sexta-feira, dezembro 31

Preparei duas taças de noodles que comemos na cama. E começou o ano. Trabalhei no dia seguinte, e no seguinte, e no seguinte e todo o ano muito e nem sempre correu bem. Tenho de recomeçar às vezes mais do que uma vez por dia. A crise vai-me ao bolso a toda a hora, andei sempre atenta ao papelinho que sai no multibanco. Não viajei. As minhas férias foram uns 30 mojitos no Bairro Alto, os santos os melhores de sempre, demos uma festa engraçada, acabei o verão a desesperar por mais verão. Eu só queria ter uma boa vida, ser habitué em alguns restaurantes e que nunca me faltem vestidos – nem sempre foi assim mas algumas vezes foi. Não sei que raio de voltas deu o ano, o que é certo é que depois de Agosto seguiu-se o Setembro e trabalhei mais. A minha casa andou um pandemónio. A cozinha nunca teve tanto serviço, até o fogão se desentupiu à força dos tachos. Lembro-me da Morcela com ananás, Pizza de presunto com cebola caramelizada, mixórdia de legumes com requeijão, figos no forno com queijo de cabra, canjas com orégãos e hortelã, cheesecake e bolachas de manteiga. Chivas, Martinis e partimos todos os copos de vinho (é verdade que só tinha dois). Melhor que 2009 às custas de uma companhia melosa. Quis escrever mais mas faltou-me tempo. Li mais e vi mais filmes. Comecei a correr, fiquei histérica por conseguir correr. Um quarto de hora, meia hora, uma hora. Fui seis vezes ao dentista, cortei o cabelo de dois em dois meses. Em cinco estrelas dou praticamente quatro a 2010.

domingo, dezembro 26

i survived christmas 2010

Vinte e duas pessoas à mesa, a minha adorável tia aproveita uma nesga no grande chinfrim para aclarar a voz, aí vem a pergunta anual, já lhe sinto o cheiro:

ENTÃO FILHA?? E NAMORADOS, NÃO HÁ? QUANDO É QUE DÁS UM NETO AO TEU PAI??

Pousei os talheres, consegui cruzar o olhar com todos os convivas em 3,4 segundos e disse:

“Eu gostava. Mas infelizmente, tia, não posso ter filhos.”

Peguei de novo nos talheres, os meus pais preparavam um AVC conjunto, mas fui a tempo:

“ESTOU A BRINCAR!”

Isto teria corrido bem se a minha prima mais velha não tivesse passado o natal connosco. Ela é daquelas que vai acabar por fazer manchetes nos jornais, quando se sentir mais forte que o sistema de videovigilância da Alfredo da Costa.

Ah, o espírito natalício. Ainda o sinto.

quarta-feira, dezembro 22

...

se a Elsa Raposo escrevesse num blogue, teria a rubrica "eu hoje acordei assada..."

quarta-feira, dezembro 15

yes we can't

Ontem à noite não tinha mesmo nada para fazer, a não ser dar continuidade à inquietude com a administração higiénico-sanitária das minhas instalações domésticas. A experiência doméstica só é válida e interessante se forem cumpridos certos objectivos . A saber – remover com regularidade os excedentes de consumo, limpar superfícies, manter os espaços de circuito desimpedidos, etc. Não mudo os lençóis da cama vai para três semanas e tenho uma colónia de formigas em permanente labor num prato abandonado aos pés do sofá – estes são os símbolos eleitos para dar forma ao meu desassossego.

Mas já me estou a desviar. Como dizia, ontem à noite não tinha mesmo nada para fazer senão isto – reflectir sobre a minha actual inaptidão de gerir uma casa. Fiz o que achei que tinha de ser feito: deitei-me no sofá a comer bolachas de manteiga. Tenho, felizmente, esta capacidade extraordinária, que chamo de sistema dos três passos muito antes da Clinique pensar em inventar o seu:

1 – analisar exaustivamente todos os primas de determinado problema (esta fase pode estender-se por muitas semanas, trazendo em loop mental uma dor que vai pontuando o pensamento diário e nocturno)

2 – sofrer (não mais de uma hora, sem bater no fundo, livrem-se de chorar com culpa ou raiva pela incapacidade em questão) – é este q.b. de sofrimento que vai manter o problema insolúvel. Se a melancolia se transformar em aflição, o problema pode estar em vias de ficar resolvido – e neste caso, quem no seu perfeito juízo, quer uma casa limpa e organizada?

3 – se tiverem o jogo de cintura necessário para permanecer no banho-maria do ponto anterior, são capazes de ignorar o problema, até voltar novamente ao primeiro estádio. Lembrem-se que enquanto ignoram o problema ele poderá crescer. Mas o que é que se compara à liberdade de ser inútil/ degustação de bolachas de manteiga?

segunda-feira, dezembro 13

ah

então e a pasta de fotos "se eu pudesse ter um cão"?
vai desaparecer?   :'(

faicebuque

porque é que a minha conta foi bloqueada? o que é que eu faço? tenho courgettes a apodrecer na quinta.

domingo, novembro 28

idalina parte dois

previously on lady oh my dog!

