terça-feira, junho 30

obá!

Oi negrada!! Tudo boum?

Olha só, eu não vou escrever sobre o quanto maravilhoso isto daqui é não. Acho que é preciso ter muita cara de pau, para vir aqui escrever sobre o número absurdo de havaianas, melissas, vernizes risqué e hidratantes que eu já comprei, ou então, vir aqui fazer papo de gente sem noção e respeito por quem está a trabalhar e contar as coisas inimagináveis que eu tenho feito, como mergulhar em águas quentes, descer tirolesas altíssimas, fazer passeios-aventura de buggy, tomar massagens qui são tudo de boum e fazer lautas refeições em festivais de sushi, camarão e lagosta.

Como dizem os inguêlêses – diss is héven!

Mas como eu não vô falá dessas coisas, só queria dá um alô pra vocês!
Tenho algumas saudades gente!

Vô voltá para o paraíso!
Te mais ver!


sexta-feira, junho 19


Depois da semana de trabalho mais infernal da minha vida – nunca fui tão mal-tratada, humilhada, inferiorizada e outras coisas acabadas em ada que será melhor não dizer antes que isto dê merda - vou ali para as praias de Fortaleza pensar seriamente na minha vida. Pode ser que as caipirinhas me ajudem e o sol ilumine esta minha cabeça tonta.
E vou pedir umas coisinhas a Iemanjá.
Se me querem desejar boas férias ou confessarem o quanto me acham maravilhosa e assim, é agora.

Abraços e beijinhos minha gente.

quarta-feira, junho 17

sleeping beauty

Hoje de manhã, ao entrar na casa de banho para tomar o meu banho-despertar, deparei-me com uma sanita com as bordinhas (tão fofa esta palavra) cuidadosamente forradas a papel higiénico.

Ou esteve lá um ladrão muito asseadinho ou o meu sonambulismo voltou a dar provas da sua estupidez.

terça-feira, junho 16

AHHHHHHHHHHHHHHHHH

MAS QUE GRANDE MERDA É ESTA DO AVISO SOBRE CONTEÚDOS???
MAS QUEM É QUE ACHA QUE ESTE BLOG É REPROVÁVEL???

segunda-feira, junho 15

o jude law da minha vida

Estava eu na paragem do autocarro, quando vejo um homem que era tal e qual (juro por Deus, tal-e-qual) o Jude Law a correr na minha direcção, ao fundo da rua.

Por momentos pensei que fossem já lesões cerebrais causadas pela minha incrível e absurda falta de um homem como deve de ser e, se eu não fosse tão acelerada, até podia ter visto aquela miragem em slow motion mas não vi.

Portanto, abeira-se ofegante e vestido assim: calças de ganga a atirar para o formal, t-shirt meio pop-rock, mas depois um blazer todo bom num tronco todo bom que, por sua vez fazia parte de um pack todo bom (credo, ele era mesmo tão tão tão tão tão bom, que eu até tenho vontade de bater com a cabeça na parede para que o gesto faça pendant com esta irracionalidade toda).

Portanto,

Chega-se a mim depois da pequena corrida e abre um sorriso daqueles que vocês sabem como é, uma pessoa fica doida com praticamente trinta dentes perfeitos (isto dos dentes já deve ser patológico) e sai dali um inglês…mas um inglês very british, para me perguntar se eu também falava.

Eu naquela altura até arranhava mongol se fosse preciso, toda eu era comunicação.
Aliás, eu não tinha hipótese de não comunicar (Deus, Deus, Deus, porque me fazes estas coisas?).

E disse-me que tinha acabado de perder a carteira, estava algo desesperado, precisava de regressar ao seu hotel, não tinha um tostão para apanhar um táxi, se eu o podia ajudar, béu béu béu béu béu, e eu,

(coitadinha de mim)

abro a carteira, estendo-lhe uma nota de cinco e ele pega e depois agarra-me a cintura num forte impulso e beija-me como se faz nos filmes e ainda por cima estava a chuviscar.

Pronto, é mentira.

