nasceu. No sótão as arcas cheias de roupa, mantas e lençóis.

Eu conheci a Casa Velha sozinha, acabadinha de chegar de um universo asséptico e alcatifado, sem formigas, teias de aranha, frio, calor, lama, humidade, pó, vento ou qualquer outro indício de um mundo inconstante. Oito anos numa caixa forte, numa cidade cinzenta, num país hermético e depois sou teletransportada à velocidade do que é costume em teletransportação para o mesmíssimo país das maravilhas da Alice, era o que eu pensava. Era impressionante e o meu coração estalava nervoso porque afinal sempre existiam gatos, cães, galinhas, patos, porcos, ovelhas, cabras, aranhas, centopeias, minhocas e outras coisas e tudo do lado de fora da televisão.
E depois havia a Casa Velha.

Não havia tempo nem paciência para tomarem conta de mim e por isso passei uns ricos dois meses sem ouvir uma única vez

vai tomar banho, o que é isso no braço, come a sopa primeiro, gosto muito de ti, está na hora de dormir, não brinques com fósforos, deixa-me apanhar o teu cabelo, ata os sapatos, senta-te aqui ao pé de mim, não fales com estranhos, não comes mais doces hoje, está frio não podes ir só de t-shirt

Não havia mãe nem pai nem irmão nem ninguém que eu conhecesse. Tinha dois avós desconhecidos e um tio que passava o tempo todo a chatear-me o mais possível (tinha 16 anos e aquela guerra hormonal só lhe dava para inventar histórias de merda - “olha, os teus pais morreram num acidente de avião, por isso, agora moras connosco”).
Eu andava preocupada com uma coisa que não dava para explicar a ninguém - eu penso em inglês mas falo em portugês, oh não, a minha vida está um caos.
Fiz anos sem soprar as velas, o que foi bom por um lado, porque eu não podia inspirar com força. Recebi um cartão de aniversário da minha mãe que me pedia para ter paciência que ela estava quase a chegar e que não devia chorar. Tínha de cumprir o melhor possível a única ordem que recebia há meses, embora isso me custasse um peito dorido.

Podia passar muitas horas sem aparecer, nunca me perguntaram

onde é que andaste, o que é que estiveste a fazer, estavas com quem, porque é que não disseste nada, já comeste, magoaste-te, estiveste a brincar com a andreia, onde está a boneca que te comprei, como é que está o corte no pé, já puseste água oxigenada

E eu, como nada do que fazia parecia suficiente para chamar a atenção e nenhum perigo parecia dar cabo de mim de uma vez por todas, anda sempre à procura da next big thing.

Nada superou o risco da Casa Velha. Os soalhos podres, o tecto desabado nos quartos, os móveis a ameaçar uma queda a qualquer momento, os pregos tortos a saltar das madeiras, os tecidos rasgados e cheios de bichos, as janelas sem vidros e um ou outro pássaro morto que nunca deu com a saída.
Ainda não entendi se me queria esfolar à séria no meio daquilo tudo ou se o meu fascínio residia naquele abandono igual.

domingo, setembro 27

♥ sylvia plath ♥


Ela meteu a cabeça no forno, o bebé enforcou-se e a pequena saiu ao pai.
As fotografias enganam imenso.
Eu, por exemplo, fico sempre mal.

sexta-feira, setembro 25

blhec.

homens bananas, inseguros, que nunca se chegam à frente, que se atrapalham demasiado, que não arriscam, que trazem o lado corajoso congelado, que têm a voz tremida, que têm os gestos meio falsos, que têm olhos de boga incertos e pouco brilhantes, que não surpreendem, que não atiram o barro à parede, que se arrastam, que não decidem, que não assumem, que não agarram o touro pelos cornos, que não são valentes, que preferem as meias palavras, que não são apaixonados por nada em especial, que encolhem os ombros, que não se propõem vencer, que têm medo das derrotas, que não são ambiciosos, que não acreditam, que não se atiram, que não sabem lidar com o nosso lado imprevisível, instável e às vezes histérico, que se assustam, que recuam, que dão o dito por não dito, que não são sinceros, que se encolhem perante uma emoção mais forte, que não enfrentam, que não contradizem, que não têm opinião, que não sabem nem querem saber.

quinta-feira, setembro 24

petit gâteau

Acabo de provar o petit gâteau do Pingo Doce.
Não entendo como é que falam tanto disto, a sério.
O meu bolo de chocolate é cinquenta mil vezes melhor (fica muito preto, depois faço recheio e cobertura de brigadeiro e enfeito com raspas de chocolate de leite).

Se calhar o problema é meu, que para já, sou lambona e depois passei meses a ouvir falar no magnífico sabor e textura e isto e aquilo e deixei-me levar nessas utopias. Isto assim de repente, lembra-me as fantasias que as mulheres criam em três tempos, quando estão receptivas – e mesmo quando não estão – e depois chegada a hora de lançar a mão à fruta (uuups, porca) é uma desilusão muito difícil de digerir.