E mesmo que António a encontrasse, não lhe faria mal nenhum, como nunca fez, ainda que suspeitando do preço e existência das consultas, dos tratamentos, das drogas para recompor um útero inflamado. Aquele quarentão cinzento amou tanto Melanie que, se a soubesse viva…
bom…a vida não seria igual. E Idalina-cheia-de-faro sabia-o melhor que ninguém.

Idalina saiu do supermercado, onde, meses antes havia comprado um revolver nas traseiras do edifício. Tinha a sensação que lhe tinha saído o Jackpot.
Idalina foi pagar a conta da electricidade ao multibanco, o talão mostrou-lhe o seu saldo contabilístico – 5162, 02 dólares. Já tinha planos para os próximos quinze dias – não tirar os óculos escuros Moschino XL de massa preta e estudar os passos de Melanie.

E quinze dias depois Idalina apurou dois factos extraordinários:

1. a julgar pela assiduidade diária à melhor clínica de hemodiálise da cidade de Sacramento, Melanie estaria (agora sim!) doente e faria tudo por um rim.
2. o dinheiro sacado a António foi bem rentabilizado – Melanie era dona de um pequeno mas requintado Hotel-Spa.

Idalina encurtou o cabelo para o tamanho mais chic (roça não roça nos ombros), pintou as unhas de bege e escolheu uma tarde solarenga para tocar à campainha de Melanie.

O seu discurso, comovido, sincero e sempre doce resumo-o aqui:

“Olá Idalina, honey, sei quem tu és. Sou casada com o António, sim esse mesmo, sei de tudo, não te preocupes, também sei que estás doente, sim senhora, muito mal. O negocio é o seguinte, minha fofa, eu dou-te o meu rim (vamos a ver se é compatível). Eu dou-te o meu rim e em troca só quero que limpes a humilhação do meu mais-que-tudo, tens de lhe pedir desculpa, assumir que estás viva, e pedir-lhe perdão. Só assim poderei ter paz e ver a honra do meu marido reconstituída, vá lá. Ah! E devolve-lhe TUDO o que lhe roubaste minha puta, que é como quem diz TUDO o que tens. E...AH! livra-te de lhe dizeres que eu te pedi isto, aliás, que me conheces! Pois nunca seria uma verdadeira redenção aos olhos do meu adorado António.”

(ela não lhe disse “minha puta”. Isto foi um encontro muito humano entre duas mulheres fragilizadas a tentar resolver a sua vida da melhor maneira)

Soltas as lágrimas de Melanie, acordaram tirar análises para ver se sempre poderia ser assim. 
Quatro dias depois, feitas as análises, o saldo contabilístico de Idalina – 2397,02 dólares. O maior investimento neste plano – a documentação médica forjada - era o seu passaporte para um maravilhoso mundo novo.

Marcada a operação chegou a altura de Melanie se apresentar a António, pedir-lhe desculpa, passar toda a sua fortuna para seu nome. António desmaiou mas recuperou os sentidos, a pulsação cardíaca, a cor, a alegria e com tudo isto uma imensa culpa por entender que ainda amava Melanie! Não contou a Idalina este encontro, nem os encontros que lhes seguiram. Não quis nem um penny de Melanie, mas esta tinha um acordo por cumprir, ajustado na sua sala de jantar, com Idalina e o lawyer Dan (fiel amigo de Idalina e maravilhoso actor) – saldo contabilístico de Idalina depois desta reunião – 542,67 dólares.

E na semana que antecedeu a operação os encontros sucediam-se, Melanie cheia de medo de não acordar na sala metálica, António cheio de medo de perder (de vez) Melanie, e vai que num tranquilo fim de tarde, enrolam-se à séria em memória dos bons velhos tempos. A cama da Melanie fazia suaves marcas na parede quando Idalina decidiu dar uso ao revolver comprado das traseiras do supermercado americano. Antes dos dois disparos certeiros, foi mais ou menos bem educada 

"olá meus amores. adeus meus amores. ora, com ou sem a vossa licença, deixem-me só colocar aqui o silenciador" 

e depois soprou o cano (não fez fumo nenhum, mas aquele gesto era uma cena que ela sempre sonhou fazer).

O funeral de António foi curto e grosso, não foi preciso comprar kleenex para ninguém.
O saldo contabilístico de Idalina é agora um pormenor sem importância.

segunda-feira, novembro 15

idalina

Idalina tinha – sempre teve – um revólver comprado nas traseiras de um supermercado americano

(escuso de dizer sinistro supermercado americano, junto a uma estrada empoeirada, sem curvas, remoinhos rasteiros de palha, uma possível carcaça lá muito ao fundo, horizonte ondulado pelo calor, pôr-do-sol)

Teria sido uma normalíssima ida ao supermercado: leite, xarope de morango, queijo, nachos, latas de feijão em molho de tomate, tampões, café. A marca do xarope de morango tinha mudado de imagem, após vinte anos tinha de ser logo agora, Idalina ficava tão tranquila com os contornos daquela ilustração, cores esbatidas, cómicos morangos a boiar entre as letras

S T R A W B E R R Y      S Y R U P

Mas não foi isso que a irritou. Pode ter ajudado mas não foi fundamental. Idalina curvava o último corredor a contar da esquerda, frasco de café na mão, um dos ténis com os cordões desatados, a alça do sutiã preto a saltar-lhe do ombro, os olhos a semicerrarem-se em slow-motion, a garganta a afunilar numa dor de quem se está a esvaziar pela primeira vez

é que (eu explico tudo, não hão-de perder pitada)

lá ao fundo, à entrada da loja, surgia (como é possível, inacreditável) a filha da puta da Melanie F. Junior, que deveria estar reduzida a pó, dentro de um pote bege, em cima da lareira do seu irmão, aliás, agora irmã Debbie Bunny.

