sexta-feira, dezembro 30

o reveillon vai ser tão especial e o meu 2012 muito melhor que o vosso

comprei umas cuecas azuis. e vermelhas.
e rosa e brancas e roxas e amarelas e laranja.
já não tenho a dúvida "que cor escolher?" a atormentar-me mas pergunto-me se a ordem com que as devo vestir fará diferença. quanto mais perto da
do

a cueca em maior proximidade do corpo surte com mais eficácia o pretendido?
quem me dera, por uma vez na vida, começar o ano sem inquietações.

quarta-feira, dezembro 28

adeus juventude

Tenho um amigo que quando se lhe entra recomendar qualquer coisa fá-lo entusiástica e insistentemente. O meu amigo vive actualmente para a série Breaking Bed e iniciou para comigo uma forte campanha de promoção da série, intervalando sistematicamente as nossas profícuas conversas com esse tema. A sua falta de noção é tanta que depois de lhe desabafar quase em choro um desaire amoroso “e eu sou muito complicada, mas ele também é, como poderei resolver as minhas questões mesquinhas, esta angústia não me larga, que tormento, a dor não me deixa dormir, estou quase a passar para o lado de lá” recebi de volta “olha, deixa-me só perguntar uma coisa: já começaste a ver o Breaking Bad?”

Esta situação foi atingindo limites pouco razoáveis, a inbox foi-se enchendo com e-mails cujo subject é “links para download de Breaking Bad” até que fui confrontada com ameaças muito adultas que atingiram o “não volto a falar contigo enquanto não vires pelo menos um episódio do Breaking Bad".

Um dia destes, algo moída por ter uma amizade tão compreenssiva, cedi a googlar a primeira temporada. Vi um episódio, achei nojento. Vi outro e perguntei-me porque raio ele gostava assim taaanto daquilo. Vi outro ao mesmo tempo que convenci uma amiga a ver comigo pois era um bocado incompreensível que fosse tão espectacular. Pus em causa o meu refinado gosto e cheguei a equacionar possíveis limitações que não me deixassem ver qualquer coisa menos óbvia. Mas a verdade é que quando chegamos ao fim da primeira temporada estávamos já muito curiosas e surpreendidas por nos termos envolvido tanto. Telefonei ao meu amigo:

- O dia que tanto aguardavas chegou. Estou agradecia por me teres chateado.
- Ãhn?
- Estou a adorar Walking Dead!
- Não estou a perceber.
- Então não me andaste a foder a cabeça para ver o Walking Dead? Estou a dizer-te que gosto muito!
- (silêncio)
- estás a ouvir?
- (suspiro) Quando vires o Breaking Bad liga-me. bip bip bip bip

2011 foi o ano em que entendi o que é a velhice.

sexta-feira, dezembro 23

passatempo tangle teezer! - and the winner is...

Carolina G.

A concorrente alcançou a vitória com esta mimosa participação:

"Eu preciso da Tangle Teezer porque

Com este ninho de ratos
Não consigo, não posso mais!
Esta gadelha parece trapos
Todos os dias é só AIS!

Adoro o cabelo comprido
E gosto de cuidar do meu
Mas assim eu não consigo
Estou prestes a mandá-lo para o céu!

Com uma tesoura comprida
Esta trunfa eu vou cortar!
Dai-me um sinal na vida
Para o cabelo eu não rapar!

Passei no Oh My Dog,
E houve uma luz que se deu!
Ai que lindo é este Blog
Chegou o sinal do céu!

Uma Tangle Teezer eu vi
Tão fofinha que ela é!
Nunca mais me esqueci!
Até pôs o meu humor de pé!

Eu vou ter de conseguir
Ficar com uma Tangle 'pra mim
Ó Lady, por favor manda-a vir!
E a minha peruca será salva assim!"

Obrigada a todos os participantes e simpatizantes deste evento.
Um bem-haja.

ps- Carolina, amanda-me a tua morada.

quinta-feira, dezembro 22

aloha

estou viva mas ando muito nervosa com a quantidade de estafermos aos balcões dos embrulhos sem brio nenhum.
é com muita inquietação que me vejo obrigada a morder as mãos, ansiosa por ajudar a dobrar o papel ou a esticar fita cola.

tenho optado por beber extracto de camomila (cinco saquetas de chá em vez de uma) e sonhar em passar o ano numa pequena casinha com lareira e tv cabo para ver a casa dos segredos. Se alguém tiver qualquer coisa a declarar nesta matéria - informações, preços, votos de boa-sorte - eu fico um chuchu de tão agradecida.

sábado, dezembro 3

passatempo tangle teezer!

E agora, um post de gaja:

Apesar de ser uma pessoa optimista até ao ridículo, há coisas em que me custa a acreditar como o benefício do leite nos kinder bueno. Ultimamente andava bastante atenta ao milagre Tangle Teezer que pululava pela net e revistas da especialidade, a que fui especialmente sensível pois possuo apenas cerca de quarenta e três fios de cabelo que me calharam ser muito finos, quebradiços e baços. Agora que têm na vossa cabeça essa minha imagem de monstrinho com uma massa capilar rarefeita, estou significativamente mais confortável. Prossigamos.

Escovar o cabelo sempre foi uma tortura, não só devido à dores fininhas do desemaranhar da espécie de rasta única com que fico depois do banho mas sobretudo porque a escova ficava sempre com uma percentagem significativa dos meus preciosos fios. Por isso só escovava os cabelos no meu aniversário, usando no resto do ano um pente com quatro dentes. O que também não é solução.

Então, com algum cepticismo lá enfiei aquilo que não passa de um objecto de plástico no cabelo e dei logo três pulinhos histéricos (como só qualquer gaja feliz sabe fazer). Garanto-vos que isto vai melhorar a vossa rotina beauté. A escova desliza como manteiga em dias de canícula, separa tudinho e não dói nada. Ou seja, cumpre o que promete.
a própria da Tangle Teezer  


eu a pentear-me em frente ao computador

Como sou amiga e é Natal, tenho para vos oferecer um magnifico exemplar. A vencedora terá de:
- residir em Portugal
- ser obrigatoriamente fã da página do facebook da Tangle Teezer
- completar a melhor frase iniciada por “Eu preciso da Tangle Teezer porque...” até ao dia 18 de Dezembro, para o ladyohmydog@gmail.com

1, 2, 3!

orar

deus, ajuda-me a ter uma embalagem de muesli sem lhe catar a banana seca e as avelãs.
amén.

quarta-feira, novembro 23

passatempo conte connosco

Caros amigos e amigas da internet,

Estamos no Natal e a melhor prenda que me podem ofertar é o vosso voto no texto a concurso no Conte Connosco. Atenção que isto pode trazer-vos regalias, pois ao votar também se candidatam a sorteios diversos. Está tudo bem explicado aqui nesta página.

