sábado, janeiro 2

2009

Faz hoje um ano estava eu a trabalhar com gente muito horrorosa, metida num aparato todo muito chique, numa comitiva de lambe-cus sempre de cafezinho na mão, garrafinha de água em riste, rebuçadinho de mentol a perfumar o pires, camisas finas prontíssimas a esfregar o ecrã gordurento do Blackberry e eu com um nó apertado na cabeça, a mioleira a pingar dúvidas e a sujar-me a cara com rugas, a pensar se aquilo era coisa para durar muito tempo ou que raio de merda deveria fazer da minha vida. E 2009 foi-se fazendo num prolongamento casa-trabalho-casa-trabalho, sempre às turras com as minhas expectativas (i’m a beliver), a ver se sempre me iria safar daquilo e ainda por cima fartinha do Inverno.

Inverno – frio; frio – gelo; gelo – caipirinhas; caipirinhas – Brasil e eis que chego a meio do ano angustiada com um novo convite de trabalho e histérica para me ir enfiar nas águas quentes do Ceará e receber abraços de gente fina. Três semanas de dunas vertiginosas e um bronze depois e eis-me cheia de coragem para me despedir de um inferno bem pago. O Verão foram festas e cervejas que nunca mais acabavam, comemorações a pender para o memorável, manhãs muito luminosas que me transformaram em toupeira mais que três ou cinco vezes. E depois o Outono e trabalho, trabalho, trabalho, trabalho

(ups um gajo giro)

trabalho, trabalho, trabalho, que bom, já não me lembrava como era isto, tudo muito louco mas tudo muito

(foda-se um gajo giro)

ora se não me falha a memória era bem capaz de ser o tal de há não sei quantos anos (vá, dois) que até mereceu a minha melhor atenção e um post e tudo lá atrás mas nem queiram ver que eu escrevia tão mal, que vergonha.

E por falar em escrever, este pedaço de blogue a registar tantas visitas e outras cenas emocionantes, e-mails e elogios exagerados e gente boa onda e links e tudo e eu toda vaidosa e impossível - já agora obrigada (bom mas bom era dar uma festa mas ainda não enriqueci).

E a despedida do ano foi decidida lá pelas 21h30 do dia 31, não fiz planos nenhuns, dediquei-me com afinco ao go with the flow, até ao fim e não é que foi muito nice, eu e uma espécie de Elvis e o Maxime estava giro, gajas e chantilly, obrigada.

Até agora 2010 está a ser espectacular e até já risquei mais uma coisa da lista lá do fundo. Agora tenho de ir vestir umas meias mais quentes, está frio, não está?

8 comentários:

Golem disse...

Bolas... Ia sendo desta que te conhecia. Comigo passou-se o contrário. Estive até à última para ir ao Maxime ver gajas e strip. No final, nem uma coisa nem outra. Cada um tem o que merece e por isso, nem é preciso desejar-te um feliz 2010. (ólhó elogio)
Abraço

Framboise disse...

Olá, já sigo o teu blog há algum tempo, só para dizer que adoro a maneira como escreves :)
Beijinho

Buttafly...fly...fly... disse...

Quando for grande quero escrever como tu. Mesmo, pá! U got yourself a fan, sure do.

;)

provocação disse...

Grande vibração é a deste blogue, grande lady, grande!

Jibóia Cega disse...

Outra vez uma dúzia de Super BOCKS só de uma vez??? :P

R.L. disse...

Bom Ano mongaaa! :)

Mais um homem... disse...

Também estive no Maxim mas mais tarde. E as coisas que lá se passam quando as portas estão encerradas...

Imelda Marcos disse...

Se não fossem as referências ao convite de trabalho e à ida ao Brasil, ia jurar que tu e eu eramos uma só e mesma pessoa. Se te dá algum conforto, sei perfeitamente o que sentes.
bom ano.