Ele agarrou a nota, disse “thank you so much” com um olhar muito bonito e eu digo-lhe “good luck” também com um olhar muito bonito e ele foi-se embora. Para sempre.

Ai eu.
Sempre a mesma merda.

eu não quero ser alarmista,

mas tudo indica que estou com uma depressão pós-mini-férias-ante-férias-grandes.

domingo, junho 14

postalinhos!

Viva! Um bem-haja para todos, meus bebés sobreviventes. Sois uns campeões (e eu também).
As fotos são o que se pode arranjar. Como podem ver, é muito provável que eu seja a fotógrafa mais amadora de Portugal.

Se estão mesmo com vontade de ler qualquer coisita, façam favor de clicar sobre estas palavrinhas redondas e lindas e pretas.









terça-feira, junho 9

pessoas fragilizadas, deprimidas ou com pouca estrutura mental – não leiam

Amanhã vou de mini-vacances com os meus progenitores e será coisa para durar até ao próximo domingo. Não sei muito bem para onde vamos, talvez lá para o fundinho da costa alentejana, mas para mim tanto faz, desde que haja sol, peixe fresco e um quarto limpinho que eu não tenha de pagar, está tudo bem.

Agora, pequeninos, prestem atenção: considerem a minha ausência com uma ligeira época de treinos e vejam lá como podem organizar a vossa vida da melhor maneira sem mim. É possível, garanto. Embora estejam um pouco ofuscados com o meu magnetismo e brilho natural, daqui por uns dias quando a ressaca tiver passado e criarem o necessário afastamento disto, até vão ver que afinal isto não é assim tãaaao bom. É bom, pronto. Mas não tanto.

Estes dias funcionarão como um pequeno ensaio para o que se seguirá dentro de dez dias. Eu já vos tinha dito que ia ao Brasil? Eu cheguei a dizer durante quanto tempo vou estar por lá? Não?
São três semanas pá. Três.

Agora fiquem com uma música que tem tudo a ver com o momento. Sim, o meu ego está aqui está a explodir e está totalmente fora do meu controlo, lamento muito tanta mania mas estou cada vez mais interessada em ser feliz.

segunda-feira, junho 8

69

Estou a considerar cortar os dedos para não escrever um post parvinho sobre o número de seguidores deste blogue.

Há que manter um certo nível de qualidade, não é?

Atentem, minha gente. Reparem só no quanto eu me preocupo com vocês, bebés, e vos coloco em primeiro lugar.
Vocês deviam amar-me sobre todas as coisas visíveis e invisíveis, só porque eu sou assim, boa.

sábado, junho 6

lucky lady (# 6182394720000)

Nestas últimas semanas dediquei horas (muitas horas) à procura do meu passaporte português. A última vez que o tinha usado foi há quatro ou cinco anos numa ida a Marrocos e depois disso juro a pés juntos que o vi já nesta minha casa, mas o que é facto é que não o encontrei.

Por isso hoje foi o dia de me deslocar à famosa Loja do Cidadão para tratar deste assunto.
Cheguei cerca de uma hora depois da abertura de portas e dirijo-me à recepção:

- Bom dia, para tirar o passaporte, onde é?
- É no segundo piso mas não vale a pena que não temos mais senhas.

Pronto, eram más notícias, é verdade. Ainda assim, subi as escadas, confiante, e dirigi-me ao balcão:

- Olá. Uma perguntinha: aqui a maquineta das senhas diz que não há mais senhas. Como não há mais senhas? Eu vou viajar, tenho de ter um passaporte!

- Pois aos sábados é assim.

- Pois mas eu trabalho de 2ª a 6ª, não posso faltar senão sou despedida por justa causa, portanto restam-me os sábados. E eu no próximo sábado não posso mesmo (olhinhos de bambi, boquinha de nenuco chorão) e no outro terei de estar no aeroporto com o passaporte que tanto preciso (olhinhos marejantes de bambi, boquinha de trissómica)

- Pois, não posso fazer nada. E agora tenho de atender esta senhora, lamento.