Ajudem a vossa pequenina. Podem inclusivé votar todos os dias.

a imagem do desespero

Estas Zara em 38. Alguém sabe onde encontro um exemplar? Pleeease!

sábado, novembro 19

ipsis verbis

a RTP acautela que "Tony Carreira vai cantar, pela primeira vez, um tema Gospel".
Aguardamos expectantes as primeiras imagens.

sábado, novembro 12

quarta-feira, novembro 9

terça-feira, novembro 1

shuac

rapaz giro que corres na Lapa, obrigada por teres reanimado imensas coisas no meu organismo. o inverno ainda mal começou e tenho tantas tardes de domingo por preencher. diz-me como te poderei retribuir.

terça-feira, outubro 25

1997-2011


Quando tinha quinze anos o meu pai prometeu-me que te teríamos. Estava a chover, era sábado à tarde, aborrecias uma cadela enorme com o pêlo manchado a mercúrio. Quando te peguei não acreditava que pudesse ser mesmo verdade levar-te para casa. Dei-te o primeiro banho, já agora desculpa-me isso e todas as vezes que ignorei os teus olhos fechados a sofrer a passagem do secador. Metia sempre no mais baixinho e dizia-te tem lá calma que isto é um instante, vais ficar tãaaao cheiroso meu babyyyy e a tua estóica paciência resolvia tudo. Eu fiquei histérica contigo. Eu não dormia bem. Eu passei a acordar muito mais cedo só para te ver e confirmar que ainda estavas ali. Eras feito de pregas gordas, um buda peludo com fuças achatadas, o cão mais lindo dos mais lindos. Ficaste enorme em três tempos. Tentaste passar num dos intervalos do portão, como seria normal, mas já não deu. Caíste pelo menos trinta e seis vezes quando começaste a correr. Choraste como um maricas com medo dos gatos. Roubaste um frango assado de um almoço de domingo. Essas patas tremiam quando pressentias a possibilidade de comeres mousse de chocolate. Levar-te a passear significava estalar os ombros, alongar as vertebras, andar aos esticões para paródia da vizinhança. Quando saí de casa ignorei as saudades. Quando voltava de mês a mês, os reencontros eram identicamente reproduzidos: eu fazia de conta que me escondia quando tu já me vias. Fazíamo-nos de parvos. Deitavas-te no chão, o focinho entre as patas, o teu grande corpo imóvel excepto o meio metro de cauda a levantar o pó, intermitente e caótico, a saudar-me cheio de amor, no hard feelings pela minha ausência. Tu achavas que a minha mãe era a tua mãe. Quando partiste a perna o meu irmão perguntou-me Ele também é nosso irmão, não é? Ficámos todos adultos a perceber que envelhecias mais depressa. Tivemos uma fase em que consultávamos obsessivamente a tabela de equivalências de idades. Quando fizeste dez anos eras um cinquentão. Expliquei-te a andropausa mas só querias saber do disco. O disco! Um brinde que saiu num pacote de bolachas - uma Oreo Gigante para lançar - e o teu brinquedo favorito. Também gostaste do Hot Dog que chiava, os ossos de borracha e as bolas, mas o Disco é que era mesmo bom. Ai de quem o apanhasse primeiro. Uma vez lancei-o e fiquei a rir com o teu arranque desengonçado. Esqueci-me que estava no teu circuito de corrida (150 km/h quando te atacava a alegria de apanhares um objecto atirado). Tive sorte não ter ficado entrevadinha. Era tão difícil tirar-te fotografias. A única que não está tremida pendurei na parede da sala, a única moldura que tive paciência de afixar, como um prémio de consolação. Nunca me vou esquecer que comeste uma pequena bola de algodão com betadine, para não te chateares comigo. Vai ser tão difícil chegar a casa sem ti.

sexta-feira, outubro 14

agora muita atenção à minha qualidade de vida

To-do list do fim-de-semana:

- receber o senhor dos pequenos arranjos domésticos (armários da cozinha/ maçaneta da porta/ torneira que pinga);
- receber os senhores do continente;
- receber o senhor do gás;
- resistir a chamar o senhor da pizza
- comer uma salada e reflectir sobre os meus 58kg
- torcer para que a Fanny perca a cabeça de uma vez por todas
- fantasiar com o meu futuro brilhante

paulinho


eu sou tão nova e gira e tu és o que és... porque é que fui sonhar contigo daquela maneira? 
aposto que nem Freud explica esta cabeça doente.

domingo, outubro 2

you've got mail

Boa noite Deus,

Como vais? Espero que esteja tudo bem por aí, relva viçosa como se quer e os coelhos de boa saúde. Por cá, já sabes como é. A vidinha está esquisita que é uma coisa séria.

Bom, duas coisas:

Primeiro, obrigada pelo sofá (embora o esteja a pagar em seis pesadas prestações), é tudo o que se pretendia. Isto e as cortinas fazem de mim, finalmente, uma jovem adulta que parece ter uma vida promissora. Quem aqui entrar verá de rajada a minha sofisticação e poder de compra – coisas que tenho vindo a valorizar com a idade e a leitura de revistas femininas.

E agora aquilo que tu sabes, não é? O que mais me custa são as manhãs. Acordo e apesar das rotinas dos vizinhos, o trânsito a empeçar, os horários do eléctrico, nada parece igual. Assim que abro os olhos está tudo por inventariar, o que me dá o trabalho de refazer as últimas semanas em segundos, orientar-me e prosseguir com a vida a ver se chego a horas ao trabalho.

Deves achar que não devo nada à Inteligência, mas devo, mas devo. Tanto que já entendi tudo em pouco tempo. Deves também pensar que sou daquelas pessoas que vai à Índia para pensar e só depois lhes chegam as epifanias todas. Estais enganado meu amigo. A esta que te escreve acontecem-lhe abre olhos até a dormir, ou sobretudo a dormir, tajaver?

Sossega e não batas mais na ceguinha.
A tua pacificada,
Lady

quinta-feira, setembro 15

copycat

pegando neste lindo exercício  que descobri nas macacas, segue um excerto de três minutos da minha cabeça por estes dias:

1. tenho tantas coisas para fazer.
2. preciso de comprar um creme de mãos.
3. será que cheiro mal?
4. está frio mas às vezes está calor.
5. não me posso esquecer de responder ao e-mail do outro.
6. tenho de fazer uma encomenda.
7. tenho de pagar a conta da electricidade.
8. está frio ou vento ou sei lá o que é que está.
9. não tomei a vitamina c de manhã.
10. já bebi água hoje?
11. tenho tantas coisas para fazer.
12. porque é que aquele fdp não me diz nada?
13. estou certa.
14. estou errada.
15. não, a sério, estou mesmo no caminho certo.
16. oh não! Ah, já fiz já. Uff. Esquece.
17. está tudo um caos.
18. está tudo um caos em casa.
19. o meu armário está um caos.
20. sou tão desorganizada.
21. tenho de ser melhor.
22. será que a T. se está a dar bem por lá?
23. estou farta de Portugal.
24. tenho de jogar o euromilhões.
25. um dia vou ser tão mais feliz.
26. tenho de beber mais água.
27. logo vou correr.
28. vou comprar um creme.
29. tenho fome mas não sei do quê.
30. não tenho fome nenhuma.
31. devia limpar a mala. a carteira. a mala. as duas.
32. como é que eu arranjo um livre passe para o queer?
33. vou tentar sair a horas.
34. tenho tantas coisas para fazer.
35. logo telefono ao D.
36. tenho de ser forte.
37. porque é que aquele fdp não me diz nada?
38. tenho sono.
39. será que devia aprender espanhol?
40. e se fizesse um workshop de fotografia?
41. meu deus, que calças tão feias.
42. qual será a minha vocação?
43. tenho de pelo menos aspirar a sala.
44. vou mesmo tentar sair a horas.
45. ó pá tenho frio.
46. ladrões, devia mudar o tarifário.
47. e se agora acontecesse um sismo?
48. coitada, ela não deve foder.
49. oh meu deus eu também não.
50. tenho de lavar ao menos a loiça.
51. este cabelo já teve dias melhores.
52. ando a perder cabelo.
53. espero não ter um cancro.
54. será que a J. é feliz? parece.
55. tenho saudades da N.
 56. preciso de café.
57. odeio yoga pelo amor de deus.
58. tenho de ir ao supermercado.
59. tenho tantas coisas para fazer.
60. será que sou má pessoa?