Ainda não há nada que chegue às refeições de improviso. (SÓ me estou a lembrar das pataniscas que a minha mãe me fez de surpresa)

quarta-feira, setembro 23

rita pereira antes das sessões de fotodepilação

outro no fundo do mar

Estou tão enjoada da campanha eleitoral, dos tempos de atena, das carripanas e das bandeirinhas e dos bonés estampados com logótipos desbotados e das canetas e das t-shirts XXL de algodão tão rasca que parece não sobreviver a uma lavagem sequer, mais os comícios e discursos sem ponta por onde se lhe pegue e o cheiro a bifanas baratas, que por mim, era entregar esta merda toda aos espanhóis.

E se ganha a Ferreira Leite, fico descrente para sempre no futuro deste empapado todo à beira mar.

terça-feira, setembro 22

coragem

s. f.
1. Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos.
2. fig. Constância, perseverança (com que se prossegue no que é difícil de conseguir).
3. Usar um fato de banho desportivo e uma touca de silicone em simultâneo.

postal

Bons dias,

daqui fala a ama imaginária da vossa querida sailor moon saloia.
De momento a señorita cadela encontra-se no meio dos montes a vindimar, que agente fala-lhe em vinho e ela fica logo toda orelhas no ar.
No fundo é uma alcoolicazita, coitada, há sempre uma desgraça nas melhores familias.
Ultimamente a conversa é sempre a mesma. Vai suspirando, entre uma aragonês e uma touriga e diz-me
“pois é Esmeralda, pois é. isto é sempre a mesma merda. uma gaja interessa-se por um gajo do cinema e começa logo a fazer filmes.”
Eu nem quero ver quando o vinho estiver pronto.

quarta-feira, setembro 16

too much information

Em 1989

Rapariga está a viver o último mês de trabalho numa empresa.
Rapariga repara no Rapaz recentemente admitido nessa empresa e acha que é visualmente muito aprazível.
Rapariga acha que está com azar.
Rapariga moves on.


Em 2009

Rapariga está a viver o último mês de trabalho numa empresa.
Rapariga repara no Rapaz recentemente admitido nessa empresa e acha que é visualmente muito aprazível.
Rapariga googla “nome do Rapaz+facebook”
Rapariga constata mais uma vez que tem muita sorte na vida e reafirma o seu profundo ódio pelo reggae.
Rapariga moves on.

segunda-feira, setembro 14

ultimamente, para além desta cena do despertador

tenho recebido comentários e e-mails muito giros. Agradeço os elogios e podem continuar, não se inibam. Agora, uma coisinha – tentem não usar tanto as classificações “neurótica” e “descompensada”. Pelo menos, não o façam em simultâneo. E tentem intercalar com outros adjectivos, que neutralizem os anteriores. Ah, e já agora, um tempo de respiração entre e-mails com as palavras “neurótica” e “descompensada” seria ouro sobre azul.
É que têm sido vários e ao mesmo tempo e eu começo a achar que pode muito bem não ser coincidência.

Eu não tenho problemas mentais. Aliás, eu sou um poço de saúde.
Mais perguntem à minha psicoterapeuta.

Ps – à Luz que me disse que até não se importava de me encontrar no Lux – continuo sem poder lá entrar por comportamento indecoroso.

ultimamente, quando o despertador toca, eu reproduzo o "oh" do '58

quinta-feira, setembro 10

?!?!


(roubei esta maravilhosa obra no originals never fit)

bye bye

este blogue tem perdido, em média, 1,5 seguidor por dia (fazendo as contas, vocês já chegaram a ser 125).
porque é que tem de ser gradual?
a sério, se quiserem ir embora, estão à vontade.
amiguinhos-da-internet na mesma.
entendam: não sou eu, são vocês.

terça-feira, setembro 8

coisas mais cheias de graça

eu adorei ler isto e ai se eu tivesse uma t-shirt a dizer pink freud, seria tão fixe.

agora a sério

tudo o que as mulheres querem, pelo menos uma vez na vida, é uma eficaz palmadinha no rabo (perfeitamente situada entre a camaradagem e a violência sexual) enquanto se está a fazer café.

domingo, setembro 6

champô de caracóis

rentrée

Se eu tive um bom fim-de-semana? Siiiiiim.
Se eu descansei muito? Nãaaaaaaaaaao.
Mas andei na má vida? Nãaaaaaaaaaao.
Ah foi trabalho? Foooooooooooooi.
E o que é que isso interessa? Nadaaaaa.
Mas estás feliz? Siiiiiiiiim.
Então isso é o que importa. Pois éeeeeeeeeee.