Idalina conheceu a transexual Debbie Bunny numa festa de aniversário de uns amigos comuns. A espalhafatosa Bunny contava uma anedota no meio do corredor, Idalina calhou a achar-lhe graça, muitas tequilas depois a noite acabava com a Idalina a ter de arcar com o frete de a levar a casa.
Debbie já se babava no sofá, Idalina estava a dar meia volta para se ir embora quando lhe aparece, numa moldura rosa bebé, a fotografia do seu marido a beijar a Melanie F. Junior.
Depois de um histérico gritinho de quem vê um fantasma, conseguiu arrancar uma explicação arrastada da bebedíssima Debbie Bunny: “é minha linda irmã e o António e agora a coitadinha da minha linda irmã, está ali, naquele horrível pote bege em cima da lareira. Foi o papá que escolheu a cor. Não é horrorosa??! Buáaaaaaa” e caiu redonda no chão para se curar de um estado de alcoolemia tão perigoso que no dia seguinte não se lembrou desta conversa.
Idalina enfia a fotografia no bolso de trás dos jeans e corre para casa para pedir explicações ao marido António.
De roupão castanho, as mãos trémulas de António pegam na moldura. Começa a chorar compulsivamente. Minutos depois consegue algum fôlego para lhe contar a história. Diz que nunca lhe falou na Melanie porque era uma grande dor e também uma grande vergonha – fora uma intensa relação que tinha acabado de uma forma trágica.

Então:

António conheceu Melanie na Universidade – ele era Professor Assistente e ela trabalhava no Bar. Foi um lindo romance até aos primeiros sete meses – depois Melanie engravidou de António, decidiram abortar, o aborto trouxe severas complicações à saúde de Melanie que necessitou de avultadas e regulares somas para recuperar a sua suposta saúde perdida (0,0002 % da verba total foi destinado a pagar uma suave sombra roxa que aplicava na curvatura concava abaixo dos olhos e um produto japonês que comprava no ebay para tornar a sua pele ainda mais pálida). A verdade verdadinha é que esta cabrona nunca esteve grávida e sempre teve uma saúde de ferro.
Apesar da porca burla a António, sempre o tratou como ninguém durante os quase dois anos de relação. António tinha-lhe um amor tão grande e era tratado com tanta competência que perdoava a cada transferência bancária os exageros de Melanie, finada abruptamente, com outras 32 pessoas, no maior acidente de metro de NY.
Mas afinal não.
Naquele supermercado, ali estava a defunta, a fingir-se de morena, em paz desde que se havia mudado para Sacramento.
(to be continued…)

domingo, novembro 14

reunião de condomínio

O meu vizinho disse que ia comprar um andar novo ali para os lados do Trumps.

*burb*

só respondo à questão do copo meio cheio ou meio vazio quando me disserem do que é que se está a falar. se é vinho está quase no fundo

estou à rasquinha me auto-congratular

o 5 dias (um blogue daqueles importantes) atribuiu-me um prémio
chuuuuuuupa!!!

é de caracter não financeiro mas eu já tinha visto há algum tempo que a internet não dava lucro a ninguém
obrigada a todos os que sempre acreditaram em mim

terça-feira, novembro 9

foram as vacas ficaram os bois

estamos só a mudar umas coisas mas vai ficar tudo bem

jovem emigrante (ou que já foi ou que vai ser):

diz-me com bons modos - onde estás, que fazes e o que não fazes, o que é difícil, o que é que é mesmo bom e a comida e há lojas do cidadão? eu anda-me cá a parecer, tenho de pensar em ajeitar a minha bida, estou a ficar farta de cá estar.


quinta-feira, novembro 4

ai meu deus

eu e a minha nova cor de cabelo: duas sopeiras com ganas de ser fashion.
e não tenho gorros em casa, facto que me obriga a meter baixa amanhã.

mãe, ajuda-me. sou eu, a tua filha mais velha. *bracinhos esticados*

quarta-feira, novembro 3

se soubésseis da minha vida

ando mui apoquentada com a minha, vá, situação financeira - se é que se pode denominar de "situação financeira" a toda esta conjuntura em que estou inserida. não posso pagar um ginásio, um serviço de televisão por cabo, uns ténis daqueles que transformam o rabo naquela grande cena que toda a gente devia ostentar na rua para regalo visual. a felicidade não está nas pequenas coisas, mais experimentem viver com um pequeno saldo ou um pequeno (mãe, está descansada, não vou escrever)

mas, apesar dos pesares, lá entrei na sephora a achar que a grande solução para a manutenção da alegria quotidiana seria uma base que me estacionaria o lindo focinho entre os 20 e os 22 anos. a conselheira após cuidada análise da minha tez verbaliza o seguinte raciocínio:

