segunda-feira, março 30

aqui também se bloga como as superstars da blogosfera

O fim-de-semana foi muito bom!
Saí na noite de sexta-feira e no domingo fui fazer compras ao Colombo.
Os meus amigos comeram no mexicano mas eu já tinha almoçado.... O que vale é que foi divertido na mesma! É bom ter amigos assim =)
Comprei um soutien super giro! Ah pois! Compras não podem faltar! LOL

P.s: na semana anterior fomos às Amoreiras e metemos conversa com os lojistas da Pull! Foi tão divertido...!

posted by lady do instrumento

uahahahahahahauahaha

A empresa onde trabalho quer acabar com a minha vida, tenho a certeza.
Para além de não me darem nada para fazer, hoje resolveram inventar mais regras (para além das regras - estar aqui às 9h; não correr nem gritar nos corredores; não agredir os outros, etc.).
Hoje foi o dia em que inauguraram toda uma nova era – tudo o que é site ou programa que permita aceder a conteúdos pessoais ou lúdicos, está vedado para todo o sempre. Ou seja, nem e-mails pessoais, nem chats, nem pornografia.
Só não bloquearam o blogger porque estão à espera que eu diga mal deles para, finalmente, poderem arruinar-me de vez.
Mas olhem pompons, isso nunca vai acontecer. Nunca farei comentários jocosos ou maldicentes sobre esta empresa tão airosa que só me tem proporcionado razoáveis e sempre atempados vencimentos.
E quando me cerrarem o blogger, terei sempre a oportunidade de escrever no Word e enviar as cenas do meu mail profissional para o pessoal. Que abrirei em casa onde me espera um pc muito giro e uma net muito veloz.

Amores, que isto fique muito claro: eu desenrasco-me sempre.

sexta-feira, março 27

lucky lady

Pá. Sou uma gaja de sorte, mesmo que não quisesse ser, não podia fugir a esta condição.
Ia eu toda lançada pelo chiado fora, olhos postos na miragem que é a H&M mesmo ali ao fundo da esquina virando-se à esquerda, embora ainda nem tivesse a passar na Brasileira, já me estava a imaginar com um vestidinho rumo ao provador.
De vez em quando os meus olhos lá pousavam num ou outro turista, só para me rir interiormente do seu habitual mau gosto, mas eu ia, sobretudo, a curtir o sol e a boa vida e os meus ténis novos. Enfim, se eu tivesse uma cauda, ia a abanar.
Ia nesta leveza de espírito, mesmo prestes a passar a Brasileira, quando reparo num objecto brilhante no chão. Uma jóia? Hum…demasiado grande! Uma lata de 7 up a brilhar? Hum…demasiado quadrado e plano! Hum…um ipod Nano? Siiiiiiim!
Em micro segundos, dos mais rápidos que eu alguma vez já vivi, olho à minha volta, olho para o ipod, olho à minha volta (sempre a caminhar, mesmo a passar por ele) quando tenho o enormíssimo discernimento de o apanhar e entrar num ápice na Brasileira (é a terceira vez que digo este nome e não me estão a pagar um tostão).
Nervosa que só visto, até parece que o tinha roubado, dirijo-me ao balcão sempre com a sensação de que ou isto era para os apanhados ou alguém estava a fazer um estudo qualquer sobre a alteração dos traços de personalidade das jovens fêmeas portuguesas quando metem um dia de férias, e pergunto ao empregado exactamente com o ar de quem está a perguntar “alguém lhe perguntou por um ipod perdido?”:

- É uma água das pedras se faz favor.

Mato a sede, guardo o magnifico objecto dentro do bolso e saio dali rapidamente.

Nem consegui aguentar até à H&M. Entro mas é na Pull, agarro na primeira peça de roupa que por acaso até é de homem, e toca de ir para o provador.

Ai ai ai tão lindo que és, meu baby, há tanto tempo que eu aguardava este momento!! Os meus olhos estavam tão grandes e brilhantes que mais um bocadinho e explodiam!

Nesse exacto momento orgásmico, abate-se sobre mim uma consciência do que é ser humano – encontrar e perder, sempre em loop – e começo a sentir uma tristeza pela perda do desconhecido. Será homem? Mulher? Estudante? Trabalhador? Giro? Rico? O homem da minha vida? Ouve a mesma música que eu? Vamos lá ver. Eis que encontro a seguinte lista:

João Pedro Pais
Donna Maria
Manu Chao
David Fonseca
Paulo de Carvalho
Seal
Susana Félix
The Gift
U2

Tive o segundo momento de grande felicidade do dia. Que alívio. Afinal eu até estou a ajudar o Universo e a Grande Energia nesta boa missão de retirar leitores a quem, definitivamente, não merece ouvir música.

