De vez em quando, mais uma história incrível sobre um homem maravilhoso. Um daqueles raríssimos, pertencentes ao restrito grupo dos que preparam pequenos-almoços-banquetes, com sumo de fruta fresca, doce de mirtilos, melaço para adoçar o café com leite, croissants muito folhados e manteiga num recipiente de vidro, com um sorriso aberto, a assobiar e a balançar o rabinho e no final ainda fazem um truque de ilusionismo e sai um perfume da cartola.
Pelas descrições, são muito bem parecidos, têm um guarda-roupa impecável e o cabelo sempre bonito. A qualquer momento há bilhetes espalhados pela casa, surpresas como os bobos instantâneos naquelas caixas de mola, a música sempre acertada, as flores no local de trabalho, os presentes sempre na mouche. Estes pequenos deuses nunca falham o tamanho dos sapatos e da lingerie, conhecem as boas marcas e as cores da moda. Cozinham como o Olivier e ao que parece até nos levam as colheres à boca.
E fazem pedidos de casamento no cimo da torre Eiffel e adoram estar em família e com crianças, nunca resistem a nenhuma e são delicados e deliciosos. E que bom gosto para escolher jóias. E que sensatez a beber vinho. E tão cavalheiros, compreensivos, adoram conversar (sobretudo sobre o amor assim em geral), ajuizados, bons decoradores, óptimos parceiros para idas ao centro comercial, justos e bons e nobres e românticos. Mesmo muito românticos, mais do que nos filmes.
Adoro.