domingo, setembro 11

patine

há uns anos foi a mesma coisa e olha eu aqui. nem é a primeira vez que tenho a tendência de me maravilhar perante o horror. depressa as possibilidades são todas. volto a suspirar pelos cantos só porque sim, é uma paixoneta com os meus cotovelos para reviver, a miragem de um dia é que vai ser, aqueles futuros abraços, livros de bolso, congressos como um regresso às aulas, filmes que deixei a meio quando adormeci, revistas da especialidade e revistas cor-de-rosa, imensos drinques de três ou mais ingredientes, hotéis com uma vista espectacular, lembrar-me da geometria dos círculos. nem tudo está perdido e mais é domingo. 

quinta-feira, setembro 8

e agora retomamos a tragédia

tenho o coração despedaçado e é provável que nunca mais me venha a recompor.
não volto a acreditar no amor.

 

quarta-feira, setembro 7

estou a precisar de gozar comigo, só um bocadinho


Sank you very much disse-me num inglês marroquino muito suspeito para os dias que correm. Et voilá, cigarros acomodados no fundo da mala. Três cafés com gelo depois e era uma mulher diferente. Abria os olhos de outra maneira, se calhar as pálpebras inchadas do calor. Todas as cores super pastel. No fim do dia a certeza de uma televisão mal sintonizada à minha espera, nem um canal no sitio certo o que é mais ou menos uma comunhão tecnológica. Posto isto, nada melhor que ouvir a música errada à hora igualmente errada ie. qualquer uma pop sensacionalista com um refrão empolgante e doloroso. Para não destoar com uma barata a estrebuchar já de costas no chão. Olá pessoas com vidas perfeitas, como é que vocês fazem? Onde estão as senhas? Essas carteiras organizadas sem papelinhos amachucados, comemorar aniversários, gadjets com capinhas cor-de-rosa, room service, tarifários duo, agendas google sincronizadas, amor a pingar das pestanas, tantos bons amigos que escolher o número de emergência é um pincel e mais uma infinidade de coisas impossíveis de me lembrar agora que estou como estou. Não é que precise mesmo. Era só por curiosidade.

quarta-feira, agosto 31

deixem-me voltar devagarzinho para não doer

as férias foram extremamente nhié. estive bronzeada ao nível das melhores golden goddesses internacionais durante quatro dias. depois, a julgar pela transição cromática, desenvolvi icterícia. estou mais gorda (quero todas as hipóteses para solucionar isto JÁ). digo "mais" uma vez que "gorda" já era um estado adquirido. 

nota-se que passei por duros golpes emocionais, não nota? pfffffff. está difícil. 

sexta-feira, agosto 5

caros leitores e simpatizantes, uma pequena nota:

quando quiserdes contribuir para o álbum "ah se eu pudesse ter um cão" da página do facebook, essa partilha será por demais bem-vinda pela minha pessoa. pedia somente que o fizessem utilizando o seguinte endereço de e-mail - ladyohmydog@gmail.com

é só para organizar melhor a minha vida. e colocar as fotos no devido lugar. 

e entretanto estou de férias o que é ESPEEE TA CULAR (perdõem-me o histerismo mas isto não acontecia há quatorze meses)

quinta-feira, julho 21

como contribuir para a indústria dos psicofármacos

- Boa tarde, estou a falar com a Dra. xxxxx?
- Doutora não...
- a-a-a-a.... desculpe... julguei que... qual será o título correcto?
- Princesa.
- Desculpe?
- Pode tratar-me apenas pelo nome.

quarta-feira, julho 20

pro bono

o meu q.i. é elevadíssimo mas há qualquer coisa na linguagem jurídica que me deixa o olhar baço e escorre-se-me logo um fiozinho de saliva...

preciso de um(a) advogado(a). prometo que a história é entediante.

terça-feira, julho 19

caros jornalistas,

eu cá não sou de intrigas mas isto agora mete-se as férias, logo a seguir fogachos da reentré, depois as castanhas e água-pé, finais de outubro músicas de natal nos supermercados e já é 2012.

era para lá de espectacular alguém esclarecer o que se está e vai passar em Guimarães para eu poder decidir se vale a pena retomar o contacto com uma prima minha (tenho horror às taxas inflacionadas dos hotéis).

além disso, ando a desconfiar que podem estar a fazer uso do dinheiro dos contribuintes (eu contribuo imenso) e se é assim achava melhor apurar-se quanto é que já gastaram e se precisam de mais alguma coisinha, quanto é?

quem devia ter vergonha na cara não se vai por agora com estas coisas de elucidar, maneiras que, se os senhores jornalistas pusessem agora um bocadinho de parte as notícias sobre o vento e a probabilidade do mesmo estragar um dia de praia, eu alegrar-me-ia. 

sexta-feira, julho 15

Neura gigante. Ninguém – repito – ninguém! quer saber de mim. O que faz de mim uma pessoa francamente infeliz. Para alem disso, hoje Arcade Fire in da town e eu nem vê-los. Nem bilhete, nem companhia, naaaada.

Avizinha-se um fim-de-semana horrível e solitário. Continuo sem nunca ter recebido flores na vida. Não consigo aumentar a minha massa muscular. Entre outras coisas muito péssimas. 

terça-feira, julho 12

domingo, julho 10

depoimento n.º 1 - tânia

O meu maior sonho na altura era organizar uma festa branca à séria e foi por isso que comecei a trabalhar com o Leonardo. Por outro lado, percebi rapidamente que o maior sonho do Leonardo era constituir família e foi por isso que me empregou.
Trabalhávamos num pequeno escritório ali para os lados de Benfica – não me ficava a caminho, mas a única chatice era que aquilo já tinha sido a sede de várias micro empresas e eu quando ia abrir o correio apanhava sempre com uma carrada de correspondência que nada tinha a ver connosco. Nos primeiros tempos ainda me dava ao trabalho de contactar os CTT para fazerem chegar as cartas às devidas moradas mas depois caguei. Ia tudo para o lixo e até hoje nunca ninguém se acusou, e mesmo que se acusem, não tenho nada a ver com isso. Para todos os efeitos eu tentei. E tentei a sério, posso dizer que mais do que duas semanas. Dei o meu melhor atendendo às milhentas tarefas que tinha de cumprir, como acompanhar o Leonardo para todo o lado – reuniões, almoços, feiras ligadas à nossa área de negócio e todo o género de eventos que organizávamos.