Se por acaso alguém aí desse lado perdeu um ipod nano, prateado, e acha que é este, desculpa mas não to vou devolver.
Já comprei um carregador e tudo.

segunda-feira, março 23

ca cena marada

Isto de ter passado mais de meio ano a atender uns telefonemas e a enviar e-mails dia sim, dia não, tem que se lhe diga. O meu organismo está completamente desabituado de trabalhar. Depois desta desintoxicação a que fui submetida, só me sinto verdadeiramente feliz se estiver a contemplar as minhas cutículas (que por acaso estão bem bonitas desde que descobri uma babe brasileira – a Gabi – que faz uma manicura que é um mimo)

Não, eu feliz não estava. Senão não me tinha metido nestas coisas que eu gosto muito de fazer (estritamente profissional, garanto). Mas, agora que tenho coisas para fazer já não ando a dormir tão bem e de vez em quando suspiro.

Pronto, agora que bati no fundo do poço com esta bonita idade, chego à conclusão de que nunca estou bem e nunca vou estar bem, não tenho hipótese. Se eu não gostasse tanto de viver (ainda não entendi se é mesmo verdade ou se estou a tentar convencer-me), valia mais acabar já com esta fantochada ainda hoje.

Se tenho coisas para fazer é porque tenho coisas para fazer, se não tenho é porque não tenho. E ai jesus que sou uma desgraçada cheia de responsabilidades e ai meu deus que em plena idade activa já sou uma inútil.

Quero morar sozinha e ter uma casa só para mim mas quero é ser uma maluca de mochila às costas a desbravar terreno por esse mundo fora – rídicula, eu sei, escusam de abanar a cabeça.
Quero apaixonar-me à grande por um homem-todo-maravilhas mas quero é estar livre como uma
como uma libelinha num prado florido de camomilas e malmequeres e onde ao fundo se encontram acácias a ondular devagarinho e que só lhes falta ter uma plaquinha a dizer “aqui há boas sombras”

(excedi-me mas não faz mal porque o importante é libertar tudo o que me vai cá dentro e que não é pouco, digo-vos já)

É muito complicado isto.
Oh.
Já suspirei outra vez.

domingo, março 22

mami: round two

Sabes filha, este ano não ando com paciência nenhuma para festas assim como deve de ser.
As festas, a partir de agora, vão ser todas lá fora tipo Barbie Cu.

sábado, março 21

a minha mãe em queda livre

José Cid?
Ai não, filhota. Música p'ra mim é:

Abba (porque estava a dar na TV)
Carlos Paião
Jorge Palma
Rui Veloso

e algumas do Tony Carreira até são bonitas.

terça-feira, março 17

a propósito do papa


Eu sou tão incrivelmente imaginativa, que depois de ler a noticia Bento XVI/ SIDA em África, de imediato me apercebi da grande lacuna da actualidade.

É assim: o que anda a fazer falta neste mundo são uns Ovos Kinder numa versão responsável e amiga do ambiente – nada de fabricar brinquedinhos de merda em plástico não reciclável. O brinde deveria ser um preservativo, em latex do bom. Que até pode ter exactamente o mesmo sabor desse chocolate que é muito mais leite e menos cacau (valha-me Deus) e que até pode ter o logótipo da Kinder assim junto à base e, impresso ao comprido aquela expressão adorável “Bueno é bom”, num lettring em trompe-l’oeil, por forma a potenciar todo um estado de prazer – por parte do utilizador uma maior segurança e bem-estar, por parte da observadora um calor imenso.

Realmente, sou uma mulher de negócios.

Agora vou ocupar o resto do dia de hoje a pensar porque raio me fui lembrar disto.
Acho que foi por causa daquela anedota, não sei quê um preto com acne é um ferrero rocher (ah malandra, pimenta nessa língua)

domingo, março 15

lady cat, a estragar o bom nome da família since puberdade

duas pílulas depois e no final de uma discussão muito brava:

Foda-se! Estás mais receptiva que a Elsa Raposo quando era nova, ó pá!
Eu às vezes também ando assim e não faço essas figuras!

(rruhm BMIAAAWWWW)

Vê lá se te calas mulher!

(Lady observa aquela aflição, os olhos fixos numa cauda erguida e num lombo que se esfrega a todo um rodapé já sem qualquer sinal de pó, e não deixa de pensar na sua própria vida)

sábado, março 14

neura gigante parte dois

Estou capaz de arranjar um namorado (nem que seja fictício) (nem que seja só por quinze dias) só para não ouvirem falar de mim durante uns tempos.
Vão ver.
Esperem pouco.
Bandidos.

p’ro que vos havia de dar, oh please

garota bem disposta e afável de vez em quando procura amigos e amigas sem namoradas ou namorados.

