quinta-feira, outubro 28

comecei a juntar dinheiro

para abrir um canal de televisão mas já vi que não vai dar.
Meteram-se outras coisas à frente.





quinta-feira, outubro 21

a maior da sua aldeia

Darling,

Falamos há pouco por telefone. É bom que tenha cuidado com o que diz. Estando a ligar para uma entidade pública e estando a pedir para falar com uma funcionária pública, estou no meu direito, enquanto cidadã cumpridora, de saber quando posso falar com a dita funcionária publica. Sei que, para além de ter perguntado o horário de atendimento da funcionária pública que procurava, também lhe causou grande transtorno ter-lhe perguntado pelo seu nome. E não reconhecendo o seu nome, ter perguntado se era secretária da funcionara pública que procurava. Lamento se a sua voz não foi suficiente para reconhecer que estava a falar com a Administradora.
Uma curta pesquisa na internet leva-me a concluir que foi uma rápida ascensão ao cargo! Ah valente. Mas não quero levantar negras calúnias, fiquemos pelos factos. Não me volte a negar com má educação informações de que posso dispor.

PS - Está com tão má cara na vossa página da Internet… Uma breve análise leva-me a concluir que não era da maquilhagem. Como não há muito a fazer, proponho que enfie um saco na cabeça. E em apanhando um dia mais difícil não deixe de experimentar fechá-lo bem com um cinto ao pescoço.

colo

Tudo se queixa da puta da bidinha mas, tantas vezes, problemas sérios nem vê-los. Não temos dúvidas em largar umas moedas para comprar uma revista, um café, umas pastilhas. Estendemos sem pensar muito o cartão de crédito porque temos mesmo de seguir aquela série, ler aquele livro, ter aquelas botas. E queixamo-nos porque também as queríamos em preto mas não vai dar, ficam só as castanhas. E o outro livro tem de ficar para o mês seguinte porque ainda a semana passada fomos jantar fora – que chatice. Lembramo-nos de tempos a tempos que devíamos fazer um voluntariado light que não chateie muito. Mas fica para a próxima, sei lá, Banco Alimentar por alturas do Natal ou assim. Vamos empurrando com a barriga cheia estas ideias e vamos lamentando o vestido que ficou na montra por trazer. Este egoísmo tende a crescer sem darmos conta e além disso cool é consumir. Voluntariado não está na moda. E dá cá umas dores de cabeça pensar em acamados, cancros e miúdos com fome. No fim-de-semana passado fui ao Doc ver dois filmes de enfiada, tão duros que fiquei com uma depressão séria por dois dias. Ando a tentar esquecer-me de uma ala de cuidados paliativos e de velhos senis no Júlio de Matos, mas está difícil e dói-me a cabeça.
E agora é noticia que a Ajuda de Berço está a falir. Dores de cabeça e depressões sérias de dois dias são tão medíocres ao lado disto.

quarta-feira, outubro 20

estou a tentar manter-me calma

Depois da Disney e do boom das comédias românticas dos anos 90, vieram os blogues a excederem-se por todos os lados de relações lindíssimas e poder de compra para me foder a cabeça.

sábado, outubro 16

a minha grande medida de austeridade


despeço-me destas babes, número 38. encontram-se em exposição no meu armário (sem pó) mas está na altura de deixar o meu coração desimpedido e a minha carteira mais confortável para aceitar um outro par que só deus pode saber quando chegará. a vida está muito difícil e eu ando a ficar com tanta pena do meu ordenado só ter três dígitos que nem é bom falar.

quem tiver interesse e pés faça o favor de se chegar à frente.

quarta-feira, outubro 13

mantendo a motivação na sua equipa em 5 passos – seja empreendedor e um líder de sucesso

1. os seus colaboradores serão mais eficazes se todas as suas manhãs forem particularmente difíceis. Tente encontrar motivos para conflitos severos, de preferência, antes do horário de entrada ao serviço. Use e abuse do telemóvel. Uma sms que lance o caos, recebida logo após o banho matinal ou aplicação do creme hidratante, costuma surtir o efeito desejado.