No verão era a loucura. Tínhamos imensas bandas musicais e artistas agenciados e muitos pedidos para dar andamento, tipo, desde festas populares a coisas muito mais sérias como festas de aniversário de grandes empresas. Mas o nosso grande orgulho e de facto, o ponto alto da nossa carreira, foi ter organizado o Fest Mix 2005, com um cartaz de sonho – Quinta do Bill, Paulo Gonzo, Santamaria e Susana Félix.

Infelizmente, foi depois desse evento que tudo começou a ruir. O Leonardo veio com umas conversas de que um dos técnicos de som andava a abusar das confianças em relação a mim, e que eu também não me portava como deve de ser. Enfim. Não era bem assim. O que aconteceu na verdade foi que eu um dia trazia vestido um top com um tecido um bocado elástico meio lycra, estava a ajudar o Quim a desembrulhar uns cabos e estava uma noite super ventosa. 
Acho que todas as mulheres sabem o que acontece a nível físico quando se tem frio. 
Foi nesse sentido que o Quim me perguntou “estás com frio?” e apontou para o meu peito e, por azar, tocou-me sem querer e, por mais azar ainda, o Leonardo apareceu nesse preciso momento.

Quando acabamos os trabalhos desse memorável festival, e depois de imensas discussões, o Leonardo tomou três decisões de enfiada: pedir-me em casamento, encerrar a produtora e criar comigo uma empresa novinha em folha para recomeçar do zero: a Docilsac
Parece que ainda o estou a ouvir:
Basicamente vamos criar morangos e fazer compotas gourmet. Acredita em mim. É o negocio do futuro. – foram as palavras que o Leonardo usou para me convencer.

Apesar de não estar lá muito crente, lá mudei a minha vida toda por ele e por muitas razões. 
Primeiro, partilhava casa com uma amiga super porca, tinha de limpar a casa sozinha todas as semanas, aquilo que eu ganhava só dava para as despesas mínimas. Depois, eu sempre me imaginei a casar como deve de ser e nunca ninguém me tinha dado essa garantia. O Leonardo, de repente, era o candidato ideal – super estiloso, com a contabilidade organizada e muita vontade de se assumir como meu marido. 
Isto foi há quatro anos atrás... eu fiz trinta em Fevereiro...veja lá, tinha vinte e seis aninhos, era uma criança.
O meu casamento foi um dia impecável. Posso dizer que adorei tudo: o vestido, a comida, a banda que animou a noite, o momento pirotécnico em sincronia com alguns temas dos Vangelis. Confesso que me emocionei. Fomos mesmo felizes nesse dia.
Pronto.
Comprámos uma casa espectacular em Almeirim, no meio de uma quinta onde cultivávamos os morangos. E tudo corria mais ou menos bem tirando os dias em que ele andava mais stressado e tínhamos discussões que nem sempre acabavam bem para o meu lado. Ciumeiras dele e não sei quê. Mas não era nada do outro mundo, a vida levava-se.

Entretanto, passados mais ou menos dois anos, dois anos e dois meses...minto! Dois anos e um mês assim é que é, o Leonardo teve a infelicidade de sofrer um acidente com um tractor. O Manuel (um dos melhores técnicos agrícolas da nossa equipa na altura) estava a fazer uma manobra com o veículo e o Leonardo posicionou-se estupidamente mal e aconteceu o que aconteceu – ficou sem as duas pernas e aproveitou este acontecimento para despedir o Manuel, que, como ficou provado não teve culpa nenhuma!

Eu fiquei de rastos e sempre apoiei o meu marido como toda a gente sabe, só que a situação passado uns tempos tornou-se insustentável até porque depois eu e o Manuel fomo-nos aproximando. O Manuel estava quase a ficar com uma grande depressão com tudo isto! Emagreceu sete quilos num mês, isolou-se, já não suportava viver. Dava dó. Na verdade sempre fomos mesmo muito próximos e depois do acidente não quis perder a sua amizade e olhe, apaixonamo-nos um pelo outro. Aconteceu. Ninguém está livre destas coisas, não é? E eu não sou diferente.

Por muito que me custasse, tinha de resolver a minha vida e foi então que pedi o divórcio. O Leonardo claro que não reagiu bem, não se esperava outra coisa. Só que daí a ter-se suicidado vai uma grande diferença. Não sei, sinceramente o que lhe tenha passado pela cabeça para além da bala. Não sei e tenho pena. Agora, se a posição da arma não coincide com a versão de suicídio? Não sei, não entendo nada dessas coisas. Mas em relação ao meu historial com o Leonardo – e que Deus o tenha, sinceramente - é tudo o que tenho a declarar.

quinta-feira, julho 7

ponto de situação

estou há uma semana sem consumir doces, álcool ou fritos. bebo todos os dias para cima de um litro de água. corro muito e durmo sete horas.

aqui deixo uma fotografia do meu organismo:


domingo, julho 3

contabilidade

hoje venho dar-vos conta de uma situação que podemos desde já adjectivar de inédita e espectacular. 
recebi na minha caixa do correio (não na caixa de correio civil, que essa, infelizmente, nasceu para me dar chatices e poupar o ambiente e o papel timbrado da edp, epal, santander, vodafone, ministério das finanças, evax - a primeira newsletter que subscrevi na vida, mesmo antes de ser menstruada, para me sentir uma cidadã mais completa).

bom, como dizia, recebi no e-mail deste lugar onde nos encontramos todos, a notificação pela qual esperei em sofrido silêncio:



fiquei muito feliz. 
quero agradecer publicamente ao saudável leitor que teve a generosidade de partilhar comigo uma fatia dos seus rendimentos, porventura por achar que eu era merecedora de tal montante (vamos colocar as hipóteses de engano ou extorsão de parte). 

é para mim uma honra poder ser agraciada desta forma, que é a que mais prefiro. para efeitos contabilísticos não lhe posso passar um recibo. mas fiz assim: capturei a imagem que comprova a doação, acrescentei-lhe uns desenhos que só eu sei fazer e que com certeza atestam a veracidade da transacção. 

aquele abraço,
lady

quarta-feira, junho 29

segunda-feira, junho 27

spread

Hoje, enquanto esperava pelo meu justo atendimento ao balcão da instituição bancária onde sou cliente, contemplava consoante me posicionava, ora toda a minha zona traseira ora todo o meu perfil direito, num pequeno ecrã. Após esse momento que não sei precisar quanto durou, decidi que vou adiar por tempo indeterminado o meu regresso àquele e quaisquer espaços que procedam à captação e gravação de imagens. Primeiro porque o meu autismo despoletado por este tipo de tecnologias destrói a minha vida - quando saí do transe o meu gestor de conta olhava-me com um sorriso entre o nojo e a ternura. E depois é inclassificável que o Homem já tenha chegado à Lua mas que, no que toca a fotogenia, nada se faça.

terça-feira, junho 21

isto agora é só disto

A Menina Limão é daquelas malucas dos blogs que uma pessoa até vai dando conversa porque isto hoje em dia nunca se sabe quando é que se precisa de uma designer e uma pessoa que não se dê com alguém do design já nem se usa.
E, além disso, nutre por mim algum carinho. E eu por ela, como está bom de ver. 
Explicadas as exactas razões que me levam a responder ao questionário que por cá também circula, é de prosseguir.