- Pois mas como é que é? Eu fui roubada, tenho lá culpa! Roubaram-me o passaporte! O que é que uma pessoa faz nestas circunstâncias?? Peloamordedeus, tem de haver alternativas!!

- Pois mas não há. Agora terá de sair aqui do balcão se faz favor. Bom dia.

Retirei-me com a maior elegância que consegui e encostei-me à parede a ver a minha vida a andar para trás. Faltar ao trabalho – muito fora de hipótese. A alternativa seria partir o coração ao meu pai, a quem prometi há mais de meio ano umas mini-férias para lambermos os dedos de peixe e marisco (yummi yummi), que eu não ando aqui a arranjar os dentes só para parecer bonita.

E estive assim, encostadinha à parede a pensar como resolver o problema. Eis que surge a ideia-luz: comprar a senha B a alguém. Realmente o dinheiro paga quase tudo. Estive a analisar potenciais fornecedores da dita senha, mas o cenário era pouco animador – casais aos amassos pelos cantos a sonharem com as férias a dois, famílias felizes a sonharem com as férias a quatro, as pessoas que estavam sozinhas muitíssimo bem vestidas e apertaltadas para a foto, que se estaríam a cagar de alto para mim e para os meus (no máximo dos máximos) 30 euros e pessoas com tão, mas com tão mau aspecto e tão mal-encaradas a quem me faltava lata para abordar.

Eis que, no meio do caos, encontro uma réplica do Obama. Um tipo normal, com uma pastinha na mão, uns ténis normais e mais ou menos lavados como os meus, uns olhos sinceros e uma senha B na mão. Respiro fundo e aproximo-me:

- Bom dia, desculpe incomodá-lo, mas…tem a senha B?
- Se eu tenho a senha B?
- Sim, tem a senha B? É que já não há mais senhas e eu estou numa situação delicada, vou viajar, roubaram-me o passaporte e eu queria perguntar-lhe se estaria interessado em vender a sua senha (o meu rosto em angelical-mode é indescritível).
- Ah! Sabe, eu nem vou tirar o passaporte (e saca do bolso a senha A). Eu tirei esta senha por engano, tome é sua! Vá com Deus e muito boa viagem!
- AHHHHH! Obrigadíssima!

Sorri aliviada e constatei que era o número 151.

4 hours later...

Era a última pessoa ali. Pode ser difícil de acreditar, mas aquela senha era exactamente a última (esclareceram-me que costumam encerrar a emissão à 150º senha)

Fiquei nojenta na fotografia, já que fui obrigada a mostrar o mais possível as orelhas e as sobrancelhas e tive de ajeitar o cabelo por forma a parecer uma doente mental.

Na altura de pagar, esqueceram-se de me cobrar os 30 euros da taxa de extravio. O que é fixe.

quinta-feira, junho 4

operator! give me the number for 911!

Está tudo farto de saber que eu não me interesso por ninguém, assim a sério, quase desde a Expo ‘98. A culpa é um bocadinho minha, que sou esquisita e torço o nariz muito rapidamente. Mas a culpa é sobretudo da quantidade de homens que por aí andam a infestar as ruas com a cabeça cheia de dúvidas - Depilação com luz pulsada ou a laser? Esfoliação com açúcar ou sal? Styling das sobrancelhas com pinça ou com fio?

Hoje, contava-me uma gaja, que o namorado lhe pediu pela primeira vez “um espacinho” lá em casa. Para a escova de dentes? Para a máquina de barbear? Para uma muda de meias? Nada disso. O que ele lhe pediu foi um espacinho no frigorífico, para conservar os seus iogurtes activia (que come entre as refeições ou ao pequeno-almoço).

Tenho medo disto. Tenho mesmo medo disto. Um dia vão deixar de existir homens como o meu pai, que sempre que vê os anúncios da barriga-inchada-trânsito-intestinal, arrota e diz:

“Eu não percebo esta gente. Nem para cagar servem.”

segunda-feira, junho 1

e depois disto...

...quem é que ficou com mais vontade de se meter num avião daqui por pouco mais de 15 dias, hum?

Se tiver de acontecer comigo, que seja tal e qual - do Brasil para cá. Por favor.