"você, portanto, tem uma tonalidade a que nós costumamos chamar de amarelado"

a crise ensinou-me que tudo se pode transformar numa bênção. maneiras que finda a sílaba lado, carreguei o semblante e vim de lá cheia de amostras.

quem é quem é quem é?

quem é a bebé que está sem vontade nenhuma de escrever quem é quem é quem é? a bebé mais bonita quem é? que está com uma crise de inspiração muito grande, que não se aguenta, uma crise de inspiração muito grande.

pooois.

quinta-feira, outubro 28

comecei a juntar dinheiro

para abrir um canal de televisão mas já vi que não vai dar.
Meteram-se outras coisas à frente.





quinta-feira, outubro 21

a maior da sua aldeia

Darling,

Falamos há pouco por telefone. É bom que tenha cuidado com o que diz. Estando a ligar para uma entidade pública e estando a pedir para falar com uma funcionária pública, estou no meu direito, enquanto cidadã cumpridora, de saber quando posso falar com a dita funcionária publica. Sei que, para além de ter perguntado o horário de atendimento da funcionária pública que procurava, também lhe causou grande transtorno ter-lhe perguntado pelo seu nome. E não reconhecendo o seu nome, ter perguntado se era secretária da funcionara pública que procurava. Lamento se a sua voz não foi suficiente para reconhecer que estava a falar com a Administradora.
Uma curta pesquisa na internet leva-me a concluir que foi uma rápida ascensão ao cargo! Ah valente. Mas não quero levantar negras calúnias, fiquemos pelos factos. Não me volte a negar com má educação informações de que posso dispor.

PS - Está com tão má cara na vossa página da Internet… Uma breve análise leva-me a concluir que não era da maquilhagem. Como não há muito a fazer, proponho que enfie um saco na cabeça. E em apanhando um dia mais difícil não deixe de experimentar fechá-lo bem com um cinto ao pescoço.

colo

Tudo se queixa da puta da bidinha mas, tantas vezes, problemas sérios nem vê-los. Não temos dúvidas em largar umas moedas para comprar uma revista, um café, umas pastilhas. Estendemos sem pensar muito o cartão de crédito porque temos mesmo de seguir aquela série, ler aquele livro, ter aquelas botas. E queixamo-nos porque também as queríamos em preto mas não vai dar, ficam só as castanhas. E o outro livro tem de ficar para o mês seguinte porque ainda a semana passada fomos jantar fora – que chatice. Lembramo-nos de tempos a tempos que devíamos fazer um voluntariado light que não chateie muito. Mas fica para a próxima, sei lá, Banco Alimentar por alturas do Natal ou assim. Vamos empurrando com a barriga cheia estas ideias e vamos lamentando o vestido que ficou na montra por trazer. Este egoísmo tende a crescer sem darmos conta e além disso cool é consumir. Voluntariado não está na moda. E dá cá umas dores de cabeça pensar em acamados, cancros e miúdos com fome. No fim-de-semana passado fui ao Doc ver dois filmes de enfiada, tão duros que fiquei com uma depressão séria por dois dias. Ando a tentar esquecer-me de uma ala de cuidados paliativos e de velhos senis no Júlio de Matos, mas está difícil e dói-me a cabeça.
E agora é noticia que a Ajuda de Berço está a falir. Dores de cabeça e depressões sérias de dois dias são tão medíocres ao lado disto.

quarta-feira, outubro 20

estou a tentar manter-me calma

Depois da Disney e do boom das comédias românticas dos anos 90, vieram os blogues a excederem-se por todos os lados de relações lindíssimas e poder de compra para me foder a cabeça.

sábado, outubro 16

a minha grande medida de austeridade


despeço-me destas babes, número 38. encontram-se em exposição no meu armário (sem pó) mas está na altura de deixar o meu coração desimpedido e a minha carteira mais confortável para aceitar um outro par que só deus pode saber quando chegará. a vida está muito difícil e eu ando a ficar com tanta pena do meu ordenado só ter três dígitos que nem é bom falar.

quem tiver interesse e pés faça o favor de se chegar à frente.

quarta-feira, outubro 13

mantendo a motivação na sua equipa em 5 passos – seja empreendedor e um líder de sucesso

1. os seus colaboradores serão mais eficazes se todas as suas manhãs forem particularmente difíceis. Tente encontrar motivos para conflitos severos, de preferência, antes do horário de entrada ao serviço. Use e abuse do telemóvel. Uma sms que lance o caos, recebida logo após o banho matinal ou aplicação do creme hidratante, costuma surtir o efeito desejado.

2. os seus colaboradores sentir-se-ão motivados se receberem confusas directrizes de trabalho. Opte pelo envio sistemático de e-mails, confusos, numa linguagem pouco clara e/ou agressiva. A dúvida e a angústia sempre foram grandes aliados da produtividade. Pontua excessivamente os referidos e-mails, abuse do ponto de exclamação em particular.