1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Para quê?

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Muitos. Assim depressa: As Ondas de Virginia Wolf.

3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Eu faço um esforço diário para me manter dentro dos limites do que é mais ou menos considerado um saneamento mental. Daí deriva, à priori, a recusa em me meter numa merda dessas. Mas, se tivesse mesmo de ser, o Livro de Pantagruel.

4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Então é o Livro de São Cipriano ao contrário, que não se pode ler, se não fica-se maluco.

5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
Madame Bovary de Gustave Flaubert – aquilo no fim fica bera.

6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Desculpa, passei a infância nos EUA.

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Molloy de Samuel Beckett – a relação de chatice é de 4 páginas por ¼ página genial, o que compensa sem qualquer dúvida.

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
A Câmpanula de Vidro de Sylvia Plath; Lolita de Vladimir Nabokov; Delta de Vénus de Anais Nin; 1984 de George Orwell; Ubu de Alfred Jarry; Trópico de Capricórnio de Henry Miller (ou de Câncer também dá, ou não sei, já não me lembro); Conhecimento do Inferno de António Lobo Antunes, Quem quer casar com a Poetisa? de Adília Lopes; Lixo de Irvine Welsh…. Chega, tenho a certeza de que já estou a ser injusta.

9. Que livro estás a ler neste momento?
A Causa das Coisas de Miguel Esteves Cardoso e O Crocodilo Que Voa (Entrevistas a Luiz Pacheco)

10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
Portanto, para tirar a limpo se isso que dizem sobre os homens é mesmo verdade, a escolha é esta:

Este é novo e recomenda-se
o bom e clássico sacana
este anormal aposto que não vai responder
o piston
o astro boy
o nuno
o ruca
o tolan
o mak, o mau
o pedro vieira

sexta-feira, junho 10

senhoras e senhores, apresento-vos o post mais idiota do verão (desta vez a responsabilidade não é só minha!)

Ando ausente. Não tenham pena porque, embora muita gente desconheça, eu sou a rainha da cocada preta e a vida por aqui está a ficar fabulosa, tanto é que já nem consigo deprimir-me como deve ser (poucos mas maus entenderão o que é deprimir-se como deve ser uma vez que infelizmente temos um mundo de ranhosos com melancolias betas)

Vamos mas é ao inquérito, que graças à boa vontade dos leitores identificados, resultou no seguinte:

Joana: No acto de comer a melancia em público, como procede com a pevide?

Naturalmente é uma dúvida que apoquenta qualquer coração pouco descansado. Como sabe há muitas Teorias da Pevide mas o importante é escolher a que está em maior acordo com a pessoa que é, respeitando o seu conforto. Eu, quando confrontada com uma fatia de melancia, escolho engolir as pevides resultantes de uma das metades. As restantes tornam-se instrumentos de prazer pessoal/ lúdico. A título de exemplo, não se esqueça que pode colocar 10 a 15 pevides entre as gengivas e o lábio superior, falsificando um abscesso que o ilibará de conversações pouco interessantes em contexto social.

Maria Papoila: Já agora, e com as espinhas? 

Bom, as espinhas são todo um outro material. Pessoalmente trago sempre um Tupperware comigo, onde guardo TODAS as espinhas (grandes, pequenas, finas, grossas, tortas, etc.). O peixe é uma das bases da minha alimentação, por isso pode imaginar a quantidade de espinhas que recolho. Deixo semanalmente um saco de 50l, à porta do atelier da Joana Vasconcelos com o post-it do costume “Joana, isto não é para comer. Como te disse já no ano passado, sugiro que faças um tampão gigante para que todas possamos reflectir sobre a má qualidade de algumas marcas produtoras de tampões."

Susana: Qd uma pessoa quando vai à água, na praia, e fica co ranho a pendurar e tem de fungar muito, em não tendo lenços de papel e querendo flirtar co gajo da toalha do lado, como é que deve proceder.

Susana, desde já deixa-me abraçar-te para sentires o quanto te compreendo (abraço). Levei muito tempo a desenvolver uma técnica que me livrasse desse tipo de imbróglio. Quando, ainda na água, mas já com o pensamento na toalha, mesmo prestes a sair portanto e contemplando um momento a sós com o mar, peço ajuda às sereias, murmurando a seguinte oração “Sereia, sereia, leva o meu muco nasal para lá do teu quintal”. Posto isto, enche-se-me uma coragem, mergulho o rosto a três quartos e assoo-me tal e qual como se tivesse um lenço de papel, deixando todo o meu ranho no oceano, certa de que as sereias procedam à devida higiene marítima. Imediatamente depois, ainda com o rosto semi mergulhado, fixo o olhar no gajo da toalha ao lado e subo lentamente como se estivesse a renascer das águas, sensual e molhada.

Susana: em estando numa ilha deserta no mundo deserto sem mais ng pra procriar (incluem-se vegetais, frutos, bactérias e td a coisa propensa à indução do prazer sexual) e tivesses mesmo meeeesmo de fazer sexo com aquela pessoa, (pq tinhas mesmo, não vale morrer primeiro) quem escolhias: 

A Débora de Cristal (pre-op) ou a Gisela do Masterplan (onde andas Gisela??!)?

Desculpa não ter incluído nenhum homem mas a Gisela fará as vezes.

Não vou estar com rodeios, até porque eu não sou assim e quem me conhece sabe que sou uma pessoa muito directa. Deus me livre de algum dia vir a ser como aquele tipo de pessoas que enrola o discurso todo e que depois às tantas já nem se percebe muito bem o que está a dizer ou a responder – atenção - há muito a discorrer sobre este tipo de pessoas, que por assim dizer, fogem com o rabo à seringa, muitas ilações possíveis e perguntas: fogem de si próprias ou da questão em cima da mesa? Querem armar-se ao pingarelho ou não sabem efectivamente o que dizer? Teríamos de reservar um dia para falar sobre isto. A minha resposta é, com certeza e sem dúvida nenhuma a Gisela, porque sendo heterosexual, escolheria o elemento mais masculino. Embora o boundage no seu segmento mais abusivo não seja totalmente a minha praia.