é que não se aguenta tanto monhó monhó monhó, anda cá meu amor a ver se te espremo essa borbulha e depois hás-de me coçar as costas que eu não chego ali

é que de repente, só casalinhos à minha volta, chiça.

quinta-feira, março 12

engomo para fora. três peças, cinco euros.

man, I feel like a woman

Hoje sonhei com o meu ex – eu estava numa paragem de autocarro, deitada a dormir no banco, e entretanto chega-se o rapaz, deita-se ao meu lado, abraça-me e pronto. Ali ficamos a roncar.
O meu ex que, é o meu único ex, assim a sério. Porque tudo o resto foram brincadeiras que duraram umas semanas ou uns meses e não eram oficialmente um namoro, como este foi, o único totally old-school – “namoras comigo? - I do”.

Um namoro mesmo à séria. Daqueles em que uma gaja chega a ter direito a meia dúzia de doces do Algarve quando a sogrinha vai de férias.

Éramos uns agarrados à coca. Estou a brincar. Éramos uns agarrados um no outro, que aquilo era só love e o primeiro meio ano foi um paraíso. Depois no outro meio ano aquilo já era vida de casados, partilhávamos as limpezas domésticas e chegou o dia em que dei por mim a passar umas calças a ferro (juro por deus, até tenho uma fotografia – eu de vestido às bolinhas e bandolete vermelha que até parecia a Alice no país das Maravilhas, com a diferença de que não haviam cogumelos mágicos mas calças por passar. Clic! Mais um momento-zénite da minha existência.)

Na verdade aquilo era amor, daqueles amores que, eu acho que só acontecem umas três vezes na vida (fal-tam--me do-is, nhã nhã nhã nhã nhã nhãaa) a pontos de termos dormido juntos praticamente 365 noites numa cama que não era de casal. Eu acho que é preciso gostar muito de uma pessoa. Uma cama individual para duas pessoas é um inferno em qualquer situação. Menos naquela.
(embora, no fundo no fundo, o sonho de hoje revele algum pequeno trauma ligado a essa falta de espaço)
Gostámos tanto um do outro que chegámos a falar de duas grandes asneiras – ter filhos e partilhar a mesma tatuagem. (Deus – Obrigada. A sério, obrigada.)

O grande mistério é que eu não faço a mais pequena ideia de como é que pude gostar de uma pessoa assim. Não é por mal que digo isto (coitadinho) mas é que hoje não vejo qualquer tipo de interesse naquela criatura que hoje resumo em duas palavras - dependência e ciúme.
E isso foi toda a nossa relação, que eu às tantas aprendi tão bem a lição que para o fim também já fazia fitas bem bonitas. E dramáticas que elas eram.

E ele que não era deslumbrante. Nem era inteligente a pontos de me deixar espantada com tanta faculdade mental. Nem era tão culto a pontos de me fazer babar como se tivesse trissomia e o cérebro feito num aquário de peixes mortos. Nem sabia cozinhar (zero - nem um ovinho cozido). Não tinha carro próprio. Os poucos amigos que tinha eram gente esquisita. Não era ambicioso. Não era optimista. Não era desenrascado. Não era aquele género de palhacinhos que nos fazem rir a toda a hora. Nem era rico. Nem lhe reconhecia ali um talento especial para qualquer coisa.

O que é que ele tinha de bom afinal?
Assim de repente, a única coisa que me vem à memória, são uns dentes lindos. E uma grande
grande não, assim de bom tamanho
aquele tamanho que é
por exemplo, quando nos é pedido: imagina a mais perfeita e a mais
ali não era preciso imaginar.

O que é que foi? Não olhem assim para mim.

quarta-feira, março 11

yahoo! porn!


como usar a palavra cangote noutros contextos:

"fiz um corte que me deixa o cangote todo à mostra"
"vou fazer uma tatuagem no cangote"
"a parte mais sexy do meu corpo é o cangote"
"tenho o cangote todo arrepiado"

terça-feira, março 10

panorama geral

Março é IRS, putas e vinho verde.
Abril é mais calor ainda, mais putas e mais vinho verde.
Maio é tempo de receber o dinheiro do IRS, calor com fartura, putas e vinho verde aos magotes.
Junho é uma semana de férias para me preparar espiritualmente para as três semanas de férias do mês seguinte.
Julho é mês de dois ordenados, Brasil, caipirinhas e forró.
Agosto é aquele mês que, mesmo para os que estão a trabalhar é como se não estivessem.
Setembro é o mês das festas e rentrées.
Outubro é o mês em que

bem
que até lá, não me doa a minha cabeça.

domingo, março 8

mete nojo aos cães

Para os senhores que fazem as t-shirts cão azul, uma perguntinha simples – não querem pagar-me a justa percentagem de direitos de autor, sobre as vendas da vossa t-shirt, aquela que diz tão só a linda palavrinha “Paitrocínio”?

E vocês agora – “Que direitos de autor, chavala?”