3. mantenha nos seus colaboradores a sensação de que o despedimento compulsivo pode acontecer a qualquer momento. Este ponto requer um trabalho diário. Sujeite os seus colaboradores a esquizofrénicas alterações de humor, dê-lhe a entender que não é indispensável nem insubstituível na empresa. Se quer ser um verdadeiro e grandioso director de equipas não lhes dê a entender. Diga-o directamente.

4. estimule ódios e desavenças interpessoais no seu grupo de trabalho. Se não encontrar nenhum motivo válido para tal, opte por omitir ou inventar factos estratégicos que cortem de raiz sintomas de inter-ajuda ou trabalho conjunto. Lembre-se que o incómodo permanente sempre significou competitividade.

5. sublinhe com frequência os deveres dos seus colaboradores e faça-o acreditar que está a incumpri-los. Todos ou quase todos. Refira percentagens. 90 % costuma ser um bom número. Abuse de um discurso manipulador em conjunto com o 3º ponto. Se estiver a lidar com uma pessoa fragilizada ou num determinado ponto do seu ciclo menstrual, encontrou as circunstâncias ideais para lhe falar da situação económica actual e os dados estatísticos referentes ao desemprego em Portugal.

Aplique com rigor todas estas regras sem qualquer preocupação por possíveis danos na auto-estima ou estrutura mental dos trabalhadores que tem ao seu cuidado. Tenha em mente o exemplo da France Telecom e nunca se esqueça que não há má publicidade.

domingo, outubro 10

a escolha musical foi levemente inspirada pelas escolhas musicais de um amigo que me ama



Olá. Como devem ter reparado, o tempo quente já lá vai. No hot summer chicks, no praia para ninguém, no turistas para situações de alegria ocasional, mojitos e caipirinhas em copos suados nem vê-los (vocês, que eu habituei-me a trilhar um caminho muito especial chamado alcoolismo). Não vos vou deprimir mais, vamos passar ao que interessa. No seguimento de algumas missivas dirigidas à minha tão fabulosa pessoa e também no seguimento de algumas coisas que li nas bafientas Crónicas Femininas - antecessora da revista Maria mas em bom (e fotonovelas incríveis, aconselho) e ainda, não esqueçamos, no seguimento das rubricas bloguisticas que por aí pululam (vide Cenas de Gaja ou Maçã de Eva), tomei uma decisão muito pouco pensada.

Eu também tenho uma palavra a dizer acerca dos desaires amorosos da vida dos portugueses e das portuguesas e tal como a recente edição dos Ídolos, abro aqui a hipótese à participação de luso-descendentes. Coloco-me pois, à vossa inteira disposição durante o período de tempo que compreende o 10/10/10 a 10/11/10 para responder às vossas solicitações.

Deverão enviar para o ladyohmygod@gmail.com a vossa história falhada, a vossa dúvida idiota, um relatório do vosso desastre pejado de humilhação. Espero os vossos escabrosos tormentos. Contem-me daquela vez em que ele prometeu deixar a mulher e os filhos para viver uma vida de amor louco ao vosso lado, relatem-me as vossas tristes perfomances sexuais, desabafem o quão inconveniente é aquela mania dele manifestar o seu amor deixando cair a mão repetidamente em cima dos vossos costados. Não tenham tento na língua nem se preocupem comigo. Não têm de me pagar nada.

quarta-feira, outubro 6

sexta-feira, outubro 1

tipo, vou agora para casa, tipo, estou a sair do escritório de onde deveria ter saído tipo ao fim da tardinha,

são 00h51. tipo, se isto é amor à camisola eu não quero imaginar o que seria se fosse
A-AH! esperavam de mim uma piaduxa fácil só porque estou num inacreditável nível de cansaço?
vocês magoam-me os sentimentos.

terça-feira, setembro 28

even a broken clock is right twice a day



E então chegou o dia mais importante da minha carreira de curiosa da máfia. Não estava nem preparada nem à espera. Almoçava tranquila e alarvemente num restaurante italiano pouco conhecido. Tão pouco conhecido que eu não o conhecia e calhei a ficar por lá à falta de melhores hipóteses dada a hora e a circunstância em questão

ai
agora vou ter de citar Ortega Y Gasset, que diz assim para quem desconhece, “eu sou eu e a minha circunstância”

Mas, dizia, estava numa esplanada tranquila numa rua sem trânsito, a orientar balofas garfadas do prato para a boca, quando vejo os olhos do homem que tem uma séria tendência a acompanhar-me numa série de coisas, a arregalarem-se. E começa todo cheio de sinais e perdigotos, bom, não vamos arrastar mais isto – olhei para a mesa do lado e eis o fantástico cenário:

um senhor nos seus sessentas, cabelo todo branco bem penteado para trás. Ao seu lado um tipo com trinta e muitos, se calhar até quarenta, menos bem vestido que o primeiro. À frente destes, outros dois, jovens muito mitras, um trazia calças de fato de treino e tudo. Uma mala em cima de uma cadeira. Não era uma linda mala brilhante de pele preta. Era uma mala que não lembrava a ninguém, feita numa espécie de patchwork de pele preta sintética. Falavam um italiano imperceptível (enfim, convenhamos que para mim todo o italiano o é) e gesticulavam à volta de um papel arrancado de um caderno quadriculado. O papel tinha contas e números de telefone.
Aguentamos umas duas horas para perceber alguma coisa (e eu confesso que estava à espera que reparassem em mim e me oferecessem trabalho).
Quem dominava a conversa e fazia piadas era o velho. No fim os dois jovens mitras levaram o papel e a mala. O velho levantou-se e trocou umas rápidas palavras atrás do balcão com um empregado brasileiro, que anuiu subserviente. Quando pagávamos a conta chegou outro homem muito chunga – assinalo os ténis reebook finais dos anos 90. Esteve meio minuto, de pé, a falar com os dois que se mantinham à mesa e foi-se embora.