Psycoo de la Cole: Porque é que no Verão as pessoas são mais propensas ao engate?
É devido a uma bactéria que anda no ar, nos meses quentes, aquilo entra-se pelas vias respiratórias de uma pessoa, que até baralha os pensamentos dos indivíduos mais decentes, levando-os a pensar alternadamente em álcool e sexo. Eu nunca preferi o Inverno, mas não é por causa disto!

a.i.:
1) se você fosse um molho para salada, qual seria? 
- Iogurte.
2) se você fosse um legume de dieta, qual seria? 
- Não respondo por não possuir os elementos necessários à clarificação da expressão “legume de dieta”
3) se você fosse uma marca de cremes anti-celulite, qual seria? - 
Vamos lá ver uma coisa – os cremes anti-celulite são a maior falácia que as mulheres puseram na cabeça. Eu felizmente pertenço ao grupo inteligente e proponho à a.i. juntar-se a nós.
4) se você fosse um chapéu de sol, de que cor seria? Desenvolva sobre a cor escolhida e a sua relação com a sua personalidade.
 Se eu fosse um chapéu de sol seria de uma cor escura para não ficar logo todo sujo, pois os chapéus são daquelas coisas que não podem ir à máquina. Relacionando isto com a minha personalidade – esperteza.
5) Se você fosse um livro light comprado no aeroporto, qual seria? Não se aplica.
6) Se você fosse um gelado, qual seria? – Manga-Côco do Santini (para quem é lento em mensagens subliminares, exótica e gostosa, tsá?)

a.i. - ah, e porque é que as consultoras de moda são sempre hiper magras mas depois a cara é sempre feia ou pelo menos parece feia debaixo de uma pele horrível? Exemplo: (brrrr) Rachel Zoe

Isso é porque não se pode ter tudo na vida. Ou tu achas que alguém em constante party-mode e cheio de papel está sempre a dar na coca e a beber cocktails? É claro que não!

Caramelo: Se voce fosse um blog, qual seria? Ó pá, Caramelo... Por favor, estou concentradíssima e tu com estas conversas.

Carmelo: porque é que as revistas para homens são todas uma granda merda? 
Isso é porque os homens em geral são uma grande – estou a brincar! Têm de se juntar todos e fazer uma coisa como deve ser. Pelo menos é o que as mulheres fazem e não resulta.

domingo, junho 5

nos comentários podem colocar todas as questões que queiram ver respondidas no inquérito de verão 2011



Quando eu nasci a minha mãe não tinha leite
Fui criado como um bezerro rejeitado
Mamei em vacas em tudo que tinha peito
E cresci assim deste jeito
Fiquei mal habituado

Hoje sou homem e arranjei uma cabritinha
E passo o dia a mamar
Nos peitinhos da Fofinha

Eu gosto de mamar
Nos peitos da Cabritinha

Eu gosto de mamar
Nos peitos da cabritinha

Eu gosto de mamar
Nos peitos da cabritinha

Mamo a hora que eu quero porque a cabrita é minha.

Eu gosto de mamar
nos peitos da cabritinha
Eu gosto de mamar
nos peitos da cabritinha
Eu gosto de mamar
Só nos peitos da cabritinha
Mamo a hora que eu quero porque a cabrita é minha

A cabritinha gosta de boa comida, boa cama e boa vida
Adora luxo e bem-estar

Ela adivinha a hora que chego a casa
E vai logo preparar
Os peitinhos para eu mamar

Eu gosto de mamar
Nos peitos da cabritinha
Eu gosto de mamar
Nos peitos da cabritinha
Eu gosto de mamar
Nos peitos da cabritinha

Mamo a hora que eu quero porque a cabrita é minha

(Repete)

segunda-feira, maio 23

e também preciso de uma massagem

Considero ligeiramente triste ser uma pessoa naïf. Iniciei a minha vida em 1983 - desde então as trapalhadas não foram poucas, pelo que me é dado a entender, estão para continuar, por isso é fazer as contas, somar as histórias, multiplicar os intervenientes e chegar ao resultado. Nada mais, nada menos que uma confusão do caralho. Continuo a achar que o crime não compensa, que às direitas é que é, a justiça tarda mas não falha e montes de outras coisas que fariam qualquer escuteiro querer ser meu amigo e até partilhar comigo um bollycao depois de executarmos um nó de catau.
Mas também estou tão desencantada que era capaz de dar uma nota de cinquenta a um gajo de Chelas que queira apertar alguém. É essa a minha natureza. Mas reparem como estou aqui firme no propósito de ser boa pessoa. Como só estou a pecar em pensamento. Assim é que é. Não é? É. Não é? É. Não é? É. Isto é uma luta interior para sempre. A não ser que queira meter nos corninhos, de uma vez por todas, que há pessoas mesmo – mesmo! – genuinamente más. E quanto a isso nada a fazer.

quinta-feira, maio 19

coisas que podem acontecer às 7h30 da manhã, quando se corre 5km depois de 3 semanas de pausa, com o sistema respiratório obstruído derivado à constipação e/ou alergias

ver este senhor, exactamente assim. a única diferença é que estava vestido a preceito para um funeral.
acho engraçado porque o meu cérebro não me costuma brindar com estas, digamos, brincadeiras, logo pela fresquinha. pronto, está decidido: vou deixar as drogas.

terça-feira, maio 17

iiac

Não suporto gente. Que escreve assim. Só porque acha. Que fica. Mais poético. Ou profundo. Ou. Sei. Lá.

segunda-feira, maio 16

cada vez mais feliz! mudar é bom.
e ainda por cima, também aguardo o reembolso do irs.

ps - as pessoas que apostaram na hipótese de emigrar erraram. e era logo para o Brasil! quem me dera, ia já amanhã.

quarta-feira, maio 11

o calor sempre me deu para isto

é verdade isso que dizem de eu andar um bocado nervosa. mas é só porque a minha vida pode mudar esta semana. e isso, parecendo que não, sempre implica alguma logística. e jogo de cintura. se calhar mais algumas coisas. ahh não fazem ideia do que estou a falar?

já diz uma conhecida grife esportiva (estou a escrever assim porque, de acordo com a generalidade da nossa imprensa nacional, expressões brasileiras é que estão a dar)

impossible is nothing:

- herdei qualquer coisa que se veja e vou viver dos rendimentos
- estou grávida
- estou à espera das análises que confirmam se afinal padeço ou não de um cancro
- vou mudar de trabalho
- vou-me casar com um desempregado de longa duração e alcoólico. e anão.
- vou finalmente fazer uma rinoplastia
- aguardo o reembolso do irs
- vou emigrar para outro continente
...
(work in progress)

quinta-feira, maio 5

um post com seis links. já estou cansada para o resto do dia.

Se se recordam, andava à procura do melhor rímel do mundo. Depois de avaliadas muitas hipóteses e de correr os fóruns do costume (este ou este), o meu objectivo foi-se tornando cada vez mais claro – queria pestanas de drag queen mas sem a parte da transferência do produto para as pálpebras inferiores e semi-circunferência abaixo do olho. Como devem imaginar, sou uma pessoa lindíssima, mas infelizmente tenho papos e pele gordorosa. Também sou sensível e qualquer coisa me faz chorar ou rir. E durante um dia de trabalho, esfrego os olhos de quinze a vinte vezes, como se esse hábito me revigorasse a vontade de fazer qualquer coisa útil.

Já tinha lido no Dia de Beauté que existe uma cena que é a tecnologia tubo – uma coisa qualquer que puseram na fórmula que torna o rímel invencível a tudo. Basicamente, em vez de pintar as pestanas, cria uma espécie de micro invólucro de borracha em cada uma delas. Isto é assustador, mas garanto-vos que sai tudo com água quente, não sendo por isso necessário cortar as pestanas pela raiz.

