sexta-feira, abril 17

sem comentários

Há uma amiga minha que anda há muuuito tempo a insistir na possibilidade de eu poder estar apaixonada (que é uma coisa que me acontece mais ou menos de dois em dois anos) mas estar em total negação ou a repelir o mais possível o babe em causa.

Mais ou menos de três em três meses, ou de dois em dois meses, vá lá que seja assim, eu dou o braço a torcer e logo a seguir fico histérica “ai meu deus, ai meu deus, ai meu deus, cometi o pior erro da minha vida, enterrei a pata na poça, o que é que andas a fazer com a tua vida?”. E fico nesta lenga-lenga mental, tento dar o menos possível nas vistas e recapítulo tudo o que me possa dizer “he’s just not that into you”.

Depois, há o dia em que tudo regressa ao normal.
Eu não estou apaixonada. Quando muito, muuuito de vez em quando, tenho tendência a projectar o meu amor-próprio noutras pessoas. E por acaso, já lá vai algum tempo que calha a ser sempre na mesma pessoa.
Mas isso são coincidências.