Finalmente descobri um sítio de lavagem de dinheiro em Lisboa e isso devolve-me a esperança num mundo melhor, ou pelo menos, numa Europa melhor. Já não era sem tempo, começo a ver algum futuro para este país, que anda a desperdiçar recursos, com a maior porta de entrada de droga ali em baixo, a puxar mais à esquerda, como quem apanha o ferry para Tânger. Não nos falta a chungaria desenrrascada e muito esperta nem a malta mais aflita pronta a sujar as mãos por tuta e meia. Graças a deus também não nos falta o bom tempo e a gastronomia tão necessária para deliciosos negócios à mesa. E não nos esqueçamos dos presidentes da junta e outros líderes em maior escala sedentos por novas parcerias.

Eu contava-vos mais umas coisas se esta malta não tivesse a mania de furar os olhos a uma pessoa que vê demais. Saviano, lançaste outro livro? Se tivesses mais cabelo eu dizia-te como é que era.

segunda-feira, setembro 27

12 passos

estou muito melhor. os sintomas de abstinência são contrários aos comuns, ie, estou extremamente muito menos irritada (não me digam que está mal escrito) e até respiro melhor, graças a deus e a esta força de vontade que não me tem desamparado. à parte disso, devo estar quase a escrever um post incrivelmente bom daqui a poucochinhos dias. entretanto tenho de ir dormir, esta semana vai ser difícil, já lavei a loiça, ficou boa mas - como sempre - mal arrumada e pronta a provocar o típico estalhardaço a meio da noite. pergunto - para quando o AVC?

domingo, setembro 26

o meu direito de resposta a comentários e e-mails (alguns um pouco agressivos chiça)

Como bem sabeis, este é um blogue levezinho, os conteúdos são pouco ou nada pensados, se procurardes bem não faltarão referências a roupa, vernizes, sapatos e demais objectos/valores que tornam a vida mais engraçada. Eu não tenho pretensões de ser realmente criativa, interessante, pertinente e cheia de graça.

Eu uso este blogue como tubo de escape e exercício de escrita. É só um instrumento de diversão e quero estar longe de me sentir pressionada a cumprir linhas editoriais.

De facto, por sofrer de um pequeno défice mental, andava a insistir ler alguns blogues que me saturaram porque cujo conteúdo se tornou mais repetitivo do que uma novela da TVI depois dos primeiros quinze episódios. E quem tem culpa, caralho? Eu. Quem é responsável por fazer a escolha do que vejo e do que leio? Eu. E agora? Assumir as minhas opões deve ser menos importante do que melindrar pessoas ou pensar no que vai acontecer aos números do meu sitemeter?

Livra, que a liberdade ainda é uma coisa muito bonita. Apre, catano.

Pá, esqueçam tudo e vamo-nos concentrar no seguinte - eu não continuo a ser aquela pessoa encantadora que vocês tanto amam? Hum? Então...nem tudo está perdido... Make-up sex?

sábado, setembro 25

vamos todos dizer adeeeeus à minha diplomática lista de blogues

estou farta de blogues.
estou farta de ler os mesmos temas em todo o lado e depois repetidos em dose múltipla nas caixas de comentários cheios de: ora conversinhas de merda, ora bajulações pouco cimentadas.
estou farta de modas, vernizes, margaridas, fotos de pés e irritantes trocas de links - ora tu, ora eu, esta é linda, este é que é bom e esta fofinha. estou farta dos hate blogues que toda a gente passou a venerar e também estou farta de posts "hoje acordei assim"; "sou só eu que acho que?" "blogue da semana" e "pergunta da semana" e icanreads por todo o lado. estou farta de blogues diga o preço certo em euros, olhem o que eu comprei, vejam o que podem ganhar se escreverem uma linda frase que comece por "o blogue pinky-winky-winky é espectacular porque...".
a sério. deus me dê forças para não ver nada que não me interesse. esta mania de ir espreitar acidentes para ver se as coisas estão assim tão feias tem de acabar.

domingo, setembro 12

para me conhecerem melhor

infelizmente sou aquele tipo de pessoa que ao tentar indicar a saída de metro mais próxima a um turista inglês, diz - por exemplo - urraitou em vez de rato.