Queria ter comprado o pioneiro desta inovação – da Blinc – mas acho que não se vende em território português. Maneiras que adquiri este da Clinique (mais ou menos vinte euros) e reúno todas as condições para dizer que é espectacular. Estou muito feliz. I like to be a woman. Thank you very much por me terem lido neste pequeno momento de cinco minutos que roubei à vossa vida e porventura entidade empregadora.

(este é um post isento de manobras publicitárias. e já que estamos a falar disto a Maria Rita também tem umas coisinhas a dizer)

terça-feira, abril 26

sos

Tendo em conta que tenho cerca de oito pestanas loiras em cada olho (The horror! The horror!) e também dois enormes papos onde se alojam borrões de má cosmética que me concedem aquele certo ar de Mário Soares meets Panda, preciso mesmo de saber de uma vez por todas qual o melhor rímel de sempre.

Ajudem-me pelo amor de deus.
não aguento mais viver desta maneira.

segunda-feira, abril 25

olho para

algumas relações como se fossem anúncios aos pensos higiénicos: a coisa parece muito mais divertida do que realmente é.

segunda-feira, abril 18

não insistam

eu não vos posso contar como é que foi o meu fim-de-semana que um dia destes a minha mãe ainda descobre este blogue e depois tínhamos conversa até à minha menopausa.

glossário:

menopausa - altura da vida em que as mulheres ficam muito fora e a que, vistas bem as coisas (ex. comportamentos de fins-de-semana, estimo não chegar.

quarta-feira, abril 13

domingo, abril 10

'tou chei daoubir

A minha tia sempre deu de comer aos gatos da rua mas agora decidiu adoptar uma sortuda para viver dentro de casa. 
Por mim está baptizada. Natacha Kampusch.

resolução de conflitos - lição n.º 1

Estava na fila de um conhecido supermercado que gosta de centrar o seu marketing em músicas parolas, a preparar-me para colocar os meus artigos no tapete, quando se aproxima um indivíduo a achar-se claramente o maior – e com razão, tendo em conta a medição do seu perímetro lombar. Nem com licença nem dê-me um jeitinho - aquela cabeça gulosa estava de tal forma focada em alcançar os sugus que não percebia ou fingia não perceber que existia um obstáculo a ser contornado e não esborrachado pela sua extensíssima camada adiposa. 
Caso ainda não tenham entendido, eu fui esse objecto no intervalo Bimbo Gordo – Sugus. 
Quando se está a tentar colocar iogurtes no tapete, segurar um cestinho de compras e manter a orelha direita no menor contacto possível com um pescoço desconhecido, está-se também na iminência de sofrer um histérico ataque de nervos. E foi assim que me saiu um “ó pá, foda-se!”. 
Na verdade não fui educada com uma primorosa escala de vocábulos permitidos e não permitidos, mas o seu uso sem necessidade dava-me direito a reprimendas (do género “voltas a dizer ****-** que vais ver”).
Mas foram essas palavras mágicas que permitiram que o orangotango em hipoglicémia se afastasse, percebendo que debaixo do seu 38 copa DD existia vida. 
Semicerra os olhos e diz-me “o que é que dissestes?!!” e eu “disseste” e ele “ãhn??!” e eu “o correcto é disseste e não dissestes”.
“Ahhh ‘tá bem, é como queira” e eu a partir do momento em que deixam de me tratar por tu considero o assunto encerrado.
Uma pequena nota – homens com love handles do tamanho de ananases: os sugus não são a solução.

terça-feira, abril 5

a questão é

como é que o mundo pode confiar no bom funcionamento das centrais nucleares quando a referência nos recursos humanos é o Homer Simpson?

agora sim

alguém está verdadeiramente esgotada :|

sábado, abril 2

caras fashion bloggers,

pelo amor de deus, escolham de uma vez por todas:

ou têm blogues com fotos de gajas muito belas e magras e sensuais e sem um buraco de celulite ou prega de gordura mesmo nas posições mais incríveis;
ou têm blogues de food porn, com fotos de cupcackes e croissants com batidos de morango em segundo plano. 

da próxima vez que escolherem imagens, não se esqueçam que do outro lado do ecrã há pessoas sensíveis que nem sempre sabem gerir as suas vontades. 

sexta-feira, março 25

classificados

É um lindo e grande apartamento na zona do Marquês, habitado por duas simpáticas miúdas – uma estudante, outra trabalhadeira. Têm um espaçoso quarto disponível de Abril a Julho e o preço é um achado.

Mais informações no e-mail: ladyohmydog@gmail.com

quarta-feira, março 23

açúcar

O poliamor é dos maiores enganos que se lembraram de inventar. Aposto o meu macbook que foi um grupo de pseudo hippies com uma grande pedra e tusa, constrangimentos e uma ou outra questão à volta da fidelidade ou coisa que o valha e puff, fez-se chocapic ou poliamor, como lhe queiram chamar. Esse embrulho de restos de lãs, inútil mas muito fofinho como qualquer caminho fácil. Cheira-me a esturro o “olha filho”, (ou “olha minha jóia” ou “olha minha riqueza”) amo-te muito e tanto que podes foder com quem quiseres e eu também. E eu percebo que ames a Joana, a Raquel e o Manuel pois eu também estou caidinha pelo Igor, pela Rita e pelo Manuel (esse mesmo que estás a pensar).

Gostar apaixonadamente de uma pessoa é comer uma fatia de bolo brigadeiro muito húmido depois de um mês a dieta de Atkins – uma pessoa sabe que quer e precisa daquela fatia toda e se calhar ainda mais um bocadinho, chutar todo o açúcar daquilo e ai se voa sobre o prato um garfo ameaçador a querer beliscar, que nervos.

Poliamor é um quarto de uma garrafa de água das pedras fresquinha, às sete da manhã no Cais do Sodré depois de dançar cinco horas e beber muito álcool, a dividir por todos. Ninguém no seu perfeito juízo fica muito contente. E mesmo sem juízo nenhum, como seria provável no contexto descrito.


.
.
.
Nota-se muito que estou de dieta?

terça-feira, março 22

*schuuuac*

vá, vamos fazer todos as pazes...querem vir jantar comigo?

