sábado, março 7

punky brewster

Eu lembro-me de chegar a casa,
(o dia começava às cinco e meia da manhã, no colo da minha mãe, que me levava até à casa da ama onde ainda dormia mais um bocadinho)
e da minha mãe pousar as compras, tirar o puto do colo,
eu descalçava-me e num salto já estava no sofá com o coração desenfreado
e da minha mãe “põe o casaco no sítio”, “olha o teu irmão”, “o que é que fizeste na escola hoje”
e eu de telecomando pronto, à procura do canal certo enquanto preparava os pulmões para a cantoria
e da minha mãe “não cantes tão alto filha”

e assim que a punky começava, eu sentia que finalmente, ali pelas seis e meia da tarde, mais coisa menos coisa, o meu dia começava a valer a pena.

e eu cantava assim com os pulmões cheiinhos de alegria:




Maybe the world is blind,
Or just a little unkind.
Don't know.
Seems you can't be sure
Of anything anymore.
Although,
You maybe lonely and then,
One day you're smiling again.
Every time I turn around,
I see the girl that turns my world around.
Standing there...
Everytime I turn around,
Her spirit's lifting me right off the ground.
What's gonna be?
Guess we'll just wait and see.

5 comentários:

Tiago Ramos disse...

Já agora apresento-te um novo blogue de cinema e televisão intitulado Split Screen. Passa por lá!

http://splitscreen-blog.blogspot.com/

Sanxeri disse...

Bonito, gostei. Sao estas pequenas coisas que recordamos com carinho para sempre.

PKB disse...

Eu devo estar gágá, porque não me lembro desta série...:/

MissKitsch disse...

Oh, depois do texto da bulímica sem cuecas (ou era com? não entendi bem!), agora a lady em versão fofinha!



Sua amoreca!

Maria do Consultório disse...

Eu também via! Ah porra, afinal não imaginei!