segunda-feira, setembro 6

a festa em números

82 bilhetes vendidos
23 entradas livres para clientes da casa
2 strips
52 imperiais
14 vodkas
18 gins-tónicos
3 copos partidos
Depois das 2h a coisa começou a aquecer como deve ser. O segundo strip foi digno de registo videográfico mas estávamos proibidos de o fazer. Prometi ser discreta e não vir aqui contar tudo o que estive a ver numa pequena sala com cinco ecrãs (uahahahaha). Obrigada aos convivas que vieram avacalhar com agente. Estejam descansados que não vamos contar nada do que se passou.
E agora um momento para beijinhos mui especiais aos incríveis senhores 2 many martinis e à incansável dupla que esteve de bilheteira. Vocês são impecábeis.

quinta-feira, setembro 2

3d

comecei há mais de duas semanas (ainda de férias, a querer desfrutar das coisas boas da vida) e de forma muito subtil: "ouvi dizer que o toy story 3 está giro..."
depois de uma reacção onomatopeica indecifrável cessei conversações e dormi sobre o assunto. dias depois achei que o terreno estaria preparado para voltar ao round 2: "ó pá. é indecente. nunca vi nada em 3d...já disse que me disseram que o toy story está tão giro?".
o meu interlocutor
esperem
interlocutor só se usa quando nos estamos a referir a um diálogo
corrijo, então:
o meu ouvinte mudo - geralmente está ocupado a seguir a trajectória de uma mosca que num instante abrutalhado mata com vista ao seu verdadeiro prazer psicopata: a extracção das asas do insecto
olhou para mim e lá arranjou o discernimento de acrescentar "também nunca vi nada a 3D". Pude avançar sem receios de um olhar recriminador para um convite que foi sendo aceite com um "táaaaaaaa beeeeeem". digo foi sendo aceite porque já o repeti umas quatro vezes. e isto do 3d não tinha começado aqui. convém dizer que não fomos ver o shrek a 3d porque na altura, quando também eu o convidei, ouvi entredentes que costumava ver esses filmes do shrek com não sei quem...
ora, ora, ora,
temos ou não temos todas as condições reunidas para armar um pé-de-vento apocalíptico?
mas não.
estou cada vez mais sensata e madura.
nada me delicia mais do que imaginar a cara de pânico dele quando lhe disser com quem fui ver o filme.

quarta-feira, setembro 1

daqui a nada estamos no natal, vão ver

eita pau

E NÃO É QUE TIVE DE VOLTAR AO TRABALHO? Esta convenção idiota da independência financeira ainda vai acabar comigo. A boa notícia é que o meu trabalho faz disparar em flecha os meus níveis de ansiedade. Ansiedade descontrolada – Problemas. Problemas – Crises existenciais – quezílias com a vida em geral, atritos com o parceiro amoroso, vida doméstica desorganizada, abuso de álcool e de drogas, caos mental, etc. Só coisas boas para alimentar este blogue que? Que? Que? Que?, vai o quê?, vai o quê?, vai o quê?, vai o quê? VAI DAR UMA FESTA!
(e mordaças, há?)
Para quem tem mandado lindas mensagens a perguntar se me podem conhecer, aqui um esclarecimento. A festa é já no próximo sábado e é evidente que eu não vou faltar. Lamento mas não terei escrito na testa “Lady oh my Dog!”. Confesso que esse nem é o nome que consta no meu registo civil. Quero estar lá como qualquer um de vós para soltar a franga e bater o pezinho. Quem fizer a maior questão de se apresentar e declarar um imenso amor por mim, sugiro que gritem a plenos pulmões: “CHAMO-ME (inserir o vosso nome) E AMO A LADY DE UMA FORMA ABSOLUTAMENTE TRESLOUCADA! AHHHHHHHHH!”
Este último “AHHHHHHHHH!” é opcional.
Pela quantidade de e-mails que tenho recebido estamos a prever um Viking bem composto.
Pela vossa rica saúde, sejam pontuais e tragam os três euros da entrada trocados por favor.

sexta-feira, agosto 27

falta uma semana e um dia



Ninguém nos tira a festa da cabeça. A Fabiana (técnica de strip) vem a minha casa p'ra ganhá iscova di graça. Roubámos um carimbo que servirá para marcar os vossos membros superiores à entrada (a imagem é linda, vamos a ver se gostam). A mala dos DJ's está quase fechada. Acho que não falta mais nada. Vão confirmando a vossa presença no evento no FB se vos apetecer.

segunda-feira, agosto 23

vrum

não ando a escrever nada porque o verão está a passar muito depressa e eu se não aproveito agora depois só p'ró ano.

quinta-feira, agosto 19

olá,

estou com a boca toda torta porque acabo de vir do dentista, não liguem.
Faltam pouco mais de duas semanas para a festa - o cartaz foi feito por metade dos dj's e, não vamos estar com merdas, está muito muito fixe.
Entrementes já temos a stripper confirmada.
Faltam as vossas respostas no evento criado no facebook. Antes de responderem tenham em consideração que o arrependimento mais cruel nasce do que ficou por fazer... Depois não podem dizer que foi por falta de aviso.


sexta-feira, agosto 13

inquérito de verão de mim para mim (tão egoestúpido como a clássica pasta de fotos no facebook “me, myself and i”)

Se pudesse levar alguém para uma ilha deserta levava…
A Margarida Rebelo Pinto para falarmos sobre o amor e os homens enquanto bebemos um chá detox e entortamos a cabeça ao máximo quando nos compreendemos mutua e profundamente.