...sushi?

não quero nem consigo de outra maneira

continuarei a fazer piadas sobre doenças, morte, desespero, vícios, dor, miséria e outros horrores. sejam meus ou dos outros.
se levar a vida (e as suas tragédias) demasiado a sério fico maluquinha, estamos entendidos?
escusam de mandar e-mails a exigir (!) que eu retire o que disse ou que me mostre ao menos (!!) arrependida.
e para a cambada de imbecis que confunde humor com falta de sensibilidade ou solidariedade vai daqui um grande dedo do meio esticadinho.

terça-feira, março 15

cara nestlé,

podem fazer umas caixas à parte só com os de chocolate?
assim escuso de andar sempre a escolher os que me interessam e a abrir caixas e a deitar fora os outros e isso.
mas SÓ compro se mantiverem o mesmo valor nutricional.

domingo, março 6

jel,

como é que eu hei-de dizer isto...
pfffffffffff.....
bfbfbfbfbfbffffffffffff.....
hummm.
não consigo.
simplesmente não partilhamos o mesmo nível de entendimento.
queria explicar-te como em Portugal devíamos ter uma sala para os meninos especiais.
deixa lá.
Cá estou na pior altura do ano. Foi-se a tolerância. Não aguento mais uma rajada de vento, não quero antecipar a meteorologia antes de fazer uma máquina de roupa, chega de sapatos fechados e lenços de papel ranhosos pelos bolsos. Tenho um misto de medo e pena da cor da minha pele. Recuso-me a olhar para as montras – é demasiado agressivo, ainda ontem um vestido salmão todo folhos que ia ficar tão bem com um gelado morango/ gorgonzola com nozes. Sair do trabalho directamente para o Bairro Alto ou Bica ou Chiado ou Jardim da Estrela ou Cascais ou mojito ou cerveja, um jogo de futebol, sardinha no pão, jantar na rua, janelas abertas, varandas, pátios. Amaldiçoar os turistas, o suor e os banhos insuficientes com a certeza de que não há melhor que o tempo quente. Ficar esticada na relva da Tapada das Necessidades. Não encontrar um bom lugar no Miradouro de S. Pedro de Alcântara. Fechar as persianas em casa, deixar entrar uma brisa só pelos buraquinhos e o soalho a secar em cinco minutos enquanto o sujo outra vez com pingos de melancia. Sacudir a areia do fundo da mala mas deixar de propósito uns quinze-vinte grãos para a certeza de que se foi à praia. A vida devia ser sempre pelos trinta graus.

sexta-feira, março 4

O ano passado por esta altura, em teoria, era uma jovem mulher financeiramente desafogada. Mas, como sabeis, shit happens, nomeadamente a convivência com os meus pais. Foram-lhes suficientes a preparação de uns bons petiscos e a ajudinha de uma primeira insolação primaveril para me sacarem uma assinatura que, vejam lá o disparate, autorizou o banco Santander a levantar todo o meu património financeiro, amealhado durante meses e meses de intenso esforço e permanentes recusas do copo de 500ml aos balcões onde pedi mojitos, de olhos rasos de água, a anuir às mínimas medidas de consumo.

E foi com esse gesto tão doentio que tudo mudou - já não me restam 33 anos para pagar um crédito à habitação. Se tudo correr bem, fica tudo pago em 32 anos e meio.
Embora me console a ideia de que o meu banco fique um pouco melhor com todo aquele avultado montante de quatro dígitos que possivelmente significou algum ajuste na bolsa de valores, não posso deixar de me sentir, todos os dias e desde então, na miséria. 

Toda a gente sabe que há uma relação horrível e injusta entre o saldo disponível e a vontade de adquirir produtos e serviços. E que essa tensa relação se agoniza com a passagem do tempo, anúncios da subida de taxas, más condições meteorológicas, desajustes hormonais ou um rímel que borra. Acreditem que existe a apocalíptica possibilidade de existir uma pessoa no mundo a viver tudo isto cumulativamente e que (mãe, quero voltar à infância) ainda tem o IRS para fazer.

ps - foi uma força de expressão: é claro que não quero voltar à infância. A julgar pelo preço da psicoterapia, nunca deveria ter passado por outro estádio de desenvolvimento senão o que me encontro.

quinta-feira, março 3

+_+

aposto todo o dinheiro que tenho no banco (148,03 eur) que não há quem, dentro da minha área/ faixa etária/ situação geográfica/ indice de massa corporal, que trabalhe mais do que eu.

sábado, fevereiro 26

jovem,

emprenhas de ouvido?
falas de cor?
adoras chocolate mas se te calhar um bafiento sucedâneo de chocolate até lambes os dedos?
e o que te importa agora é vincar a diferença entre calões e empenhados? (podes não acreditar, mas estes dois tipos existem desde sempre, é impressionante)

não te distraias e foca-te no que é realmente importante.

exemplos:
- roupa que nos fique mesmo bem
- apalpões
- manter a hidratação diária
- comprar livros
- dormir 7 ou 8h por dia
- vinho

quinta-feira, fevereiro 24

caros leitores,

É com grande prazer que vos anuncio a chegada de uma ferramenta nova. Façam o favor de deslocar o vosso olhar para o lado direito, onde encontrarão um lindo botão donate da paypal. Não será necessário criar uma conta paypal, basta recorrer aos vossos cartões de crédito que pululam nessas carteiras recheadas.

O objectivo, para já, é sustentar o meu alcoolismo – muitos dirão que não é uma grande causa. Mas quem conhece o grande prazer das aguardentes velhas sabe do que estou a falar.

estou a olhar com muita atenção para estas fotografias somente com o intuito de perceber as diferentes valências da opção a cores e a p/b

quarta-feira, fevereiro 23

segunda-feira, fevereiro 21

sabia que...?

se a sua língua materna for o português e quiser comentar o blogue de uma conterrânea sua, não tem de recorrer ao inglês?
o ipod estragou-se e sem ele não corro (o resultado é tão bom como injectar botox nas pálpebras)
agora sim, alapou-se-me uma neura às sobrancelhas tensas e engelhadas e não há truques de maquilhagem que me valham.
Consola-me saber que nunca terei uma depressão. Quando muito, volto a por na moda o bom e velho esgotamento.

domingo, fevereiro 20

qualquer dia corto os dedos para não escrever tudo o que me passa pelos corninhos

Oitocentos seguidores. E andam por aqui mais de mil pessoas por dia, que eu sei. Tenho recebido e-mails tão engraçados e até comoventes de tão fixes comigo (aos que ainda não respondi – espera que a mãe já vai). Obrigada, sois importantes para mim e para este blogue.
Às vezes perguntam-me se recebo hate mail ou porque é que estas caixas de comentários não estão cheias de malta azeda – não sei explicar, até porque me coloco a jeito muitas vezes como testemunham. Creio que não me levam a sério e nem eu, o que deixa a cabecinha muito mais leve.
Tenho de aproveitar bem as poucas secções da minha vida em que não me levo a sério – são tão poucas, é chocante.

Porque, se querem mesmo saber, é domingo e estou a sofrer por antecipação – tenho pela frente cinco dias muito muito muito muito cheios de tarefas para cumprir e uma percentagem de coisas impossíveis de serem concretizadas que serão arrastadas para a semana seguinte e para a outra e outra e assim sucessivamente de modo a criar uma sensação de incompetência que já naturalmente acompanha esta pobre control-freak que aqui cospe os seus amargos de boca.

Ah se eu pudesse ter um cão mas também ser assim tão descontraída no trabalho, a fazer o IRS, a gerir a minha falta de dinheiro, o meu não subsídio de férias, as reuniões de condomínio.
Este blogue é (para alem de outras coisas) um exercício para me levar menos a sério. Não sou muito diferente disto com um copo de cerveja na mão. Mas não dá para andar sempre atrelada a uma grade de minis. É a puta da vida. (pude escrever esta expressão – aliás, todo este post – ao abrigo da lei que protege uma mulher à beira de um ataque de nervos, constipada e menstruada)