2. os seus colaboradores sentir-se-ão motivados se receberem confusas directrizes de trabalho. Opte pelo envio sistemático de e-mails, confusos, numa linguagem pouco clara e/ou agressiva. A dúvida e a angústia sempre foram grandes aliados da produtividade. Pontua excessivamente os referidos e-mails, abuse do ponto de exclamação em particular.

3. mantenha nos seus colaboradores a sensação de que o despedimento compulsivo pode acontecer a qualquer momento. Este ponto requer um trabalho diário. Sujeite os seus colaboradores a esquizofrénicas alterações de humor, dê-lhe a entender que não é indispensável nem insubstituível na empresa. Se quer ser um verdadeiro e grandioso director de equipas não lhes dê a entender. Diga-o directamente.

4. estimule ódios e desavenças interpessoais no seu grupo de trabalho. Se não encontrar nenhum motivo válido para tal, opte por omitir ou inventar factos estratégicos que cortem de raiz sintomas de inter-ajuda ou trabalho conjunto. Lembre-se que o incómodo permanente sempre significou competitividade.

5. sublinhe com frequência os deveres dos seus colaboradores e faça-o acreditar que está a incumpri-los. Todos ou quase todos. Refira percentagens. 90 % costuma ser um bom número. Abuse de um discurso manipulador em conjunto com o 3º ponto. Se estiver a lidar com uma pessoa fragilizada ou num determinado ponto do seu ciclo menstrual, encontrou as circunstâncias ideais para lhe falar da situação económica actual e os dados estatísticos referentes ao desemprego em Portugal.

Aplique com rigor todas estas regras sem qualquer preocupação por possíveis danos na auto-estima ou estrutura mental dos trabalhadores que tem ao seu cuidado. Tenha em mente o exemplo da France Telecom e nunca se esqueça que não há má publicidade.

domingo, outubro 10

a escolha musical foi levemente inspirada pelas escolhas musicais de um amigo que me ama



Olá. Como devem ter reparado, o tempo quente já lá vai. No hot summer chicks, no praia para ninguém, no turistas para situações de alegria ocasional, mojitos e caipirinhas em copos suados nem vê-los (vocês, que eu habituei-me a trilhar um caminho muito especial chamado alcoolismo). Não vos vou deprimir mais, vamos passar ao que interessa. No seguimento de algumas missivas dirigidas à minha tão fabulosa pessoa e também no seguimento de algumas coisas que li nas bafientas Crónicas Femininas - antecessora da revista Maria mas em bom (e fotonovelas incríveis, aconselho) e ainda, não esqueçamos, no seguimento das rubricas bloguisticas que por aí pululam (vide Cenas de Gaja ou Maçã de Eva), tomei uma decisão muito pouco pensada.

Eu também tenho uma palavra a dizer acerca dos desaires amorosos da vida dos portugueses e das portuguesas e tal como a recente edição dos Ídolos, abro aqui a hipótese à participação de luso-descendentes. Coloco-me pois, à vossa inteira disposição durante o período de tempo que compreende o 10/10/10 a 10/11/10 para responder às vossas solicitações.

Deverão enviar para o ladyohmygod@gmail.com a vossa história falhada, a vossa dúvida idiota, um relatório do vosso desastre pejado de humilhação. Espero os vossos escabrosos tormentos. Contem-me daquela vez em que ele prometeu deixar a mulher e os filhos para viver uma vida de amor louco ao vosso lado, relatem-me as vossas tristes perfomances sexuais, desabafem o quão inconveniente é aquela mania dele manifestar o seu amor deixando cair a mão repetidamente em cima dos vossos costados. Não tenham tento na língua nem se preocupem comigo. Não têm de me pagar nada.

quarta-feira, outubro 6

sexta-feira, outubro 1

tipo, vou agora para casa, tipo, estou a sair do escritório de onde deveria ter saído tipo ao fim da tardinha,

são 00h51. tipo, se isto é amor à camisola eu não quero imaginar o que seria se fosse
A-AH! esperavam de mim uma piaduxa fácil só porque estou num inacreditável nível de cansaço?
vocês magoam-me os sentimentos.