O que leva no Ipod nestas férias?
O meu Ipod está estragado.

Teve muitos amores de verão?
Não é espectacular eu estar a fazer um inquérito a mim própria e tratar-me por você?

Praia ou Campo?
As duas coisas. Adoro tudo, o mar, as montanhas, o sol, a vida, o amor, o Pedro Paixão/ Abrunhosa/Lamy/ Choy, etc.

Gelados ou sorvetes?
Se a diferença é que os últimos levam mais água, não respondo.

Se estivesse na praia e, após um aflitivo alerta de tsunami, as pessoas entrassem em pânico e saíssem da praia desordeiramente, enchendo a sua toalha e o seu espectacular corpo com areia, como reagiria?
A-HA! Eu SABIA que não era mentalmente sã.

quinta-feira, agosto 12

rescaldo do aniversário

- adoro os meus pais e o mundo moderno e as transferências bancárias;
- finalmente alguém se chegou à frente com flores, posso riscar mais um item da lista ao fundo;
- voucher para spa/massagens;
- dedicaram-me uma música do Mickael Carreira numa rádio local.

terça-feira, agosto 10

*gulp*

e eis que às 20h15 surge o clássico telefonema daquela tia espectacular que consiste numa coisa assim:

"parabéns minha querida! quantos fazes? ah! 27! pois é, o tempo passa rápido, então e quando é que te casas? tens de dar um netinho ao teu pai! estás a ficar velha...estou a brincaaaar!"

pronto, 27 anos



Podem comprar o presente e oferecer-me na festa, ok?
É impressionante como estou muito mais madura.

domingo, agosto 8

&hearts a minha primeira festa &hearts

A primeira festa Lady oh my Dog! & 2manyMartinis (conjunto musical de dj's formado por astroboy e Mr. M) está marcada. As festividades não serão em honra de alguma coisa ou de alguém, não há nenhum motivo válido para que esta festa aconteça - nenhum de nós faz anos, eu não vou lançar um livro, eles não vão lançar um CD, ninguém vai partir para o estrangeiro.

FAQ

Quando será a festa?
Na noite de sábado de 4 de Setembro de 2010, das 00h às 04h.

Onde será a festa?
No Bar Viking, no Cais do Sodré, Rua Nova do Carvalho 1-7, Lisboa. Lá dentro.

Quem pode ir a esta festa?
Estão todos convidados, não há guest-list nem VIPs nem outros atentados à democracia. Não têm de reservar nada. Se na noite de 4 de Setembro quiserem dançar e estar em alegre convívio com jovens potencialmente interessantes, basta chegar à entrada com a vossa namorada, o vosso parceiro, a vossa tia, o vosso grupo de amigos do escutismo e efectivamente entrar.

Mas o que é que vai acontecer na festa?
Não sabemos. Só estamos a providenciar o espaço menos pretencioso que encontramos e o que achamos ser a melhor das selecções musicais para dançar.

Qual é o dress-code?
Ãhn?

Mas quanto é que isto me vai custar afinal?
Três euros. Todas as receitas reverterão integralmente para a Associação Ajude-nos A Viajar e a Comprar Mais Droga e Mais Cosméticos.

segunda-feira, agosto 2

marfim

O universo colocou no meu caminho a dentista mais optimista de todos os tempos: Os seus sisos não lhe vão dar problemas nenhuns. Se forem arrancados.
O meu organismo ia rebentando com a perspectiva tão solar de três dentes do siso, semi-inclusos e com princípios de cárie.

terça-feira, julho 27

mães de portugal, e agora algo extraordinário: como matar a vossa filha de susto, no supermercado, mesmo em frente aos iogurtes

- e então filha, gostas de pinocada?

(kjhaudfhalfnkmes! deus, estás a ser filho-da-puta! eu não solicitei alterações comportamentais na minha mãe!)

- ÃHN?!

- Piñacolada, filha. Olha, vou levar.


quarta-feira, julho 21

domingo, julho 18

e ao fundo a miragem: festa lady oh my dog & 2manymartinis

Vamos supor que lá para o fim de Agosto têm a possibilidade de ir a uma festa, organizada por mim e pelos 2manyMartinis (que se apresentarão pela primeira vez em público nessa ocasião):

- A festa será em Lisboa, numa noite de sexta ou sábado, muito provavelmente num bar ali para os lados do Cais do Sodré;
- Vamos reunir todos os esforços para conseguir assegurar boa música e pelo menos um striptease;
- A entrada custa 3 euros;
- O bar não será explorado pela nossa organização mas as bebidas são baratas. A seu tempo, espeto aqui o preçário.

Peço que respondam com grande sinceridade (se não me amarem não estejam com paninhos quentes).


post secret de verão

sexta-feira, julho 16

fffffffff

Um dia de merda já não me tinha há tanto tempo que resolveu aproveitar ao máximo.

quinta-feira, julho 15

as editoras não me largam

Descobri no Beco dos Prazeres que escrevo mais ou menos como o David Foster Wallace que não sei quem seja mas a wikipédia já me afiançou ter-se enforcado há uns dois anos. Era só isto que queria dizer, obrigada.


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