E eu – Ide levar no cu mais às vossas t-shirts.

sábado, março 7

punky brewster

Eu lembro-me de chegar a casa,
(o dia começava às cinco e meia da manhã, no colo da minha mãe, que me levava até à casa da ama onde ainda dormia mais um bocadinho)
e da minha mãe pousar as compras, tirar o puto do colo,
eu descalçava-me e num salto já estava no sofá com o coração desenfreado
e da minha mãe “põe o casaco no sítio”, “olha o teu irmão”, “o que é que fizeste na escola hoje”
e eu de telecomando pronto, à procura do canal certo enquanto preparava os pulmões para a cantoria
e da minha mãe “não cantes tão alto filha”

e assim que a punky começava, eu sentia que finalmente, ali pelas seis e meia da tarde, mais coisa menos coisa, o meu dia começava a valer a pena.

e eu cantava assim com os pulmões cheiinhos de alegria:




Maybe the world is blind,
Or just a little unkind.
Don't know.
Seems you can't be sure
Of anything anymore.
Although,
You maybe lonely and then,
One day you're smiling again.
Every time I turn around,
I see the girl that turns my world around.
Standing there...
Everytime I turn around,
Her spirit's lifting me right off the ground.
What's gonna be?
Guess we'll just wait and see.

quinta-feira, março 5

a bulímica, a bipolar e a depressiva

O secundário passou-se na companhia intensiva de outras duas desgraçadas como eu e juntas éramos tal qual as virgens suicidas, mas numa versão mais punk-rock (vinho de pacote do mini-preço e bisturi para os cortes e pactos de sangue - vivam os comportamentos de risco).

Metemos na cabeça que havíamos de comprar uma guitarra e lá fomos nós - uns vinte e tal contos cada uma, mais cinco contos cada capa (e eu que perdi isso tudo no divórcio, mais uns prints que tinha feito e que ensinavam a tocar o “Stand by me” - já agora - coirão de merda).
Nunca aprendemos a tocar.

Fomos chamadas à saída do portão, pela profe de filosofia, que tinha a certeza absoluta que nos íamos matar ou que, pelo menos, andávamos metidas na droga até ao pescoço. Levou-nos no carro dela até à ribeira, só para falarmos das coisas e podermos fumar à vontade enquanto chorávamos por assuntos que nos doíam muito – como o Kurt ter morrido.
Nunca sarámos essa tristeza.

Descobrimos uma cadeira de madeira muito antiga no lixo e levámo-la até ao meio do mato (cadeira era trono e mato era floresta, isso sim era poético) e era para lá que íamos nas tardes de Maio e Junho, beber Martini, porque aí o vinho de pacote não fazia sentido, e líamos Pablo Neruda porque era super romântico e ainda por cima era bué de esquerda. Esse era o homem perfeito – romântico e bué de esquerda – se usasse calças de bombazina e se, ao mesmo tempo, fossem à boca de sino – ah! isso era ouro sobre azul.
Nunca encontrámos esse homem.

Nas aulas de alemão, compensávamos toda a nossa vertente melancólica untando os dentes com nutella enquanto ríamos descontroladamente porque éramos, a meine clique. Mas meine clique era para nós a meine crica (éramos exactamente assim – umas virgens suicidas grosseironas) como muitas outras coisas eram muitas outras coisas só na nossa linguagem.
Nunca aprendemos alemão.

Naquela terra não havia quem não nos olhasse de lado. Achavam que íamos para o meio do mato fazer macumbas com galinhas, só porque desenhámos uma estrela de cinco pontas no chão e costumávamos andar de cuecas. Achavam que andávamos metidas na droga só porque pintávamos olheiras com um eyeliner preto. Achavam que éramos esquisitas porque tínhamos conversas esquisitas. Achavam que nos íamos matar porque trazíamos os braços todos cortados.

Que gente preconceituosa.



Come as You Are - Nirvana

quarta-feira, março 4

estou de mão na anca

olhem, desculpem lá:

fui eu que fiz essa t-shirt aí em baixo! eu sei, no big deal, mas ninguém me vai dizer que está o máximo?

UHUM?

a revisão do meu empréstimo


obrigada taxa euribor!
obrigada santander!
obrigada papi e mami!
obrigada jesus!
obrigada universo!
obrigada grande energia!

segunda-feira, março 2

two's a crowd

ó meu deus meu deus meu deus meu deus
a lady cat está com o cio.

quinveja

sabemos que não somos as únicas mulheres em celibato-mode há meses, quando recebemos uma sms que é tão só isto

"eu pinei! eu pinei! eu pinei! mas quero mais! quero mais! mais!"

domingo, março 1

how to eat an oreo

Eu achava que era a única pessoa que ficava desorientada nos tempos-livres. Afinal não.
Eu nem chego a ter um saca-recheios na minha cozinha.